A organização SumOfUs, dos Estados Unidos, divulgou um relatório, na última quarta-feira (11), revelando que grandes empresas da área de tecnologia lucraram com a publicação de informações sobre os atos de vandalismo em Brasília.
Grandes empresas lucraram com atos de vandalismo em Brasília
A repercussão antes, depois e durante a manifestação golpista em Brasília garantiu um retorno positivo a empresas de tecnologia. Saiba mais!
No último domingo (8), bolsonaristas radicais invadiram prédios do Supremo Tribunal Federal (STF), do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto. Foram depredados acervos históricos, artísticos e arquitetônicos.
Formato das publicações
Conforme o documento em questão, conteúdos relacionados ao ato antidemocrático foram amplamente divulgados nas redes sociais, seja antes, durante ou após a manifestação. Dessa forma, as publicações geraram um rendimento financeiro positivo a empresas como:
- YouTube;
- Instagram;
- Facebook;
- Twitter;
- TikTok;
- Telegram.
Entre os conteúdos postados, a pesquisa encontrou um canal no YouTube (pertencente ao Google) e uma página no Facebook (da Meta) que fizeram uma publicação simultânea da manifestação, com mais de duas horas de duração.
Essas publicações ainda ficaram disponíveis nas redes sociais por 24 horas após o ataque e 12 horas depois de o STF determinar a exclusão desse tipo de conteúdo na rede.
Além disso, um desses vídeos teve mais de 1 milhão de visualizações. Diversos dos conteúdos postados tiveram anúncios vinculados, o que garantiu lucratividade às redes sociais com a transmissão.
Conforme o documento, os conteúdos divulgados tinham os seguintes formatos:
- Convites para a manifestação antidemocrática, por meio de postagens, mensagens e vídeos;
- Transmissões ao vivo do ato, com horas de duração;
- Compartilhamento de fotografias, vídeos e mensagens de texto vangloriando a destruição.
Repercussão dos conteúdos golpistas em Brasília
Diversas das publicações tiveram uma estrondosa repercussão nas redes sociais. Só no Telegram, por exemplo, três postagens tiveram 138 mil visualizações. No Instagram, dois vídeos tiveram 71 mil curtidas e milhares de comentários.
Além disso, quatro vídeos no TikTok somaram mais de 3 milhões de visualizações. Dois posts no Facebook acumularam quase 500 mil visualizações, 9,5 mil comentários e 69 mil curtidas.
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Resposta das empresas
O jornal Brasil de Fato procurou as empresas para obter respostas sobre a divulgação dos conteúdos antidemocráticos em Brasília. Dessa forma, o TikTok informou que apagou todos os vídeos que constavam no relatório da SumOfUs. O Google, responsável pelo YouTube, não retornou o contato.
Já a Meta, responsável por Facebook e Instagram, disse que começou a remover, antes das eleições, conteúdos incentivando a invasão de prédios públicos.
“No domingo, também designamos este ato como um evento violador, o que significa que removeremos conteúdos que apoiam ou exaltam essas ações. Estamos colaborando com as autoridades brasileiras e continuaremos removendo conteúdos que violam nossas políticas”, declarou a Meta.
Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
