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Tesouro avalia medidas para salvar os Correios, segundo Haddad

Haddad afirma que Correios enviaram plano de reestruturação e proposta de empréstimo de até R$ 12 bi, mas descarta aporte do Tesouro.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na terça-feira (16) que os Correios já encaminharam ao governo federal a proposta de empréstimo acompanhada de um plano de reestruturação, conforme exigido pelo Tesouro Nacional. Segundo o ministro, o envio do material atende a uma condição considerada essencial para que o Tesouro possa avaliar a concessão de garantia ao financiamento. Apesar disso, Haddad foi enfático ao descartar, neste momento, qualquer aporte direto de recursos públicos na estatal.

A declaração ocorre em meio à grave crise financeira enfrentada pelos Correios, que vêm acumulando prejuízos relevantes e impactando negativamente o resultado fiscal do governo federal ao longo do ano. O tema tem sido tratado como sensível dentro da equipe econômica, tanto pelo tamanho da estatal quanto pelo reflexo de seus números nas contas públicas.

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Análise do Tesouro entra na reta final

Segundo Haddad, a proposta apresentada pelos Correios está agora sob análise técnica do Tesouro Nacional. O objetivo é verificar a consistência do plano de reestruturação e a viabilidade do financiamento proposto, respeitando os limites fiscais impostos ao governo.

Avaliação da consistência do projeto

“Nós estamos ultimando a análise do Tesouro para verificar a consistência do projeto e encaminhar”, afirmou o ministro. A análise envolve tanto o desenho financeiro do empréstimo quanto as medidas estruturais previstas para reequilibrar as contas da empresa.

Negociação com bancos privados

Haddad também destacou que o governo avançou em negociações com um pool de bancos interessados em participar do financiamento. Segundo ele, as instituições estariam dispostas a conceder o crédito dentro das regras estabelecidas, sem violar o teto de gastos ou comprometer a disciplina fiscal.

Empréstimo pode chegar a R$ 12 bilhões

De acordo com o ministro da Fazenda, o valor total do empréstimo em análise pode alcançar até R$ 12 bilhões. O montante seria utilizado para reforçar o caixa dos Correios e viabilizar a implementação das medidas de reestruturação previstas no plano apresentado pela estatal.

Aporte direto segue descartado

Apesar da gravidade da situação financeira, Haddad reforçou que um aporte direto do Tesouro Nacional está fora de cogitação neste momento. A opção por um empréstimo com garantia, e não por uma injeção direta de recursos, reflete a preocupação do governo em evitar impactos adicionais sobre o resultado fiscal.

Crise nos Correios pressiona contas públicas

A situação financeira dos Correios tem sido motivo de preocupação dentro do governo. A estatal registrou prejuízos que superaram as expectativas iniciais e acabaram agravando os resultados das contas federais em 2025.

Necessidade de compensação pelo Tesouro

Como os números ficaram piores do que o previsto, o Tesouro precisou realizar compensações financeiras, o que elevou a pressão sobre o orçamento. Esse cenário reforçou a cobrança do governo para que a empresa apresentasse um plano robusto de reestruturação, capaz de interromper a trajetória de perdas.

Cobrança por mudanças estruturais

A equipe econômica avalia que medidas pontuais não são suficientes para resolver o problema. O foco está em mudanças estruturais, que envolvem revisão de custos, modernização de processos e adequação do modelo de negócios à nova realidade do setor logístico e postal.

Debate sobre cortes de benefícios fiscais

Além do tema dos Correios, Haddad comentou sobre a discussão em andamento no Congresso Nacional a respeito de cortes lineares em benefícios fiscais infraconstitucionais. Segundo o ministro, a iniciativa partiu do próprio Legislativo, e não do Ministério da Fazenda.

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Solicitação do presidente da Câmara

A pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a equipe econômica encaminhou às duas Casas diferentes simulações e cálculos para que os parlamentares possam avaliar os impactos da medida sobre o Orçamento.

“Nós apresentamos todos os cálculos para que eles possam tomar uma decisão para que a peça orçamentária tenha coerência e consistência”, afirmou Haddad.

Foco na meta fiscal da LDO

O ministro ressaltou que qualquer decisão precisa estar alinhada à meta estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que prevê um superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto. A preocupação central do governo é evitar soluções que comprometam o equilíbrio fiscal no médio prazo.

Orçamento enfrenta desafio de R$ 20 bilhões

Durante a conversa com jornalistas, Haddad revelou que o volume de recursos necessário para fechar a peça orçamentária está estimado em cerca de R$ 20 bilhões. Esse valor representa o esforço adicional que o governo precisa fazer para garantir o cumprimento da meta fiscal.

Congresso no centro das decisões

Nesse contexto, o Congresso assume papel decisivo, já que muitas das alternativas em debate dependem de aprovação legislativa. O envio de dados detalhados pela Fazenda busca dar suporte técnico às decisões políticas que deverão ser tomadas.

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Imagem: José Cruz/Agência Brasil

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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