O Governo Estadual do Paraná divulgou nessa segunda (13) os resultados do Programa Bolsa Sênior, uma iniciativa que visa a valorização de pesquisadores aposentados que se destacaram em sua área de atuação. Embora estejam aposentados, esses cientistas ainda têm muito a contribuir para o desenvolvimento tecnológico, inovador e, principalmente, para o avanço da ciência.
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Um exemplo dessa contribuição é o cientista e doutor em Bioquímica, Rubens Cecchini. Aos 70 anos, e com mais de cinquenta anos dedicados à pesquisa em ciências, ele se destaca como um dos beneficiados pelo Programa Bolsa Sênior, criado em parceria pela Agência Araucária e pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
Como o Programa Bolsa Sênior pode beneficiar a sociedade?
Rubens Cecchini é bolsista sênior e, atualmente, está desenvolvendo o projeto “Padronização e caracterização molecular de esferoides formulados a partir de cultura primária de carcinoma papilífero de tireoide: screening terapêutico in vitro e em tecido fresco”.
O objetivo é fazer com que tratamentos para o câncer de tireoide sejam individualizados, levando em consideração as características específicas de cada paciente. Tal proposta aumenta as chances de sucesso do tratamento e melhora a qualidade de vida pós-cirurgia.
Sendo assim, o Programa Bolsa Sênior já investiu um total de R$ 5.850.000,00 em projetos que envolvem seis universidades estaduais, além da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e da PUC do Paraná. A iniciativa é uma forma de valorizar os pesquisadores aposentados que ainda têm muito a contribuir com a sociedade.

Quem mais se beneficia?
Além de Rubens Cecchini, a psicóloga e doutora Maria Rita Zoéga Soares também se beneficia do Programa Bolsa Sênior. Mesmo aposentada, ela segue atuando ativamente em variadas ações junto à universidade e à sociedade.
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A psicóloga, que já atua há cerca de 28 anos na produção científica, desenvolve atualmente a pesquisa “Elaboração de Estratégia de Intervenção Psicológica para os Transtornos de Ansiedade”. O estudo busca tornar mais eficientes os tratamentos para transtornos como bipolaridade, ansiedade e depressão.
O programa Bolsa Sênior mostra, assim, que a contribuição para a ciência e a sociedade não tem prazo de validade. Pelo contrário, com a experiência e o amadurecimento, esses pesquisadores se tornam cada vez mais valiosos no âmbito da pesquisa científica, tecnológica e de inovação. Por fim, cada projeto aprovado dura 48 meses e os pesquisadores responsáveis recebem R$ 1.875,00 por mês.
Imagem: rafapress / shutterstock.com
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