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Haddad, no Japão, se diz preocupado com a situação econômica e seca na Argentina

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que está preocupado com o futuro da Argentina em reunião do G7. Clique aqui e entenda.

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Foto de Fernando Haddad, Ministro da Fazenda, discursando plano

O Ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, disse que está preocupado com a seca na Argentina e como isso pode afetar o futuro político do país vizinho. De acordo com ele, existe o perigo de um crescimento da extrema-direita na América Latina. 

Atualmente, a Argentina vem passando por um período de forte seca e, como consequência, a produção agrícola do país diminuiu consideravelmente. Como o país é um grande exportador de commodities, principalmente trigo, essa redução abala todo o sistema econômico da nação. 

A expectativa é que a seca cause uma redução de 20% nas exportações da Argentina, o que enfraqueceria ainda mais a economia. Recentemente, o país registrou uma inflação de mais de 100% e luta contra a desvalorização da moeda nacional.

Haddad quer ajuda dos Estados Unidos para lidar com o FMI

Para sair da sua crise econômica, a Argentina vai precisar de um empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI), entretanto a negociação com a organização não é simples, já que o país possui uma dívida considerável com o Fundo. 

Nesse sentido, Fernando Haddad aproveitou a sua participação como convidado nas reuniões do G7 para conversar com Janet Yellen, secretária do Tesouro dos Estados Unidos. O objetivo do ministro é conseguir que o governo americano interceda em favor da Argentina. 

Conforme a conversa do ministro com a secretária, a atuação conjunta de Brasil e Estados Unidos pode facilitar as negociações para o país vizinho. 

Argentina terá eleições este ano

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A crise econômica na Argentina chegou a tal ponto, que pode impactar nos resultados da eleição para presidente que acontece este ano. Por exemplo, o atual presidente, Alberto Fernández, anunciou que não vai tentar a reeleição.

Diante da situação, seu nível de aprovação é muito baixo e seu nome não aparece nas primeiras colocações nas pesquisas. A preocupação de Haddad é que um candidato de extrema-direita assuma o poder, como aconteceu com o Chile na semana passada.

Imagem: José Cruz/Agência Brasil

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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