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Bolsonaro indica que o horário de verão pode voltar a vigorar no Brasil

Conforme a fala do presidente Jair Bolsonaro, a falta de apoio dos brasileiros, é um dos motivos que impede o retorno do horário de verão.

Priscilla KinastPor Priscilla Kinast3 min de leitura
A imagem mostra um relógio de parede, preto, tendo os ponteiros alterados.

Nesta segunda-feira (02), o presidente Jair Bolsonaro afirmou, durante entrevista à Rádio ABC de Novo Hamburgo (RS), que o horário de verão pode retornar. De acordo com o presidente, essa decisão ocorrer por conta da crise hídrica do país. Dessa forma, apesar de ser contra a ideia, e caso a população escolha, ele vai acatar. “Se a maioria da população quiser a volta, eu posso fazer isso aí.”

Bolsonaro indica que o horário de verão pode voltar a vigorar no Brasil

Em suma, Bolsonaro afirmou que vai conversar com uma rádio para a mesma fazer uma enquete com os seus ouvintes. Assim, o presidente espera saber a “vontade popular”. Além disso, ele sugeriu que a rádio local do RS também faça a mesma coisa. Conforme a fala do presidente, a falta de apoio dos brasileiros é um dos motivos que impede o retorno do horário de verão.

De acordo com Bolsonaro, “No momento, eu sei que para alguns setores aumenta o faturamento, porque as pessoas ficam mais tempo aí frequentando o comércio, isso a gente pesa aqui também. Mas no momento não tem clima, apoio popular, para a gente voltar o horário de verão”. Em 2019, o presidente acabou com o horário de verão. O estudo utilizado como argumento pelo governo, apontava que as alterações nos hábitos do consumidor, e o avanço da tecnologia, reduziram a eficácia dessa medida. 

Essa declaração do presidente ocorre após o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, dizer que não havia motivo para o retorno do horário de verão no Brasil. Entretanto, pressionado pela crise hídrica e por vários setores, o governo estuda reavaliar o retorno dessa medida.

De acordo com o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Carlos Ciocchi, o MME pediu ao órgão que faça um novo estudo sobre os efeitos do mecanismo no consumo de energia. Por fim, Bolsonaro voltou a afirmar que não vai ocorrer um racionamento de energia em 2021. “Quem, porventura, estiver com uma luz acesa a mais na sua casa, por favor, apaga essa luz, lá na ponta da linha, vai fazer a diferença”.

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Imagem: New Africa / shutterstock.com

Priscilla Kinast

Autor

Priscilla Kinast

Jornalista, apaixonada pelo mercado financeiro e pelas inovações tecnológicas. Registro Profissional: 0020361/RS

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