A inteligência artificial deixou de ser uma tecnologia distante e passou a fazer parte da rotina de milhares de profissionais no Brasil. Ferramentas capazes de gerar textos, organizar informações, responder perguntas e automatizar tarefas já são utilizadas em diferentes áreas.
Uso avançado de IA ainda alcança só 13% dos profissionais
Pesquisa revela que muitos usam inteligência artificial (IA), mas poucos aplicam a tecnologia de forma estratégica nas empresas.
No entanto, a popularização da IA não significa que a maioria dos usuários realmente domina a tecnologia.
Um levantamento realizado pela Hashtag Treinamentos, com participação de 5.569 profissionais, mostra que apenas 13% afirmam utilizar inteligência artificial de forma avançada no ambiente de trabalho.
O resultado revela um cenário de transição: muitas pessoas já experimentam ferramentas de IA, mas poucas conseguem transformar esses recursos em soluções estratégicas capazes de gerar impacto direto nos negócios.
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Uso da IA ainda está concentrado em tarefas básicas do dia a dia
Segundo a pesquisa, a maior parte dos profissionais utiliza inteligência artificial como uma ferramenta de apoio à produtividade individual.
Entre os principais usos identificados estão:
- pesquisa e busca de informações;
- criação de textos;
- organização de ideias;
- auxílio em atividades repetitivas.
O levantamento aponta que 75,6% dos entrevistados utilizam IA para pesquisa e obtenção de informações. Já 65,2% recorrem à tecnologia para criação de conteúdos escritos.
Esses números mostram que a inteligência artificial já conquistou espaço em tarefas relacionadas ao trabalho intelectual, ajudando profissionais a economizar tempo e melhorar processos cotidianos.
Por outro lado, aplicações mais avançadas ainda apresentam uma adesão menor.
Apenas 33,2% afirmam utilizar IA para análise de dados, uma área considerada estratégica para empresas que buscam tomar decisões com base em informações precisas.
Diferença entre usar uma ferramenta e dominar a inteligência artificial
Um dos principais pontos destacados pelo estudo é a distância entre conhecer a tecnologia e saber aplicá-la de maneira eficiente.
Muitos profissionais conseguem utilizar comandos simples em ferramentas de IA generativa, mas ainda têm dificuldade para criar fluxos de trabalho estruturados, automatizar processos ou integrar a tecnologia às necessidades das empresas.
Essa diferença pode ser comparada ao uso de um computador: saber abrir programas e navegar na internet não significa necessariamente dominar recursos avançados capazes de aumentar produtividade.
Com a inteligência artificial acontece algo semelhante. O acesso às ferramentas ficou mais simples, mas o conhecimento estratégico ainda é um diferencial.
Maioria já estudou IA, mas formação prática ainda é pequena
O interesse pela tecnologia aumentou nos últimos anos. A pesquisa aponta que 68,2% dos participantes afirmam já ter estudado inteligência artificial ou realizado algum curso relacionado ao tema.
Apesar disso, apenas 18,1% dizem possuir formação prática ou conhecimento avançado.
O dado indica que existe uma grande quantidade de profissionais buscando entender o assunto, mas uma parcela menor conseguiu desenvolver habilidades suficientes para aplicar IA de forma consistente no trabalho.
Para especialistas, esse cenário mostra que o mercado entrou em uma nova fase: a discussão não é mais apenas sobre aprender o que é inteligência artificial, mas sobre como utilizar a tecnologia para resolver problemas reais.
Empresas buscam transformar IA em resultado concreto
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Nos últimos anos, muitas organizações passaram a incentivar o uso de ferramentas de inteligência artificial por suas equipes.
A adoção cresceu principalmente com a popularização das chamadas IAs generativas, capazes de produzir textos, imagens, análises e respostas em poucos segundos.
Porém, o próximo desafio das empresas é transformar o uso espontâneo em estratégias estruturadas.
Na prática, isso significa identificar processos que podem ser melhorados com IA, criar métodos de utilização e capacitar equipes para trabalhar com a tecnologia de maneira mais eficiente.
O uso isolado de uma ferramenta pode gerar ganhos pontuais, mas projetos bem planejados podem trazer impactos maiores em áreas como:
- atendimento ao cliente;
- análise de dados;
- marketing;
- gestão de processos;
- desenvolvimento de produtos;
- automação administrativa.
A nova vantagem competitiva será saber aplicar IA

Especialistas avaliam que o diferencial nos próximos anos não será apenas ter acesso às ferramentas de inteligência artificial.
Como a tecnologia está se tornando cada vez mais disponível, empresas e profissionais precisarão desenvolver a capacidade de utilizá-la para gerar resultados.
Isso envolve entender quais tarefas podem ser automatizadas, quais decisões podem ser apoiadas por dados e como a IA pode complementar habilidades humanas.
Um profissional que usa IA apenas para acelerar uma tarefa simples pode ganhar alguns minutos no dia. Já aquele que entende como integrar a tecnologia ao processo de trabalho pode gerar mudanças mais profundas na produtividade.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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