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Uso avançado de IA ainda alcança só 13% dos profissionais

Pesquisa revela que muitos usam inteligência artificial (IA), mas poucos aplicam a tecnologia de forma estratégica nas empresas.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
Uso avançado de IA ainda alcança só 13% dos profissionais

A inteligência artificial deixou de ser uma tecnologia distante e passou a fazer parte da rotina de milhares de profissionais no Brasil. Ferramentas capazes de gerar textos, organizar informações, responder perguntas e automatizar tarefas já são utilizadas em diferentes áreas.

No entanto, a popularização da IA não significa que a maioria dos usuários realmente domina a tecnologia.

Um levantamento realizado pela Hashtag Treinamentos, com participação de 5.569 profissionais, mostra que apenas 13% afirmam utilizar inteligência artificial de forma avançada no ambiente de trabalho.

O resultado revela um cenário de transição: muitas pessoas já experimentam ferramentas de IA, mas poucas conseguem transformar esses recursos em soluções estratégicas capazes de gerar impacto direto nos negócios.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Uso da IA ainda está concentrado em tarefas básicas do dia a dia

Segundo a pesquisa, a maior parte dos profissionais utiliza inteligência artificial como uma ferramenta de apoio à produtividade individual.

Entre os principais usos identificados estão:

  • pesquisa e busca de informações;
  • criação de textos;
  • organização de ideias;
  • auxílio em atividades repetitivas.

O levantamento aponta que 75,6% dos entrevistados utilizam IA para pesquisa e obtenção de informações. Já 65,2% recorrem à tecnologia para criação de conteúdos escritos.

Esses números mostram que a inteligência artificial já conquistou espaço em tarefas relacionadas ao trabalho intelectual, ajudando profissionais a economizar tempo e melhorar processos cotidianos.

Por outro lado, aplicações mais avançadas ainda apresentam uma adesão menor.

Apenas 33,2% afirmam utilizar IA para análise de dados, uma área considerada estratégica para empresas que buscam tomar decisões com base em informações precisas.

Diferença entre usar uma ferramenta e dominar a inteligência artificial

Um dos principais pontos destacados pelo estudo é a distância entre conhecer a tecnologia e saber aplicá-la de maneira eficiente.

Muitos profissionais conseguem utilizar comandos simples em ferramentas de IA generativa, mas ainda têm dificuldade para criar fluxos de trabalho estruturados, automatizar processos ou integrar a tecnologia às necessidades das empresas.

Essa diferença pode ser comparada ao uso de um computador: saber abrir programas e navegar na internet não significa necessariamente dominar recursos avançados capazes de aumentar produtividade.

Com a inteligência artificial acontece algo semelhante. O acesso às ferramentas ficou mais simples, mas o conhecimento estratégico ainda é um diferencial.

Maioria já estudou IA, mas formação prática ainda é pequena

O interesse pela tecnologia aumentou nos últimos anos. A pesquisa aponta que 68,2% dos participantes afirmam já ter estudado inteligência artificial ou realizado algum curso relacionado ao tema.

Apesar disso, apenas 18,1% dizem possuir formação prática ou conhecimento avançado.

O dado indica que existe uma grande quantidade de profissionais buscando entender o assunto, mas uma parcela menor conseguiu desenvolver habilidades suficientes para aplicar IA de forma consistente no trabalho.

Para especialistas, esse cenário mostra que o mercado entrou em uma nova fase: a discussão não é mais apenas sobre aprender o que é inteligência artificial, mas sobre como utilizar a tecnologia para resolver problemas reais.

Empresas buscam transformar IA em resultado concreto

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Nos últimos anos, muitas organizações passaram a incentivar o uso de ferramentas de inteligência artificial por suas equipes.

A adoção cresceu principalmente com a popularização das chamadas IAs generativas, capazes de produzir textos, imagens, análises e respostas em poucos segundos.

Porém, o próximo desafio das empresas é transformar o uso espontâneo em estratégias estruturadas.

Na prática, isso significa identificar processos que podem ser melhorados com IA, criar métodos de utilização e capacitar equipes para trabalhar com a tecnologia de maneira mais eficiente.

O uso isolado de uma ferramenta pode gerar ganhos pontuais, mas projetos bem planejados podem trazer impactos maiores em áreas como:

  • atendimento ao cliente;
  • análise de dados;
  • marketing;
  • gestão de processos;
  • desenvolvimento de produtos;
  • automação administrativa.

A nova vantagem competitiva será saber aplicar IA

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Especialistas avaliam que o diferencial nos próximos anos não será apenas ter acesso às ferramentas de inteligência artificial.

Como a tecnologia está se tornando cada vez mais disponível, empresas e profissionais precisarão desenvolver a capacidade de utilizá-la para gerar resultados.

Isso envolve entender quais tarefas podem ser automatizadas, quais decisões podem ser apoiadas por dados e como a IA pode complementar habilidades humanas.

Um profissional que usa IA apenas para acelerar uma tarefa simples pode ganhar alguns minutos no dia. Já aquele que entende como integrar a tecnologia ao processo de trabalho pode gerar mudanças mais profundas na produtividade.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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