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Greve pode impedir brasileiros de irem trabalhar amanhã (26)

População deve utilizar outros serviços para chegar ao destino. Veja quais são as reivindicações do setor durante a greve!

Avatar de Guilherme Tabosa Guilherme Tabosa · · 2 min de leitura
Pessoa segurando uma faixa de greve durante reunião de funcionários, com os dizeres: "Estamos em greve. Contamos com vocês".

Os profissionais de ônibus e metrô do estado do Pernambuco devem realizar uma greve na próxima quarta-feira (26). Assim, a paralisação no sistema de transporte pode afetar trabalhadores da capital e da Região Metropolitana de Recife.

No início da semana, os trabalhadores se reuniram com membros do judiciário, mas não chegaram em comum acordo. Com isso, há chances de os serviços rodoviários e de metrô não funcionarem. Segundo o sindicato da área, a greve será de pelo menos 48 horas, mas pode ser por tempo indeterminado.

Assim, a população deve utilizar outras opções, como transporte de aplicativo ou mototaxi, para fazer os deslocamentos. Ademais, uma assembleia com representantes do setor será realizada nesta terça-feira (25), na Praça da Greve, para discutir como será o protesto.

Negociações das partes antes da greve

Na última segunda-feira (24), como dito, houve uma audiência, no Tribunal Regional da 6ª Região (TRT-6), para tratar das negociações entre funcionários e representantes das empresas de trânsito.

Nesse sentido, após não chegarem a um acordo, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários Urbanos de Passageiros de Recife e Região Metropolitana, Mata Sul e Norte de Pernambuco (STTREPE) afirmou que entraria em greve.

A Urbana-PE, uma das empresas responsáveis pelo setor, afirmou que deseja seguir com as negociações e fechar um acordo, mas que não admitirá “imposições arbitrárias e intimidadoras”. Ela também alegou que a paralisação dos serviços é inaceitável, pois prejudicará a população e a economia das cidades.

Reivindicações da greve

Por fim, entre as principais solicitações de melhorias nas condições de trabalho que são focos da greve, estão:

  • Reajuste do piso conforme o acumulado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 10% acima da inflação;
  • Vale-alimentação de R$ 600;
  • Cesta básica de R$ 400;
  • Plano de saúde para todos os profissionais da categoria;
  • Adicional de R$ 300 para motoristas de veículos articulados;
  • Adicional de R$ 500 para motoristas que trabalharam simultaneamente como cobradores.

Imagem: Joa Souza/shutterstock.com

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