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Delivery com R$ 1 bilhão em jogo: 99Food promete guerra de preços contra iFood!

99Food entra na briga do delivery com R$1 bilhão, taxas zero e apoio forte a entregadores. Veja mais detalhes.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
99Food

O mercado de delivery de refeições no Brasil está prestes a experimentar uma revolução. Com alta taxa de crescimento e receitas em expansão, o setor atrai investimentos bilionários.

Agora, a 99Food, da 99/Didi, prepara seu ataque a partir de Goiás, prometendo agressividade nos preços e apoio estratégico a entregadores, tudo isso para mudar o jogo diante de gigantes como iFood e Rappi.

Leia mais: iFood muda regras: repasse antecipado, rotas personalizadas e bônus por performance

Contexto global e cenário nacional

O setor de delivery movimentou cerca de US$ 1,2 trilhão globalmente em 2024, valor que representa quase metade do PIB brasileiro. No Brasil, o mercado faturou US$ 21 bilhões, um acréscimo de 7% em relação ao ano anterior .

Esse crescimento intensifica a competição: novos players miram o mercado em expansão, enquanto os líderes fortalecem alianças para manter a cota.

99Food desembarca com força

99food
Imagem: Diego Thomazini / shutterstock.com

A 99Food, braço de delivery da 99 (empresa de transportes da Didi), lançou um programa-piloto em Goiânia com base forte:

  • Investimento inicial de R$ 1 bilhão;
  • Isenção total das taxas de entrega cobradas dos restaurantes pelos próximos dois anos;
  • Diárias de R$ 250 para entregadores com alta produtividade;
  • Apoio logístico com equipamentos: jaquetas de couro, capacetes e mochilas térmicas para cerca de 400 000 motoboys.

O presidente da 99 no Brasil, Simeng Wang, afirma que o projeto “marcará o início do posicionamento global em entregas de refeições”. A previsão é estender a operação para São Paulo e Rio em breve .

Estímulo à capilaridade com aplicativo integrado

Para acelerar sua penetração, a 99Food se integrará ao aplicativo principal da 99, que já suporta 58 milhões de usuários ativos e 10 vezes mais tráfego desde 2022, segundo Wang.

A novidade: o app permitirá tanto corridas quanto pedidos de refeições no mesmo ambiente, aproveitando a infraestrutura já consolidada.

Meituan e Keeta: o rival chinês à vista

Não é só a 99Food que mira o mercado brasileiro. A Meituan, gigante chinesa de superapp, anuncia a migração de sua marca global, Keeta, ao mercado nacional até o segundo semestre.

Com aporte de R$ 5 bilhões, a empresa pretende replicar internacionalmente a fórmula de sucesso já aplicada na Ásia .

Rappi responde: expansão e descontos

O Rappi, segunda força no delivery nacional, partiu para a contragolpe:

  • Redução de taxas,
  • Injeção de R$ 1,4 bilhão em sua operação,
  • Expansão de serviços: farmácias, supermercados e petshops em seu app,
  • Aposta em serviços completos de entrega (delivery + bike + motofrete).

Felipe Criniti, CEO do Rappi Brasil, ressaltou que a proposta da empresa é ser “uma solução completa de entregas, não importa o que o cliente precise” .

Enfrentando os gigantes: Prosus e iFood

A Prosus, representada por Fabrício Bloisi — ex-iFood —, comprou a Just Eat Takeaway por 4,1 bilhões de euros, consolidando-se como a quarta maior companhia global de delivery .

Já o iFood reforça sua disputa local com uma parceria inédita com a Uber, criando sinergia entre transporte e delivery, além de 400 mil restaurantes cadastrados e 120 milhões de entregas mensais.

Tecnologia e futuro do setor

Para especialistas como Cecília Farias, da Agilizone, e executivos como Criniti e Wang, a tecnologia — especialmente IA — será fundamental. “A interação com os hábitos e desejos do público será cada vez maior”, prevê Farias .

Isso abre espaço para customização de pedidos, roteirização inteligente e precificação dinâmica, elevando a competitividade.

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Benefícios para o consumidor

A guerra de ofertas tende a favorecer o consumidor:

  • Preços mais baixos nos apps do que nos restaurantes (redução de até 27%) ;
  • Promoções e cashback frequentes;
  • Melhor experiência: rapidez, variedade e conveniência no cotidiano.

Desafios para os entregadores

Por trás do progresso, há questões a serem monitoradas:

  • Sustentabilidade das diárias de R$ 250 oferecidas pela 99Food;
  • Sustentabilidade no longo prazo desse modelo de negócios;
  • Proteção de dados e uso responsável de IA;
  • Regulamentação sobre direitos trabalhistas e segurança dos motofretistas.

O que esperar daqui pra frente

golpe Entrega
Imagem: KamranAydinov / Freepik
  • A expansão da 99Food pode reduzir a supremacia do iFood em mercados-chave;
  • Entrada da Meituan/Keeta reforça o embate asiático;
  • Rappi e Prosus devem reagir com mais investimentos e fusões;
  • Potencial uso de inteligência artificial deverá personalizar cada vez mais as experiências no delivery.

No fim, esse combate promete entregar benefícios claros para consumidores, enquanto pressiona todas as players a inovar e cuidar da formação e remuneração dos entregadores.

A disputa pelo mercado de delivery de alimentos no Brasil está longe de terminar, na verdade, está apenas começando. Entre descontos, tecnologia e batalhas pela logística, quem ganha é o usuário: comida mais barata, variedade, experiência funcional e eficácia no app.

A pergunta que fica é se os novos entrantes manterão o ritmo sem comprometer a qualidade e condições dos entregadores. A próxima rodada promete impactos profundos no modo como consumimos refeições em casa ou no trabalho.

Com informações de: VEJA

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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