Desde que assumiu o cargo de ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) defende a reoneração de impostos federais nos combustíveis, assim como a elaboração de uma nova política de preços praticados pela Petrobras.
Haddad é vítima de ataque do próprio PT; saiba o motivo
Decisão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vai contra a vontade do partido. Descubra qual é o debate e entenda seu contexto
De acordo com o ministro, a empresa poderia reorganizar suas próprias reservas financeiras para manter o atual custo dos combustíveis, mesmo com a reinclusão dos impostos federais. Afinal, o valor do combustível no Brasil se encontra acima do preço médio internacional.
“A atual política de preços da Petrobras tem um ‘colchão’ que permite aumentar ou diminuir o preço dos combustíveis e ele pode ser utilizado”, explica Haddad. Apesar disso, esta pauta não faz parte dos desejos do PT, que ataca um de seus partidários.
Haddad explicita falta de espaço fiscal para desoneração
Nesta terça-feira (28), acaba o prazo da isenção de impostos federais, como PIS/Cofins, nos seguintes combustíveis: gasolina e álcool. Com isso, é necessário determinar a continuidade da desoneração ou organizar os recursos para que isto não prejudique o povo brasileiro, mas mantenha a arrecadação.
Segundo Haddad, prorrogar a isenção significaria a redução de arrecadação em R$ 28,8 bilhões até o final deste ano. É importante relembrar que estes impostos são para custear projetos de seguridade e integração social. Ou seja, pagamento do seguro-desemprego, abono salarial e outros.
Partido teme que ação prejudique a população
Em discurso recente, Gleisi Hoffman (PT) esclareceu que o partido não possui algo contra a taxação. Contudo, “fazer isso agora é penalizar o consumidor, gerar mais inflação e descumprir compromisso de campanha”.
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Outro nome de grande peso que apoia a manutenção da desoneração é o líder do PT na Câmara dos Deputados, o deputado José Dirceu (PR). Este julga o momento impróprio para onerar o bolso do consumidor.
Assim, a previsão é de que determinem alguma decisão final ainda nesta terça-feira (28), após reunião de Haddad com o presidente Lula (PT) no Palácio da Alvorada, em Brasília.
Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
