O Ministério Público Federal de Minas Gerais investiga a Faveni por suposta venda de diploma de graduação e pós-graduação. Um ex-professor do grupo, que reúne faculdades em todo Brasil, foi quem denunciou a situação a deputados federais. As informações são do UOL Educação.
Grupo de faculdades é investigado por suposta venda de diplomas
Um ex-professor do grupo de faculdades foi quem denunciou os casos de venda de diplomas. Confira mais informações.
Os parlamentares entraram com uma representação no Ministério Público, que abriu um procedimento para apurar as suspeitas. O Ministério da Educação também já foi informado sobre as possíveis irregularidades, que vão além da venda de diplomas. O ex-professor preferiu não se identificar.
Venda de diplomas, emissão de certificados e cursos sem autorização
Agora, o MPF vai iniciar uma investigação para identificar se o grupo de faculdades realiza a venda de diplomas em até 30 dias. Além disso, a intenção é descobrir se a Faveni emitiu certificados ilegais para que os professores da instituição melhorassem o currículo, assim atingindo as expectativas do MEC.
Segundo o ex-professor, a Faveni emitia o diploma caso o aluno pagasse todo o curso à vista. Dessa forma, o estudante não teria que passar por formalidades. Nas redes sociais, a instituição oferece cursos de pós-graduação com duração de dois anos, mas a previsão de entrega do diploma é de um quarto desse período: em seis meses.
De acordo com a reportagem do UOL, existe mais uma suspeita. Neste caso, há a possibilidade de que as faculdades incluídas no grupo tenham feito a emissão de certificados a estudantes matriculados em cursos de ensino à distância não autorizados pelo MEC.
Grupo de faculdades foi procurado pelo MEC no final do ano passado
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Ao UOL, o Ministério Público Federal confirmou a investigação, mas o MEC não respondeu aos questionamentos do portal. O mesmo ocorreu com a Faveni. Cabe destacar que, antes do inquérito civil ser aberto, o MPF solicitou, em 2022, à pasta da Educação informações sobre o grupo de faculdades.
Sendo assim, o MEC deu um prazo de 30 dias para que a Faveni fornecesse as respostas. Isso em outubro do ano passado. A empresa, então, respondeu a pasta com informações dos estudantes, professores e das faculdades que integram o grupo. Na época, todas as acusações foram negadas pela instituição.
Imagem: anushkaniroshan / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
