O Google oficializou nesta sexta-feira (1º) o lançamento do Gemini 2.5 Deep Think, seu modelo de inteligência artificial (IA) mais sofisticado até o momento.
Google libera superinteligência artificial exclusiva para assinantes premium
Descubra como funciona o Gemini 2.5 Deep Think, a superinteligência do Google exclusiva para o plano AI Ultra.
Mas há um detalhe importante: o acesso à tecnologia está restrito aos assinantes do plano AI Ultra, a modalidade mais cara oferecida pela big tech, com valores que variam de R$ 609 nos primeiros três meses a R$ 1.209,90 a partir do quarto mês.
O anúncio, feito inicialmente durante o Google I/O 2025, marca um novo passo na corrida por dominação no setor de IA — e traz ao público o primeiro modelo multiagente da empresa, uma tecnologia que simula múltiplas linhas de raciocínio paralelas para gerar respostas mais complexas e precisas.
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O que é o Gemini 2.5 Deep Think?

Um novo patamar em raciocínio artificial
O Gemini 2.5 Deep Think representa uma virada de chave no desenvolvimento de modelos de linguagem. O Google o define como seu modelo mais avançado em raciocínio, graças à capacidade de processar múltiplas ideias simultaneamente, algo que o diferencia de versões anteriores e até de concorrentes como o ChatGPT e o Grok da xAI.
Tecnologia multiagente: como funciona?
O modelo opera utilizando uma arquitetura multiagente, em que diferentes “agentes de IA” atuam simultaneamente sobre a mesma tarefa. Essa abordagem simula múltiplas perspectivas e soluções em paralelo, como se diversos especialistas colaborassem entre si para resolver um problema.
Vantagens do sistema multiagente:
- Respostas mais detalhadas e refinadas;
- Melhor desempenho em tarefas criativas e de planejamento estratégico;
- Capacidade de aprimoramento constante por meio de aprendizado por reforço.
Quem pode usar o Gemini 2.5 Deep Think?
Acesso exclusivo no plano AI Ultra
O novo modelo está disponível apenas para usuários do plano AI Ultra, a modalidade premium da plataforma Gemini. A assinatura pode ser contratada diretamente pelo aplicativo, com um custo elevado que reflete a sofisticação da tecnologia.
Além disso, o Google anunciou que, nas próximas semanas, o Deep Think será liberado para um grupo limitado de desenvolvedores via API, com o objetivo de observar como empresas e pesquisadores utilizarão o sistema em ambientes reais.
Testes e desempenho superior: o que dizem os benchmarks?
Resultados impressionantes em exames de alto nível
Em uma série de testes de benchmark, o Gemini 2.5 Deep Think demonstrou superioridade significativa frente a modelos concorrentes:
Principais resultados:
- 34,8% no Humanity’s Last Exam (HLE): desempenho acima do Grok 4 (xAI) e do o3 (OpenAI);
- 87,6% em programação competitiva no LiveCodeBench6;
- Execução de tarefas web com maior refinamento estético e técnico.
Segundo o Google, esses resultados validam a capacidade do modelo de raciocinar com mais profundidade, especialmente em tarefas que exigem resolução de problemas complexos, criatividade e raciocínio estratégico.
Aplicações práticas: de matemáticos a negócios
Apoio à pesquisa acadêmica e descobertas científicas
Junto ao lançamento comercial, o Google revelou que o Deep Think também será disponibilizado, em caráter experimental, a um grupo de matemáticos e acadêmicos que participam da Olimpíada Internacional de Matemática de 2025.
O objetivo é explorar como a IA pode auxiliar na formulação e solução de problemas matemáticos de alta complexidade, além de coletar feedback para melhorias futuras do sistema.
Utilização empresarial: automação e inovação
Empresas com acesso à API poderão experimentar o uso do Gemini 2.5 Deep Think em diversos contextos, como:
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- Automação de atendimento ao cliente com raciocínio contextual;
- Planejamento estratégico e análise de riscos;
- Desenvolvimento de produtos com maior criatividade;
- Soluções web mais refinadas e adaptativas.
Google e a regulação da IA na União Europeia
Em paralelo ao lançamento, o Google anunciou que pretende aderir ao código de conduta voluntário da União Europeia para inteligência artificial, parte das preparações para o cumprimento do AI Act (Lei da IA).
A decisão representa um compromisso da empresa com transparência, segurança e proteção de dados, especialmente em modelos tão poderosos quanto o Deep Think.
Futuro da IA: exclusividade ou acessibilidade?

IA de elite com acesso restrito
A introdução de um modelo tão avançado exclusivamente para um público pagante levanta um debate importante: a quem pertence a superinteligência artificial?
Se, por um lado, o acesso restrito permite ao Google controlar o uso e refinar o sistema, por outro, há o risco de concentrar poder e conhecimento em poucas mãos, ampliando desigualdades no acesso à tecnologia.
O que esperar nos próximos meses?
Especialistas acreditam que o Gemini 2.5 Deep Think pode servir de plataforma de testes para tecnologias que, no futuro, podem se tornar mais acessíveis. Tudo dependerá dos resultados das primeiras aplicações e do retorno de usuários e desenvolvedores.
Conclusão: um salto tecnológico cercado de expectativas
Com o lançamento do Gemini 2.5 Deep Think, o Google não apenas reafirma sua posição na vanguarda da inteligência artificial, como também inaugura uma nova fase: a da IA com múltiplas mentes trabalhando juntas, algo que até recentemente parecia restrito à ficção científica.
Se esse modelo se tornará uma ferramenta transformadora em larga escala ou permanecerá como uma solução de nicho, o tempo — e os testes — dirão. Mas uma coisa é certa: a corrida pela IA mais inteligente está longe de acabar.
Imagem: Below the Sky / Shutterstock
