Nesta quinta-feira (13), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, não deve sair do cargo antes de dezembro de 2024, fim do mandato. A destituição é defendida por alguns membros da ala política do Governo Federal.
Haddad faz grande revelação sobre o Banco Central
Ministro da Fazenda, Haddad falou sobre as decisões do governo a respeito do Banco Central e voltou a defender a queda dos juros. Veja!
Ao tratar sobre o assunto, Haddad afirmou que vê grandes possibilidades para a redução da taxa de juros, uma vez que a inflação do mês de março veio abaixo do esperado pelo mercado. Ou seja, o cenário econômico tem se mostrado favorável.
No entanto, o BC não tem demonstrado que deve iniciar o ciclo de diminuição da Selic a curto prazo. Ao que tudo indica, isso deve acontecer somente a partir do segundo semestre deste ano.
Queda da inflação e valorização do real são bons motivos para Haddad
Em entrevistas concedidas à imprensa chinesa, o chefe da pasta econômica falou que não acredita que o presidente do BC saia do cargo, mas sim em uma diminuição na taxa de juros pela autoridade. Isso se deve a uma combinação de fatores, como a desaceleração da inflação e a valorização do real.
O assunto tem sido pauta desde que o presidente Lula e membros do governo passaram a realizar críticas ao Banco Central no que diz respeito a manutenção da Selic a 13,75%, o maior patamar em anos. A taxa está estacionada neste nível há alguns meses e não existem sinalizações para baixa, como citado anteriormente.
Início no ciclo de baixa dos juros pelo Banco Central
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Haddad ainda aproveitou a ocasião para comentar que diversos especialistas têm apontado que chegou finalmente o momento de começar a diminuir a taxa básica de juros do país. Lembrou também das medidas que têm sido estruturadas pela atual gestão, como a Reforma Tributária, que deve ter um impacto positivo na economia.
Para o ministro, é preciso que a Selic comece a ser alterada para que o Brasil volte a registrar taxas significativas de crescimento. E, isso, independe das correntes ideológicas dos defensores.
Imagem: Valter Campanato / Agência Brasil
