Nessa quinta-feira (11), o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pediu ajuda à Janet Yellen, secretária do Tesouro dos Estados Unidos. Em reunião, na cidade japonesa de Niigata, o candidato à presidência de 2018, pediu ajuda, não para o Brasil, mas para a economia da Argentina.
Haddad pede ‘socorro’ aos EUA para que ajude país sulamericano; saiba
Ministro Haddad clama pela ajuda de importante órgão norte-americano. Confira o motivo do socorro e sua finalidade.
Vale lembrar que, há pouco mais de uma semana, o presidente argentino, Alberto Fernández, se reuniu com Lula (PT) em Brasília. O caráter desse encontro foi a busca por soluções estratégicas para contornar a grave crise financeira que a Argentina atravessa.
A economia dos “hermanos” encontra-se em um processo vertiginoso de deterioração. Isso acontece porque a inflação anual gira em torno dos 104%. Além disso, o país sofre com a desvalorização constante do peso diante do dólar.
O que disse Haddad?
O Ministro da Fazenda reiterou a importância da Argentina no mundo e, sobretudo, dentro da América do Sul. O ex-prefeito de São Paulo ainda sugeriu que a ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) é a principal solução para ajudar a economia do país vizinho. De acordo com Haddad, tanto o Brasil quanto os Estados Unidos podem atuar para tirar os argentinos da crise.
Conforme indicou o Haddad, Janet Yellen se comprometeu a analisar as ponderações que ele trouxe à mesa. O ministro finalizou dizendo que o Brasil está preocupado com a integração dos países das Américas.
O que o Japão tem a ver com a Argentina?
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Na próxima semana, nos dias 20 e 21, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá ao Japão. A visita tem por motivo a reunião com o G7. De acordo com Haddad, a ida ao Oriente tem como objetivo chamar a atenção para a crise argentina. Segundo o Ministro “o presidente Lula tem a convicção de que a solução passa pelo FMI”
A participação do Brasil na reunião das sete maiores economias do mundo não será inédita. O País já foi convidado a participar do encontro em outras seis oportunidades, entre 2003 e 2009. Entre os assuntos que serão tratados, além da ajuda do FMI aos argentinos, estão a guerra entre Ucrânia e Rússia, questões sobre a segurança alimentar, mudanças climáticas e, por fim, a economia mundial.
Imagem: Divulgação/Secom Governo Federal
