O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou ontem (12) que o dólar um pouco mais alto é bom para todos. Isso porque, segundo ele, o período que o real esteve mais valorizado, a empregada doméstica estava indo para a Disney, “uma festa danada”.

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Na quarta-feira (12), o dólar atingiu R$ 4,35, novo recorde nominal. Foi o quinto pregão seguido de alta. Este ano, a moeda acumula valorização de 8,4% ante o real.

Paulo Guedes afirma que dólar alto é bom porque doméstica estava indo para a Disney

“Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vamos importar menos, fazer substituição de importações, turismo. [Era] todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para a Disneylândia, uma festa danada”, disse.

Além disso, o ministro sugeriu, em discurso no Seminário de Abertura do Ano Legislativo da Revista Voto, que as pessoas façam turismo no Brasil. “Espera aí, vai passear em Foz do Iguaçu, vai passear no Nordeste, está cheio de praia bonita, vai para Cachoeiro do Itapemirim conhecer onde Roberto Carlos nasceu. Vai passear, conhecer o Brasil”, afirmou.

Ministro retificou a fala sobre as domésticas

Paulo Guedes restruturou a sua sobre as domésticas dizendo que o câmbio estava barato e todo mundo estava indo para a Disneylândia. “Vão dizer ‘ministro diz que empregada doméstica estava indo para Disneylândia’. Não, o ministro está dizendo que o câmbio estava tão barato que todo mundo mundo estava indo para a Disneylândia”, disse.

Esta não é a primeira vez que o ministro diz que prefere o dólar mais alto

No entanto, não é a primeira vez que o ministro da Economia diz que prefere o dólar mais alto. Em novembro do ano passado, ele disse que é bom o país se acostumar com a moeda americana valorizada. “O dólar está alto. Qual o problema? Zero. Nem inflação ele [dólar alto] está causando. Vamos exportar um pouco mais e importar um pouco menos”, afirmou o ministro em Washington. “É bom se acostumar com juros mais baixos por um bom tempo e com o câmbio mais alto por um bom tempo.”

Devido ao recuo do varejo em dezembro, o dólar chegou pela primeira vez a R$ 4,3520, com uma alta de 0,57%. Portanto, os dados do mês de Natal sugerem que a retomada do crescimento econômico não engrenou, o que pode levar a novos cortes na Selic. Além disso, com juros mais baixos, os estrangeiros acabam retirando os investimentos do país, o que, consequentemente eleva o preço da moeda americana.

Por fim, em 2020, o dólar acumula alta de 8,4% ante o real, que é a moeda que mais sofreu desvalorização no período. O ministro ainda afirmou que o modelo econômico do país, que antes era ancorado em juros altos e câmbio desvalorizado, mudou. De acordo com ele, é melhor ter juros a 4% ao ano e câmbio a R$ 4 do que juros a 14% ao ano e câmbio a R$ 1,80. “Câmbio um pouquinho mais alto é bom para todo mundo, mais exportação, mais substituição de importações”, ressaltou.

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Imagem: Daniel Constante/Shutterstock.