O governo federal anunciou nesta terça-feira (14) que o horário de verão não será implementado em 2025. A decisão foi confirmada por Alexandre Silveira, que afirmou que o país possui segurança energética suficiente para o ano, sem a necessidade de ajustes no relógio.
Horário de verão vai voltar? Entenda a decisão do governo
Governo federal confirma que o horário de verão não será retomado em 2025, destacando a segurança energética do país graças às hidrelétricas.
Segundo o ministro, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico avaliou mensalmente a situação energética e concluiu que o planejamento atual, aliado ao índice pluvial recente, garante estabilidade no fornecimento de energia.
Por que não será retomado?

O horário de verão, historicamente, foi adotado no Brasil como uma medida para reduzir o consumo de energia elétrica durante os meses mais quentes do ano. No entanto, nos últimos anos, estudos e análises do setor elétrico mostraram que o impacto sobre a economia de energia tornou-se cada vez menos significativo.
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Crescimento das energias renováveis
O país também registrou avanços significativos no setor de energias renováveis, como solar e eólica. Esses recursos, apesar de intermitentes, estão sendo integrados a sistemas de armazenamento em baterias, permitindo o aproveitamento da energia solar mesmo após o pôr do sol.
Novos leilões de energia
O governo anunciou que, ainda este ano, serão realizados novos leilões para fortalecer o setor elétrico. Entre eles, destaca-se o leilão de térmicas e o leilão de baterias, que possibilitará o armazenamento de energia proveniente de fontes renováveis.
Leilão de térmicas
As usinas térmicas são fundamentais para equilibrar o sistema elétrico, funcionando como reserva para períodos de baixa produção de hidrelétricas ou de energia solar e eólica. O leilão das térmicas deve reforçar essa capacidade, garantindo estabilidade energética e modicidade tarifária.
Leilão de baterias
O leilão de baterias é uma iniciativa inovadora no país, permitindo armazenar energia gerada por fontes renováveis e reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Essa medida é considerada estratégica para evitar apagões e garantir a segurança do sistema elétrico nacional, mesmo diante da intermitência de algumas fontes.
Comparação com outros países
O ministro Alexandre Silveira destacou que a intermitência das energias renováveis é um desafio global. Países como Portugal e Espanha enfrentaram recentemente apagões prolongados devido à variação na produção e falta de armazenamento.
Impactos da decisão para a população
Sem alterações no relógio
A população brasileira não precisará ajustar os relógios, evitando confusões em compromissos, transporte e serviços. Além disso, empresas e escolas mantêm suas rotinas habituais sem alterações.
Tarifas de energia
A medida também garante a modicidade tarifária, princípio que assegura cobranças justas de energia elétrica. Com planejamento eficiente e investimentos em tecnologias de armazenamento, o governo mantém o equilíbrio entre oferta e demanda de energia, sem repassar custos extras aos consumidores.
Benefícios indiretos
Além da segurança energética, a decisão evita impactos negativos na saúde da população, como alterações no sono e no relógio biológico, frequentemente associadas ao horário de verão.
O futuro do setor elétrico no Brasil

O Brasil segue investindo em tecnologias renováveis e soluções de armazenamento de energia. O leilão de baterias e a expansão das térmicas são estratégias para aumentar a confiabilidade do sistema.
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Inovação e sustentabilidade
A combinação de energia hidrelétrica, térmica, solar e eólica com armazenamento em baterias permite ao país enfrentar a intermitência das fontes renováveis sem comprometer a estabilidade do fornecimento.
Monitoramento constante
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico continuará acompanhando mensalmente a situação energética, ajustando estratégias quando necessário. A transparência e o planejamento garantem que medidas emergenciais, como o horário de verão, sejam aplicadas apenas em situações críticas.
FAQ – Perguntas frequentes
1. Por que o horário de verão não é mais necessário?
O Brasil possui segurança energética suficiente devido às hidrelétricas, à expansão das energias renováveis e ao planejamento estratégico das térmicas e sistemas de armazenamento.
2. Quais medidas substituem o horário de verão?
Leilões de térmicas, leilões de baterias e investimentos em energias renováveis permitem armazenar energia e estabilizar o sistema elétrico.
3. Haverá impacto na conta de luz?
Não. O planejamento e a diversificação da matriz energética garantem modicidade tarifária, evitando aumentos para os consumidores.
4. Há riscos de apagão sem o horário de verão?
O governo assegura que o sistema elétrico é robusto e que, com os investimentos planejados, não há risco de falta de energia para a população.
Considerações finais
O setor elétrico brasileiro segue em constante monitoramento, com planejamento estratégico que permite responder a imprevistos e garantir a estabilidade do sistema. A decisão de não implementar o horário de verão demonstra que o país está preparado para atender à demanda energética sem comprometer a eficiência ou a segurança do fornecimento, consolidando o avanço tecnológico e sustentável da matriz energética nacional.
