Na última quarta-feira (24), agências de inteligência ocidentais e a Microsoft confirmaram que um grupo de hackers chinês estaria monitorando os Estados Unidos. De acordo com as informações da Reuters, o grupo é patrocinado pelo Estado.
Os hackers teriam espionado uma vasta gama de organizações de infraestrutura crítica do país norte-americano. Desse modo, siga na leitura para saber mais sobre a situação.
Estados Unidos estão sendo monitorados por hackers chineses
Segundo o anunciado da Microsoft, o grupo também teria espionado o território da Ilha de Guam, onde existem importantes bases militares estadunidenses. Por meio de relatório, a companhia destacou que “mitigar esse ataque pode ser um desafio”.
Sobre a espionagem de hackers chineses aos Estados Unidos, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país oriental, Mao Ning, afirmou, nesta quinta-feira (25), se tratar de uma “campanha de difamação”.
Ainda, conforme Ning, a ação estaria sendo promovida coletivamente pelos países do “Five Eyes”, grupo de compartilhamento de inteligência composto por Austrália, Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia e Reino Unido.
Espionagem entre os países
Para especialistas, a recente atividade do grupo de hackers é considerada uma das maiores campanhas de ciberespionagem chinesas já vista contra os Estados Unidos. Diante das desavenças geopolíticas existentes entre os países, Mao Ning alegou ser o país ocidental o “império do hacking”, independente dos métodos utilizados.
Não foram revelados maiores detalhes sobre a ação dos hackers chineses no ataque aos Estados Unidos. Analistas da Microsoft acreditam que o grupo pode estar trabalhando no desenvolvimento de recursos para interromper a infraestrutura crítica de comunicações entre o país norte-americano e a região da Ásia em futuras crises.
Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou estar disposto a usar a força para defender Taiwan. A fala do presidente aconteceu após a China realizar o aumento da pressão militar e diplomática na reivindicação da nação de governo democrático.
Diante da situação, estudiosos supõem que os hackers podem ter como alvo as redes militares dos Estados Unidos.
Imagem: frank_peters / shutterstock.com
