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Gripe atinge com mais força os idosos: veja por que o risco é maior

Gripe em idosos pode ser fatal. Veja como prevenir com vacinas e cuidados essenciais. Clique e entenda os riscos!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro5 min de leitura
Aposentados

Com a chegada do inverno e a queda das temperaturas, cresce o alerta para doenças respiratórias, sobretudo entre os idosos.

Dados atualizados do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revelam que a gripe e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) já superam a covid-19 como principais causas de morte por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre pessoas com mais de 60 anos.

Somente até o início de maio de 2025, o Brasil registrou 24.571 internações por SRAG, sendo que 50% dos casos e 11% das mortes nas últimas semanas foram atribuídos ao VSR.

Especialistas alertam que o sistema imunológico enfraquecido com a idade e a presença de comorbidades tornam os idosos mais vulneráveis a complicações graves.

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Por que a gripe afeta mais os idosos?

gripe
Imagem: Freepik

Envelhecimento do sistema imunológico

À medida que envelhecemos, o sistema imunológico perde eficiência. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Alberto Chebabo, esse processo, conhecido como imunossenescência, torna os idosos mais suscetíveis a infecções virais e suas complicações.

“Essa diminuição da capacidade de defesa faz com que os idosos sejam mais suscetíveis a quadros graves de doenças respiratórias, como as causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório”, explica o infectologista.

Vírus que mais preocupam no inverno

  • Influenza A e B: vírus da gripe, com potencial para provocar surtos.
  • Vírus Sincicial Respiratório (VSR): normalmente associado a crianças, mas extremamente perigoso para idosos.
  • Covid-19: ainda circula e pode agravar quadros respiratórios já existentes.

Comorbidades: o fator que agrava a situação

Principais doenças que aumentam o risco

Muitos idosos convivem com doenças crônicas que agravam a evolução de infecções respiratórias:

  • Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC);
  • Asma;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Diabetes;
  • Insuficiência renal.

Essas comorbidades, quando combinadas com infecções respiratórias, aumentam o risco de hospitalização prolongada e de mortalidade.

Exemplo crítico:

Um estudo da Fiocruz mostra que idosos com insuficiência cardíaca têm risco 33 vezes maior de hospitalização por VSR do que aqueles sem a condição.

Taxa de letalidade do VSR em idosos é alarmante

Entre 2013 e 2023, a taxa de letalidade por infecção por VSR entre idosos chegou a 26%, segundo levantamento da Fiocruz. Para comparação, essa taxa é 20 vezes maior do que a observada em crianças, tradicionalmente o público mais associado ao vírus.

Impactos duradouros mesmo após a alta hospitalar

A gravidade da gripe e de outras infecções respiratórias não termina com a hospitalização. Um em cada três idosos internados relata perda de funcionalidade após a alta, com dificuldade para realizar atividades rotineiras, como caminhar, cozinhar ou tomar banho sem ajuda.

Essa perda de autonomia compromete a qualidade de vida e pode acelerar processos de declínio cognitivo e físico.

Como prevenir: o papel fundamental da vacinação

Vacina contra a gripe (Influenza)

A vacina da gripe é oferecida anualmente e atualizada conforme as cepas virais circulantes. Idosos fazem parte do grupo prioritário na campanha de vacinação do Ministério da Saúde.

  • Cobertura ideal: acima de 90%;
  • Cobertura atual (2025): ainda abaixo de 75% em diversos estados.

Vacina contra o VSR

A partir de 2024, o Brasil passou a adotar campanhas de imunização também para o VSR em grupos específicos, incluindo idosos com comorbidades. A ampliação dessa cobertura é fundamental para conter o avanço das infecções.

Outras medidas de proteção

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Cuidados no dia a dia

  • Higienização frequente das mãos;
  • Uso de máscaras em locais fechados ou com sintomas gripais;
  • Ambientes bem ventilados;
  • Evitar aglomerações durante surtos;
  • Manter distância de pessoas com sintomas gripais.

Essas medidas, já conhecidas desde a pandemia de covid-19, continuam eficazes na prevenção de infecções virais.

O que fazer ao surgirem os sintomas?

Identificação precoce pode salvar vidas

Os primeiros sintomas podem ser confundidos com um resfriado comum, mas devem ser monitorados com atenção:

  • Febre;
  • Tosse persistente;
  • Falta de ar;
  • Cansaço excessivo;
  • Dores musculares.

Diante desses sinais, é essencial buscar atendimento médico imediato, especialmente em idosos com doenças crônicas.

Conscientização e informação são armas poderosas

vacinação idosos
Imagem: Freepik

A baixa adesão à vacinação e o subdiagnóstico do VSR entre idosos ainda são desafios a serem enfrentados. Campanhas de informação, educação em saúde e monitoramento contínuo são estratégias fundamentais para conter o avanço das doenças respiratórias graves.

Além disso, é necessário o engajamento de cuidadores e familiares para garantir que os idosos tenham acesso às vacinas e mantenham os cuidados básicos de prevenção.

Conclusão: proteger os idosos é responsabilidade de todos

Com a chegada do inverno, é fundamental redobrar os cuidados com a saúde dos idosos. A gripe e outras infecções respiratórias, como o VSR, representam riscos reais à vida e à autonomia dessa população.

A vacinação e as medidas de prevenção são as ferramentas mais eficazes para reduzir as hospitalizações e óbitos.

Manter a imunização em dia e adotar hábitos preventivos pode fazer a diferença entre um inverno tranquilo e uma internação de alto risco.

Imagem: prostooleh / Freepik

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Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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