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Ricardo Eletro reverte falência e quer voltar a ter lojas físicas

Segundo gestor, a Ricardo Eletro está pronta para contratar e abrir novamente 2 lojas físicas. Confira as informações!

Wendell SoaresPor Wendell Soares2 min de leitura
Foto da fachada Ricardo Eletro, com diverso eletrodomésticos à venda

As lojas Ricardo Eletro passaram por falência 3 vezes e conseguiram reverter em uma recuperação judicial de mais de R$ 4 bilhões. Por isso, o fundador Ricardo Nunes precisou fechar todos os estabelecimentos em 2020 e manter apenas o e-commerce.

Além disso, mesmo com concorrentes como a Magazine Luiza e Casa Bahia, a empresa chegou a faturar cerca de R$ 10 bilhões por ano em seu auge.

Agora, sob gestão de Bruno Bianchi, a Ricardo Eletro prepara a reabertura de lojas físicas em Minas, no próximo mês, com o nome de Nossa Eletro.

Ricardo Eletro quer ser referência para a Americanas

Em entrevista exclusiva para o Estado de São Paulo, Bianchi afirmou que, ainda em 2023, a expectativa da Ricardo Eletro é contratar novos funcionários, ampliar o estoque e retomar o faturamento. 

Para isso, ele espera ter liberado o crédito dos valores bloqueados judicialmente após o período de falência e recuperação. Outro fator importante é que a companhia negocia com a Procuradoria-Geral da Fazenda a quitação de um passivo fiscal de R$ 1,2 bilhão.

De alguma forma, todas essas ações podem servir para inspirar uma possível recuperação por parte da Americanas, que entrou em crise após a divulgação de um rombo bilionário que já chega a R$ 43 bilhões.

Ricardo Eletro pode se beneficiar pela crise na Americanas

Por fim, mesmo após o quase sumiço da marca Ricardo Eletro do mercado, a situação fiscal da Americanas pode favorecer o retorno da empresa. Afinal, os especialistas apontam que o estoque da empresa pode ser absorvido por outros grandes marketplaces, nicho este que o Ricardo Eletro pretende voltar a ocupar.

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Apesar de tudo, é importante pontuar que o caso da Ricardo Eletro é específico, uma vez que aconteceu por volta de 2018, antes da pandemia. Ou seja, as compras online ainda não faziam parte das vendas de uma loja de forma tão relevante quanto é hoje.

De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o comércio virtual cresceu 5% apenas no último ano, chegando ao faturamento de R$ 169,6 bilhões.

Imagem: Divulgação / Ricardo Eletro

Wendell Soares

Autor

Wendell Soares

Pós-graduado em Marketing Digital, jornalista, redator SEO e apaixonado pela escrita e leitura.

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