Um golpe cada vez mais sofisticado circula na internet: criminosos usam vídeos e áudios criados por inteligência artificial para imitar celebridades. A mais recente vítima foi um britânico de 43 anos que acreditou estar em um relacionamento virtual com a atriz Jennifer Aniston e acabou enviando dinheiro a estelionatários.
Homem cai em golpe gerado por IA e perde dinheiro acreditando ser Jennifer Aniston
Homem britânico cai em golpe de deepfake com Jennifer Aniston gerada por IA e perde dinheiro. Saiba como identificar fraudes e se proteger.
Como o golpe funcionou
Contato inicial por redes sociais
O homem foi abordado por um perfil falso que afirmava ser da própria Jennifer Aniston. A conversa começou de forma informal, evoluiu para um suposto envolvimento amoroso e logo passou a incluir vídeos e mensagens personalizadas.
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Vídeos falsos com aparência real
A fraude usava vídeos gerados por inteligência artificial, nos quais a atriz supostamente dizia estar apaixonada. As imagens mostravam beijos e declarações, o que aumentou a confiança da vítima.
Pedido de ajuda financeira
Depois de criar vínculo emocional, os golpistas alegaram que Jennifer enfrentava dificuldades financeiras temporárias e pediram ajuda por meio de cartões-presente digitais. A vítima comprou cartões da Apple no valor de 200 euros e enviou os códigos aos criminosos.
Diferença entre golpe comum e deepfake
O que é deepfake?
Deepfake é uma tecnologia baseada em inteligência artificial que permite criar vídeos e áudios extremamente realistas. Ela pode simular rostos, expressões e vozes com precisão assustadora.
Por que o deepfake é perigoso?
- Cria uma falsa sensação de intimidade
- Engana emocionalmente com conteúdos visuais e sonoros realistas
- Dificulta a verificação de autenticidade por parte da vítima
Quem são as vítimas?
Perfil mais comum
A maioria das vítimas de golpes com deepfake são pessoas emocionalmente vulneráveis, como idosos, desempregados e indivíduos em situação de isolamento social.
Impacto psicológico
Além do prejuízo financeiro, há danos emocionais graves. A vítima britânica relatou humilhação, arrependimento e perda de confiança nas interações virtuais.
Sinais de alerta para golpes com deepfake
Falta de naturalidade no vídeo
Mesmo os melhores deepfakes apresentam falhas sutis. Lábios que se movem fora de sincronia com o áudio ou expressões faciais congeladas são sinais de alerta.
Pedido de segredo
Os golpistas costumam pedir que a conversa não seja compartilhada com ninguém, alegando que isso comprometeria a imagem pública da “celebridade”.
Urgência emocional e financeira
Frases como “me ajude rapidamente” ou “é só esse valor para resolver tudo” servem para pressionar a vítima a agir sem pensar racionalmente.
Como se proteger de golpes com IA
Verifique perfis oficiais
Antes de confiar em qualquer contato, procure se o perfil é verificado e se corresponde às interações normais da pessoa ou celebridade.
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Consulte amigos ou familiares
Falar com alguém de confiança pode ajudar a perceber inconsistências que passam despercebidas quando se está envolvido emocionalmente.
Use ferramentas de checagem
Existem ferramentas online que analisam se vídeos ou áudios foram alterados por inteligência artificial. Em caso de dúvida, é melhor não agir.
Por que esses golpes estão crescendo?
Com a popularização da inteligência artificial, os golpistas ganharam acesso a ferramentas cada vez mais acessíveis e eficazes. Softwares gratuitos permitem criar vídeos com vozes realistas e aparência convincente. Ao mesmo tempo, a solidão e a carência emocional ampliam o número de alvos em potencial.
A legislação acompanha o avanço tecnológico?

Especialistas alertam que as leis ainda não acompanham o ritmo da evolução tecnológica. Em muitos países, como o Brasil, ainda não há legislação específica para punir crimes cometidos com uso de deepfake. Isso dificulta a responsabilização dos autores e o rastreamento das fraudes.
Casos semelhantes já ocorreram
Não é a primeira vez que celebridades são usadas em golpes. Além de Jennifer Aniston, há registros de casos usando nomes como Elon Musk, Angelina Jolie e até o papa. Em todos os casos, os criminosos usaram imagens criadas por IA para manipular vítimas em busca de dinheiro.
O que o caso ensina?
A lição mais importante é: não confie apenas no que você vê e ouve na internet. A tecnologia permite simular com perfeição quase qualquer pessoa. A desconfiança saudável é a melhor defesa contra esse tipo de golpe.
Conclusão
O golpe sofrido pelo homem britânico, que acreditou estar em um relacionamento com Jennifer Aniston e enviou dinheiro aos golpistas, evidencia os riscos crescentes da era digital. Deepfakes não são mais ficção científica — são ferramentas acessíveis que criminosos usam para explorar emoções humanas e obter ganhos ilícitos. Para se proteger, é essencial conhecer os sinais, manter senso crítico e buscar apoio de fontes confiáveis. A educação digital deve ser prioridade para todos que usam redes sociais, independentemente da idade ou do nível de instrução.
