Motoristas de aplicativos de transporte em todo o país prometeram uma paralisação de 24 horas nesta segunda-feira. A ação é em busca de repasses mais altos nas corridas e melhores condições de trabalho.
Segundo Eduardo Lima de Souza, presidente da Associação de Motoristas de Aplicativos de São Paulo e da Federação dos Motoristas Por Aplicativos do Brasil, as empresas chegam a ficar com quase 60% do valor total da corrida. O que reduz significativamente os lucros dos motoristas. Eduardo detalhou os motivos da paralisação e enfatizou a importância das reivindicações.
Reivindicações feita pelos motoristas
Os motoristas estão solicitando a implementação de uma taxa mínima de R$ 10 para corridas com distâncias de até três quilômetros, juntamente com um aumento de R$ 2 por quilômetro percorrido.
Além dos repasses mais altos, os motoristas estão exigindo a disponibilização de seguro de vida e saúde, melhoria na proteção contra assaltos e violência nas áreas urbanas. Essas demandas refletem as preocupações da categoria em relação à segurança e ao bem-estar no exercício de suas atividades.
Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o número de motoristas de aplicativos e taxistas no Brasil ultrapassa a marca de um milhão atualmente.
Esses profissionais desempenham um papel importante na mobilidade urbana do país. Além disso, suas reivindicações refletem a necessidade de garantir condições justas e dignas de trabalho nesse setor em constante crescimento.
A situação se destacou nas redes sociais
Nas redes sociais, os usuários então expressaram sua insatisfação com a situação decorrente da greve dos motoristas de aplicativos.
Muitos deles descobriram a paralisação somente após terem suas corridas canceladas repetidamente, o que resultou em atraso em suas atividades diárias, como trabalho e compromissos. Uma usuária, no entanto, postou com certo sarcasmo: “Hoje está tendo greve de Uber e eu só soube agora após 4x cancelarem e eu me atrasar pro trabalho”.
Além disso, houve questionamentos em relação aos preços praticados durante a paralisação. Uma usuária perguntou: “O Uber hoje tá tão caro por causa da tal manifestação?”
Essas reclamações e questionamentos nas redes sociais demonstram o impacto direto que a greve dos motoristas de aplicativos têm na vida dos usuários.
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