Informações dadas pelo FBI, a polícia Federal dos Estados Unidos, na última segunda-feira (23), revelam que o grupo norte-coreano de hackers, Lazarus Group, teria sido responsável pelo roubo de US$ 100 milhões, cerca de R$ 515 milhões, da empresa Harmony. O crime teria acontecido em junho de 2022.
Hackers da Coreia do Norte roubam R$ 515 milhões de empresa dos EUA
Informações dadas pelo FBI revelam que o grupo teria sido responsável pelo roubo de US$ 100 milhões, cerca de R$ 515 milhões.
O grupo de criminosos também conhecido como APT38 teria roubado o valor em criptomoedas da corretora. Neste mês de janeiro, os hackers tentaram lavar parte do valor roubado.
Ataque de hackers roubou milhões de dólares em criptomoedas
A empresa estadunidense Harmony é especialista no desenvolvimento de blockchains de finanças descentralizadas e de NFTs, os tokens não fungíveis. Na época, a companhia chegou a revelar que a ação dos hackers havia atingido a ponte Horizon, uma ferramenta de transferência de criptoativos em diferentes blockchains.
Ao perceber o ataque, a Harmony teria interrompido as transações realizadas por meio da ponte. No entanto, o prejuízo causado pelos hackers havia sido equivalente a US$ 100 milhões.
FBI afirma que ação dos criminosos patrocina programa de mísseis
No último dia 13 de janeiro, cerca de 7 meses após o roubo, os hackers fizeram uso do protocolo de privacidade Railgun para lavar parte das criptomoedas ethereum roubadas no ataque de junho. De acordo com o FBI, na ação, o grupo tentou lavar mais de US$ 60 milhões.
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Os criminosos teriam posteriormente enviado os criptoativos para diferentes provedores e realizado a conversão para bitcoin. Ainda com base nas investigações do FBI, o processo de lavagem de moedas virtuais feito pela Coreia do Norte é utilizado para patrocinar programas de mísseis balísticos e armas de destruição em massa.
O comunicado também alertou as agências estadunidenses para a ação dos hackers que chegaram a se passar por diferentes nacionalidades para entrar em empresas e enviar os valores de volta para a cidade de Pyongyang.
Imagem: Freepik/Reprodução
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