Na última segunda-feira, 14 de abril de 2023, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), falou sobre a necessidade de uma solução para a questão do crédito rotativo dos cartões. Para ele, isso não pode prejudicar nem o comércio nem o consumidor.
Haddad afirma que brasileiros serão prejudicados caso parcelamento sem juros acabe
Fernando Haddad defende a continuidade do parcelamento sem juros no Brasil e escancara disputa entre bancos e comércio. Entenda!
A fala veio após o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, dizer que o parcelamento sem juros no cartão de crédito precisa acabar no Brasil. Esse é mais um capítulo da disputa entre instituições financeiras, governo e comércio em geral para solucionar o problema do rotativo.
Atualmente, o rotativo do cartão é a linha de crédito mais cara do país com uma taxa de juros de 437% ao ano. Segundo Haddad, a solução para o problema não pode comprometer os 70% de compras feitas no comércio através do parcelamento sem juros.
Haddad diz que solução virá do grupo de estudo
Existe um grupo de estudos composto por representantes do Ministério da Fazenda, do BC, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), da Câmara dos Deputados e do Senado. O objetivo é encontrar uma solução para o rotativo do cartão de crédito.
Nesse cenário, as instituições financeiras são a favor do fim do parcelamento sem juros, já que elas afirmam que tal modelo de pagamento contribui para a inadimplência. Entretanto, comércios e governo são contra o fim do parcelamento sem juros, pois é a forma que a maioria dos brasileiros usa para adquirir bens com um valor mais caro. Por exemplo, geladeiras e materiais de construção.
Fernando Haddad ressaltou a necessidade de equacionar a “absurda” taxa de juros do rotativo, herança de gestões anteriores, assegurando que a solução não prejudicará o consumidor que está em dia com suas contas.
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Solução final
O prazo para o grupo de estudos encontrar uma solução para o rotativo dos cartões de crédito é de 90 dias. Até agora, Haddad não indicou quais das ideias que surgiram é a favorita do governo, a qual irá para a Câmara como um projeto de lei.
Imagem: José Cruz / Agência Brasil
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