Os professores e orientadores educacionais da rede pública de ensino do Distrito Federal vão se reunir na próxima quarta-feira, 26 de abril de 2023, em assembleia para discutir sobre a paralisação e, até mesmo, uma possível greve.
Greve? Professores farão assembleia na quarta-feira (26)
Reunião que acontece na próxima quarta-feira pode definir a greve de professores e orientadores da rede pública. Saiba mais!
Assim, a depender do acordo dos servidores, algumas turmas da capital do Brasil podem ficar sem aulas durante período indeterminado. Fontes do sindicato apontam que boa parte da classe trabalhadora deve aderir ao movimento.
A grande reivindicação dos profissionais da educação do DF é a questão salarial. Todavia, a falta de um projeto eficiente relacionado à reestruturação da carreira desses profissionais também é uma questão que pode levar à greve.
Pauta para greve
Em entrevista ao Metrópoles, Samuel Fernandes, diretor do Sindicato dos Professores do Distrito Federal, o Sinpro-DF, comentou que a reivindicação do reajuste salarial é a principal pauta da classe trabalhadora.
Com dados, Fernandes defende que “em 2015 ganhávamos 105% acima do piso nacional e, hoje, o governo do DF vem descumprindo a lei do piso, pois o professor começa recebendo 4,5% abaixo do piso”. Inclusive, o diretor classifica esse cenário como “uma vergonha para a capital do país”.
Contudo, o Sinpro-DF também aponta que a categoria deseja uma convocação imediata de todos os profissionais aprovados no concurso público para o magistério.
Enquanto isso, a Secretaria de Educação do Distrito Federal, SEDF, comunicou, ao Metrópoles, que os professores possuem autonomia para participar da assembleia. Além disso, os estudantes que perderem aula devido à greve, terão esses dias repostos posteriormente.
Adesão ao movimento
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Conforme o Sinpro-DF, cerca de 90% das escolas do Distrito Federal vão aderir ao movimento. O diretor do sindicato, acredita que a categoria está consciente de seus direitos e que são justas as reivindicações da classe.
Segundo Fernandes, a “categoria está mobilizada, pois entende que apenas 6% oferecido pelo governo é insuficiente para quem está há 8 anos sem nenhum real de reajuste salarial”. Ainda nessa temática, o líder sindical informou que a categoria “empobreceu”, argumentando que a greve dos professores é necessária.
Imagem: Jacob Lund / shutterstock.com
