Nesta quinta-feira (13), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a defender o fim do uso do dólar e do euro em transações diretas entre países emergentes. A declaração aconteceu durante a visita à China, na qual o ministro acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Haddad volta a defender o fim do uso do dólar em transações internacionais
Durante visita à China, Haddad voltou a defender o fim do uso do dólar em transações internacionais. Saiba mais!
O assunto tem sido debatido entre os países que possuem interesse de excluir as moedas estrangeiras, que dominam o mercado internacional, de suas transações. Siga a leitura para entender o tema.
Haddad defende política de transações comerciais sem uso do dólar
Em recente acordo com a China, os governos brasileiro e chinês firmaram o compromisso de realizar transações comerciais diretas sem o uso do dólar. Desse modo, os países devem utilizar suas próprias moedas, o real e yuan, respectivamente.
Para o país asiático, o acordo acompanha seu plano de se afastar de uma dependência global dos Estados Unidos. Apesar de os conflitos entre China e Estados Unidos, o Brasil é parceiro também da nação norte-americana.
Sobre o assunto, Haddad afirmou que o país sempre escolheu dialogar com todos os quadrantes do planeta sem preferências. O ministro da Fazenda falou a jornalistas no hotel onde a equipe do governo está hospedada, em Xangai.
“Quando você abre uma porta, você não está fechando outra”, diz ministro
Apesar de defender o fim do uso do dólar nas transações entre países emergentes, Haddad destacou que as transações com a moeda estadunidense continuarão acontecendo.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
“Quando você abre uma porta, você não está fechando outra… Em casos específicos, nos quais os parceiros são muito fortes e tradicionais (podem ser feitas em moeda local)”, afirmou o ministro.
Fernando Haddad também disse, durante conversa com os jornalistas, que o Brasil não deve assinar, em meio à visita, o plano do governo chinês de aplicar a presença internacional – a Nova Rota da Seda. O ministro falou, ainda, que acredita que a adesão não é prevista.
Imagem: Valter Campanato / Agência Brasil
