O Ibovespa encerrou a sessão de quarta-feira (12) aos 167.491 pontos, com baixa de 0,23%, ampliando para sete o número de pregões consecutivos de queda. O movimento ocorreu mesmo com as bolsas de Nova York apresentando desempenho positivo, em um ambiente ainda marcado por cautela dos investidores.
A sequência negativa mantém o índice brasileiro sob pressão e exige atenção redobrada aos próximos suportes. Ao mesmo tempo, a proximidade de níveis considerados importantes pelo gráfico pode favorecer movimentos de recuperação de curto prazo, especialmente caso apareça aumento do volume comprador.
Leia mais:
Vale, B3 e Banco do Brasil lideram alta e elevam o Ibovespa

Ibovespa: o que mostra a análise técnica
No gráfico diário, o Ibovespa continua negociando abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Essa configuração indica predominância vendedora e mantém o cenário técnico desfavorável enquanto o índice não conseguir recuperar essas referências.
Para uma mudança mais consistente de direção, o primeiro desafio está na faixa de 173.410 a 174.700 pontos. A superação dessa região poderia abrir espaço para uma tentativa de recuperação em direção aos 178.720 pontos.
Acima desse patamar, os próximos objetivos técnicos estão em 181.560, 187.780 e 192.890 pontos. Esses níveis, porém, só ganham maior relevância caso o mercado consiga construir uma sequência de altas e não apenas um repique pontual.
Na parte inferior, o suporte mais imediato está em 167.140 pontos. Uma perda desse nível pode aumentar a pressão dos vendedores e levar o índice para 161.745 e 157.000 pontos, com possibilidade de extensão até 153.570 pontos em um cenário de deterioração mais acentuada.
O IFR de 14 períodos está em 33,60, próximo da região tradicionalmente associada à sobrevenda. Isso pode favorecer uma reação técnica, mas não significa, por si só, que uma reversão da tendência esteja confirmada. O IFR é um oscilador utilizado para avaliar a intensidade dos movimentos e costuma ser interpretado em conjunto com preço, volume e outros indicadores.
Gráfico de 60 minutos exige atenção aos 167 mil pontos
No período de 60 minutos, o índice também permanece abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, reforçando a predominância dos vendedores no curto prazo.
A primeira sinalização de recuperação aparece na faixa entre 168.310 e 169.610 pontos. Um rompimento acompanhado de sustentação acima dessa região poderia levar o Ibovespa aos 172.595 e 174.545 pontos.
Em um movimento mais forte, os próximos alvos ficam em 179.350 e 180.940 pontos.
Por outro lado, a perda dos suportes entre 167.140 e 166.295 pontos tende a aumentar o risco de continuidade da baixa. Nesse caso, o índice pode buscar 164.090 e 163.570 pontos, com objetivos posteriores em 161.745 e 160.055 pontos.
Mini-índice segue pressionado após oito quedas
O contrato de mini-índice WIN, utilizado para acompanhar a variação futura do Ibovespa, também apresenta uma configuração negativa. A B3 explica que o WIN é um contrato futuro ligado ao desempenho do Ibovespa e possui fator de contrato correspondente a 20% do contrato cheio.
O contrato citado na análise encerrou a sessão de 12 de agosto aos 170.430 pontos, com queda de 0,83%, acumulando o oitavo recuo consecutivo.
No gráfico de 15 minutos, o primeiro suporte está em 170.225/169.920 pontos. Se essa faixa for perdida, o fluxo vendedor pode ganhar velocidade.
Do lado comprador, a resistência entre 171.040 e 171.555 pontos representa o primeiro obstáculo para uma tentativa de recuperação.
No gráfico de 60 minutos, a permanência abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos mantém o viés negativo. A recuperação dessas referências seria importante para reduzir a pressão baixista.
Minidólar mantém trajetória positiva
Na direção oposta ao índice acionário, o minidólar WDO encerrou a quarta-feira em alta de 0,59%, aos 5.214 pontos, registrando o terceiro avanço consecutivo.
No gráfico de 15 minutos, o contrato permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Para ampliar o movimento de alta, a região entre 5.222 e 5.232,5 pontos aparece como resistência importante.
Um rompimento dessa faixa pode fortalecer o fluxo comprador. Já a perda dos suportes em 5.197 e 5.180,5 pontos pode abrir espaço para uma correção.
A B3 classifica o WDO como o minicontrato futuro de dólar comercial, enquanto o calendário oficial indica os vencimentos dos contratos de dólar e mini-dólar negociados na bolsa.
Bitcoin futuro permanece sem tendência definida
O contrato futuro de Bitcoin BITQ26 terminou a última sessão com baixa de 0,30%, aos 330.500 pontos.
No gráfico diário, o ativo permanece dentro de uma faixa lateral e abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. O cenário ainda não apresenta uma direção predominante, exigindo atenção aos limites desse intervalo.
O IFR está em 47,45 pontos, permanecendo em território neutro. Dessa forma, não há indicação de sobrecompra ou sobrevenda pelo indicador.
Na parte inferior, a perda de 321.040/308.250 pontos pode ampliar a pressão vendedora e levar o contrato para 297.350/267.590 pontos. Em um movimento mais prolongado, os próximos objetivos estão em 256.920 e 247.770 pontos.
Já uma recuperação mais consistente dependerá do rompimento de 346.790/360.400 pontos. Acima dessa região, os compradores podem buscar 387.205/405.500 pontos, seguidos por 424.610/450.815 pontos.
O que acompanhar no pregão desta quinta-feira

O principal ponto de atenção para o Ibovespa é a reação na região dos 167 mil pontos. A manutenção desse suporte pode proporcionar uma tentativa de repique, enquanto sua perda aumenta o risco de busca por níveis inferiores.
Além da análise gráfica, investidores devem acompanhar fatores como juros, câmbio, fluxo estrangeiro, indicadores econômicos e o comportamento das bolsas internacionais. O fechamento de quarta-feira mostrou justamente como fatores externos e a percepção de risco podem influenciar o mercado brasileiro.
É importante destacar que suportes, resistências, médias móveis e IFR são ferramentas de análise técnica, não previsões garantidas. A B3 define a análise técnica como uma abordagem que utiliza indicadores de tendência e osciladores para auxiliar na interpretação dos movimentos de preços.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
