Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Grupo de faculdades é investigado por suposta venda de diplomas

Um ex-professor do grupo de faculdades foi quem denunciou os casos de venda de diplomas. Confira mais informações.

Adriane SacramentoPor Adriane Sacramento2 min de leitura
Imagem em preto e branco de estudantes vestidos com becas e segurando diplomas. O único elemento da imagem que está colorido é uma fita vermelha ao redor do diploma segurado por um aluno.

O Ministério Público Federal de Minas Gerais investiga a Faveni por suposta venda de diploma de graduação e pós-graduação. Um ex-professor do grupo, que reúne faculdades em todo Brasil, foi quem denunciou a situação a deputados federais. As informações são do UOL Educação.

Os parlamentares entraram com uma representação no Ministério Público, que abriu um procedimento para apurar as suspeitas. O Ministério da Educação também já foi informado sobre as possíveis irregularidades, que vão além da venda de diplomas. O ex-professor preferiu não se identificar.

Venda de diplomas, emissão de certificados e cursos sem autorização 

Agora, o MPF vai iniciar uma investigação para identificar se o grupo de faculdades realiza a venda de diplomas em até 30 dias. Além disso, a intenção é descobrir se a Faveni emitiu certificados ilegais para que os professores da instituição melhorassem o currículo, assim atingindo as expectativas do MEC.

Segundo o ex-professor, a Faveni emitia o diploma caso o aluno pagasse todo o curso à vista. Dessa forma, o estudante não teria que passar por formalidades. Nas redes sociais, a instituição oferece cursos de pós-graduação com duração de dois anos, mas a previsão de entrega do diploma é de um quarto desse período: em seis meses.

De acordo com a reportagem do UOL, existe mais uma suspeita. Neste caso, há a possibilidade de que as faculdades incluídas no grupo tenham feito a emissão de certificados a estudantes matriculados em cursos de ensino à distância não autorizados pelo MEC.

Grupo de faculdades foi procurado pelo MEC no final do ano passado

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Ao UOL, o Ministério Público Federal confirmou a investigação, mas o MEC não respondeu aos questionamentos do portal. O mesmo ocorreu com a Faveni. Cabe destacar que, antes do inquérito civil ser aberto, o MPF solicitou, em 2022, à pasta da Educação informações sobre o grupo de faculdades.

Sendo assim, o MEC deu um prazo de 30 dias para que a Faveni fornecesse as respostas. Isso em outubro do ano passado. A empresa, então, respondeu a pasta com informações dos estudantes, professores e das faculdades que integram o grupo. Na época, todas as acusações foram negadas pela instituição.

Imagem: anushkaniroshan / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Adriane Sacramento

Autor

Adriane Sacramento

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e redatora do Seu Crédito Digital desde 2022.

Topicos relacionados