Com a chegada do inverno e a queda das temperaturas, cresce o alerta para doenças respiratórias, sobretudo entre os idosos.
Gripe atinge com mais força os idosos: veja por que o risco é maior
Gripe em idosos pode ser fatal. Veja como prevenir com vacinas e cuidados essenciais. Clique e entenda os riscos!
Dados atualizados do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revelam que a gripe e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) já superam a covid-19 como principais causas de morte por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre pessoas com mais de 60 anos.
Somente até o início de maio de 2025, o Brasil registrou 24.571 internações por SRAG, sendo que 50% dos casos e 11% das mortes nas últimas semanas foram atribuídos ao VSR.
Especialistas alertam que o sistema imunológico enfraquecido com a idade e a presença de comorbidades tornam os idosos mais vulneráveis a complicações graves.
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Por que a gripe afeta mais os idosos?

Envelhecimento do sistema imunológico
À medida que envelhecemos, o sistema imunológico perde eficiência. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Alberto Chebabo, esse processo, conhecido como imunossenescência, torna os idosos mais suscetíveis a infecções virais e suas complicações.
“Essa diminuição da capacidade de defesa faz com que os idosos sejam mais suscetíveis a quadros graves de doenças respiratórias, como as causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório”, explica o infectologista.
Vírus que mais preocupam no inverno
- Influenza A e B: vírus da gripe, com potencial para provocar surtos.
- Vírus Sincicial Respiratório (VSR): normalmente associado a crianças, mas extremamente perigoso para idosos.
- Covid-19: ainda circula e pode agravar quadros respiratórios já existentes.
Comorbidades: o fator que agrava a situação
Principais doenças que aumentam o risco
Muitos idosos convivem com doenças crônicas que agravam a evolução de infecções respiratórias:
- Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC);
- Asma;
- Insuficiência cardíaca;
- Diabetes;
- Insuficiência renal.
Essas comorbidades, quando combinadas com infecções respiratórias, aumentam o risco de hospitalização prolongada e de mortalidade.
Exemplo crítico:
Um estudo da Fiocruz mostra que idosos com insuficiência cardíaca têm risco 33 vezes maior de hospitalização por VSR do que aqueles sem a condição.
Taxa de letalidade do VSR em idosos é alarmante
Entre 2013 e 2023, a taxa de letalidade por infecção por VSR entre idosos chegou a 26%, segundo levantamento da Fiocruz. Para comparação, essa taxa é 20 vezes maior do que a observada em crianças, tradicionalmente o público mais associado ao vírus.
Impactos duradouros mesmo após a alta hospitalar
A gravidade da gripe e de outras infecções respiratórias não termina com a hospitalização. Um em cada três idosos internados relata perda de funcionalidade após a alta, com dificuldade para realizar atividades rotineiras, como caminhar, cozinhar ou tomar banho sem ajuda.
Essa perda de autonomia compromete a qualidade de vida e pode acelerar processos de declínio cognitivo e físico.
Como prevenir: o papel fundamental da vacinação
Vacina contra a gripe (Influenza)
A vacina da gripe é oferecida anualmente e atualizada conforme as cepas virais circulantes. Idosos fazem parte do grupo prioritário na campanha de vacinação do Ministério da Saúde.
- Cobertura ideal: acima de 90%;
- Cobertura atual (2025): ainda abaixo de 75% em diversos estados.
Vacina contra o VSR
A partir de 2024, o Brasil passou a adotar campanhas de imunização também para o VSR em grupos específicos, incluindo idosos com comorbidades. A ampliação dessa cobertura é fundamental para conter o avanço das infecções.
Outras medidas de proteção
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Cuidados no dia a dia
- Higienização frequente das mãos;
- Uso de máscaras em locais fechados ou com sintomas gripais;
- Ambientes bem ventilados;
- Evitar aglomerações durante surtos;
- Manter distância de pessoas com sintomas gripais.
Essas medidas, já conhecidas desde a pandemia de covid-19, continuam eficazes na prevenção de infecções virais.
O que fazer ao surgirem os sintomas?
Identificação precoce pode salvar vidas
Os primeiros sintomas podem ser confundidos com um resfriado comum, mas devem ser monitorados com atenção:
- Febre;
- Tosse persistente;
- Falta de ar;
- Cansaço excessivo;
- Dores musculares.
Diante desses sinais, é essencial buscar atendimento médico imediato, especialmente em idosos com doenças crônicas.
Conscientização e informação são armas poderosas

A baixa adesão à vacinação e o subdiagnóstico do VSR entre idosos ainda são desafios a serem enfrentados. Campanhas de informação, educação em saúde e monitoramento contínuo são estratégias fundamentais para conter o avanço das doenças respiratórias graves.
Além disso, é necessário o engajamento de cuidadores e familiares para garantir que os idosos tenham acesso às vacinas e mantenham os cuidados básicos de prevenção.
Conclusão: proteger os idosos é responsabilidade de todos
Com a chegada do inverno, é fundamental redobrar os cuidados com a saúde dos idosos. A gripe e outras infecções respiratórias, como o VSR, representam riscos reais à vida e à autonomia dessa população.
A vacinação e as medidas de prevenção são as ferramentas mais eficazes para reduzir as hospitalizações e óbitos.
Manter a imunização em dia e adotar hábitos preventivos pode fazer a diferença entre um inverno tranquilo e uma internação de alto risco.
Imagem: prostooleh / Freepik
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