O Ibovespa fechou em forte alta nesta quinta-feira (28), registrando 141.711 pontos, um avanço de 1,80% na comparação com o fechamento anterior. Durante o pregão, o índice chegou a atingir 142.138 pontos no intraday, renovando o recorde histórico nominal da bolsa brasileira.
Ibovespa avança 1,80% e atinge 141.711 pontos; Vale contribui para alta
Ibovespa sobe 1,80% a 141.711 pontos; expectativa de corte de juros e cenário eleitoral animam investidores.
A valorização do principal índice da B3 é atribuída a uma combinação de fatores internos, incluindo expectativas de corte de juros no Brasil e nos Estados Unidos, além de movimentações do cenário eleitoral brasileiro.
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Expectativa de redução da Selic impulsiona investidores

Analistas apontam que o mercado reage positivamente à possibilidade de início do afrouxamento monetário. Alison Correia, analista de investimentos e sócio-fundador da Dom Investimentos, explica que os recentes dados de inflação e atividade econômica reforçam a percepção de que a Selic deve começar a cair no início de 2026, ou até mesmo em dezembro de 2025, aumentando a atratividade da renda variável.
“Com as recentes pesquisas, o mercado já tem praticamente como certo que Tarcísio será o principal candidato da direita, e ele é o favorito do mercado”, afirma Correia. “Se observarmos o contexto todo, os fatores positivos se sobrepõem às incertezas quanto às tarifas dos Estados Unidos.”
Cenário eleitoral aquece o mercado
Outro fator relevante para a valorização do Ibovespa é o avanço de pesquisas eleitorais que indicam vantagem de Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, reforça que a alta da bolsa ocorre essencialmente após a divulgação da pesquisa mostrando disputa acirrada na corrida presidencial. “Isso motivou o mercado… é o rali da eleição começando. Toda a pesquisa que o governador Tarcísio aparecer na frente, o mercado tende a responder com uma alta, já que ele se tornar presidente tende a fazer uma política econômica mais próxima do que o mercado deseja”, explicou.
Influência do mercado internacional
Kevin Oliveira, sócio da Blue3, destaca que os dados econômicos dos Estados Unidos também ajudam a explicar o bom momento da bolsa brasileira. “Os números de hoje vieram positivos, pois mostram que a economia dos EUA está longe da recessão técnica, com o PIB vindo inclusive um pouco acima do esperado”, afirma.
A expectativa é de que o Federal Reserve inicie cortes de juros em setembro, o que deve trazer capital estrangeiro para mercados emergentes, incluindo o Brasil, favorecendo a entrada de investimentos na B3.
Setores que impulsionaram a alta
Entre os destaques do pregão, ações da Vale contribuíram significativamente para a valorização do índice. A mineradora aproveitou o movimento de alta das commodities e o fluxo positivo de investidores estrangeiros no mercado acionário.
Outros setores ligados à indústria, energia e bancos também registraram ganhos, reforçando o clima positivo no mercado. Analistas ressaltam que, embora haja volatilidade política, os fundamentos econômicos e a expectativa de redução de juros têm pesado mais na avaliação dos investidores.
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Impacto de indicadores locais
O IPCA-15 divulgado recentemente mostrou uma leve deflação em alguns setores, mas trouxe pressão de preços pontuais. Mesmo assim, o resultado é considerado favorável pelo mercado, reforçando a expectativa de que a política monetária possa se tornar mais flexível no Brasil.
“Um segundo ponto é que estamos próximos das eleições e Tarcísio é a grande aposta do mercado”, afirma Alison Correia. “Isso cria um cenário onde os investidores antecipam a política econômica futura e ajustam suas carteiras em renda variável.”
Perspectivas para os próximos meses

O cenário para os próximos meses é otimista, segundo especialistas. A combinação de corte de juros nos EUA, potencial queda da Selic no Brasil e um quadro político previsível para o mercado tende a manter o fluxo de investimentos em ações brasileiras.
Ainda assim, alertas permanecem sobre riscos políticos e econômicos. O julgamento de figuras políticas importantes e possíveis sanções internacionais podem gerar volatilidade. “De toda forma, é uma questão de atenção para olharmos com uma lupa e que pode mexer um pouco com os preços também”, afirma Correia.
Com informações de: InfoMoney
