A greve dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal continua no Acre nesta terça-feira (29), enquanto o Tribunal Superior do Trabalho (TST) analisa o dissídio coletivo que pode definir os próximos passos da paralisação. No estado, o movimento começou em 11 de setembro e, segundo o Sindicato dos Bancários do Acre, 60% dos empregados seguem trabalhando.
A paralisação ocorre em meio a um impasse nacional entre a Caixa e seus empregados sobre a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), com divergências envolvendo reajustes, condições de trabalho e o Saúde Caixa. O julgamento do TST está marcado para esta terça-feira, às 14h30.
Até o momento, não há decisão definitiva sobre o fim da greve. O tribunal já determinou, em decisão liminar, que pelo menos 60% dos empregados permaneçam em atividade em cada agência, presencialmente ou de forma remota, sob pena de multa diária de R$ 100 mil à entidade sindical em caso de descumprimento.
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O que acontece com a greve da Caixa nesta terça-feira?

O TST julga nesta terça-feira (29) o dissídio coletivo de greve apresentado pela Caixa. O processo chegou ao tribunal depois que as negociações entre o banco e as entidades representantes dos trabalhadores não resultaram em acordo.
O acordo coletivo anterior expirou em 31 de agosto. A greve nacional começou em 10 de setembro, enquanto no Acre a paralisação teve início no dia seguinte, 11 de setembro.
O julgamento poderá definir os rumos da paralisação e das negociações entre a instituição financeira e os empregados. O TST também pode buscar uma solução conciliada antes da conclusão do julgamento, conforme as possibilidades previstas no processo.
Quantos funcionários da Caixa continuam trabalhando?
A decisão liminar do TST determinou a manutenção de pelo menos 60% dos empregados da Caixa em atividade em cada agência.
O percentual pode ser cumprido presencialmente ou de forma remota. A determinação foi tomada para preservar o funcionamento de serviços considerados necessários durante a paralisação.
No Acre, o Sindicato dos Bancários informou que 60% da categoria continua trabalhando. Assim, a greve permanece, mas o funcionamento das unidades não precisa ser totalmente interrompido.
Por que os trabalhadores da Caixa entraram em greve?
A paralisação está relacionada às negociações para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho de 2026.
Entre os pontos discutidos estão questões salariais, condições de trabalho e alterações no Saúde Caixa, plano de assistência médica destinado aos empregados da instituição.
A Caixa afirma que apresentou propostas durante as negociações e que retomou as tratativas com as entidades representativas em setembro. Em uma rodada realizada em 16 de setembro, o banco apresentou novas propostas relacionadas ao Saúde Caixa, ao Super CAIXA e ao modelo de atendimento, além de manter propostas econômicas já apresentadas anteriormente.
Segundo a Caixa, entre as propostas estava a ampliação do limite de contribuição da instituição para o Saúde Caixa de 6,5% para 9%, além de outras alterações no plano. O banco também informou a previsão de pagamento de ajustes do ACT, incluindo salários, funções, adicionais e benefícios, caso houvesse acordo.
As entidades que representam os trabalhadores, por outro lado, contestam pontos da proposta e defendem que questões relacionadas ao plano de saúde sejam negociadas.
O que muda para quem precisa dos serviços da Caixa?
A greve não significa que todos os serviços da Caixa estejam indisponíveis.
Mesmo durante a paralisação, os clientes podem utilizar diversos canais digitais e alternativas de atendimento. Entre eles estão o aplicativo CAIXA, Internet Banking, WhatsApp CAIXA, CAIXA Tem, caixas eletrônicos, Banco24Horas, casas lotéricas e correspondentes CAIXA Aqui.
A disponibilidade de determinado serviço pode variar de acordo com o canal utilizado. Por isso, quem precisa resolver uma operação bancária deve verificar primeiro se ela pode ser realizada digitalmente.
A própria Caixa mantém canais oficiais para atendimento e informações aos clientes.
E quem precisa ir presencialmente à agência?
O funcionamento presencial pode ocorrer de maneira parcial durante a greve, já que o TST determinou a manutenção mínima de 60% do efetivo por agência.
Isso significa que uma agência pode estar aberta, mas operar com capacidade reduzida. Também pode haver diferença no atendimento entre unidades.
A orientação prática é consultar a agência e verificar se o serviço desejado exige atendimento presencial antes de se deslocar.
O que o TST decidiu até agora?
Antes do julgamento definitivo, o ministro Maurício Godinho Delgado determinou que pelo menos 60% dos empregados da Caixa permaneçam em atividade em cada agência.
A Caixa havia solicitado um contingente mínimo maior, de 80%, mas a decisão estabeleceu o percentual de 60%. A determinação vale durante a greve e pode ser cumprida presencialmente ou remotamente.
O TST também estabeleceu multa diária de R$ 100 mil para a entidade sindical em caso de descumprimento da ordem judicial.
Essa decisão, porém, não representa o julgamento definitivo da greve. Trata-se de uma medida tomada antes da análise do dissídio coletivo.
O que pode acontecer depois do julgamento?
O julgamento desta terça-feira pode definir as condições para o encerramento da paralisação e estabelecer os termos que deverão orientar as relações entre a Caixa e seus empregados.
Caso não haja uma solução negociada, o tribunal poderá estabelecer uma decisão para o conflito coletivo. As consequências práticas dependerão do que for definido no julgamento.
Por isso, enquanto a sessão não for concluída, não é possível afirmar que a greve terminará nesta terça-feira ou que continuará nos mesmos termos.
Como fica a situação dos trabalhadores dos Correios?
A situação dos Correios no Acre é diferente.
Os trabalhadores da empresa encerraram a greve no estado após 14 dias de paralisação. A decisão foi tomada em assembleia e o retorno às atividades ocorreu em 25 de setembro, conforme determinação do TST.
No julgamento relacionado aos Correios, o tribunal considerou a greve não abusiva e determinou a compensação dos dias parados, além de estabelecer reajuste salarial de 4,09%.
Assim, entre as duas categorias que haviam iniciado paralisações no Acre em setembro, a Caixa é a que permanece em greve nesta terça-feira.
Greve da Caixa no Acre: o que o cliente precisa saber
Para quem utiliza os serviços da Caixa, os principais pontos são:
- a greve continua no Acre nesta terça-feira (29);
- o TST julga o dissídio coletivo da Caixa nesta terça, a partir das 14h30;
- pelo menos 60% dos empregados devem permanecer em atividade por agência;
- o atendimento presencial pode funcionar de maneira parcial;
- aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos, lotéricas e correspondentes continuam sendo alternativas para diversas operações;
- ainda não há decisão definitiva sobre o encerramento da paralisação.
A recomendação para quem precisa resolver uma questão bancária é verificar primeiro os canais digitais e, quando o atendimento presencial for indispensável, confirmar o funcionamento da unidade antes de ir até a agência.
O que está em jogo no julgamento desta terça-feira?

O julgamento ocorre depois de tentativas de negociação entre a Caixa e os representantes dos trabalhadores. A discussão não se limita ao reajuste salarial: o modelo de custeio do Saúde Caixa e outras cláusulas do acordo coletivo também estão entre os pontos de divergência.
A Caixa afirma que suas propostas incorporaram demandas apresentadas pelos empregados e que pretende buscar uma solução institucional para o impasse. As entidades sindicais defendem, por sua vez, que as reivindicações dos trabalhadores sejam consideradas nas negociações.
O resultado do julgamento deverá esclarecer quais condições serão aplicadas à greve e às relações trabalhistas entre o banco e seus empregados.
Conclusão
A greve dos trabalhadores da Caixa continua no Acre nesta terça-feira (29), enquanto o TST analisa o dissídio coletivo e deve definir os próximos passos da paralisação. Enquanto não houver uma decisão, pelo menos 60% dos empregados devem permanecer em atividade.
Para os clientes, os canais digitais, caixas eletrônicos, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui seguem como alternativas para realizar operações durante o período de greve.
