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Ibovespa cai influenciado por queda da Azul após recuperação judicial nos EUA; dólar registra alta

Ibovespa recua 0,64% puxado pela queda da Azul após pedido de recuperação judicial nos EUA. Dólar sobe 0,99%, cotado a R$ 5,70.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Tensões EUA-Brasil movimentam dólar; Ibovespa fecha em queda nesta sexta

Nesta quinta-feira (28), o mercado financeiro brasileiro reage a uma série de acontecimentos relevantes. O Ibovespa registra queda de 0,64%, aos 138.649 pontos, enquanto o dólar avança 0,99%, sendo negociado a R$ 5,70 por volta das 12h40. O clima de cautela predomina entre os investidores, que aguardam novos dados econômicos e seguem atentos ao noticiário corporativo.

Desempenho do mercado: dólar sobe, Ibovespa cai

Dólar IBOVESPA
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

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PeríodoVariação do Dólar
Acumulado da semana-0,02%
Acumulado do mês-0,56%
Acumulado do ano-8,65%

Ibovespa sofre ajuste após sequência positiva

O principal índice da Bolsa brasileira recua, embora mantenha um bom desempenho no acumulado recente.

PeríodoVariação do Ibovespa
Acumulado da semana+1,25%
Acumulado do mês+3,31%
Acumulado do ano+16,01%

Pedido de recuperação judicial da Azul impacta mercado

Nesta quarta-feira (28), a Azul anunciou que solicitou proteção judicial nos Estados Unidos, recorrendo ao Capítulo 11 da legislação de falências americana — um instrumento que assegura a continuidade das operações enquanto a companhia busca reestruturar suas finanças.

O que é o leilão de ações?

O leilão ocorre para conter oscilações abruptas no preço dos papéis e garantir uma negociação mais equilibrada. No caso da Azul, o leilão foi acionado para estabilizar a cotação após a queda acentuada.

Apesar do impacto negativo inicial, os papéis reduziram as perdas no decorrer do dia, recuando 0,93% às 12h40.

Indicadores econômicos no radar: Caged e IPCA-15

Os investidores aguardam a divulgação dos números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que deve mostrar aumento na criação de vagas em abril, comparado a março. O resultado será interpretado como mais um sinal sobre a recuperação da economia brasileira.

Pressões políticas: aumento do IOF gera preocupações

O que está em jogo?

Na semana passada, o governo anunciou o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) com o objetivo de arrecadar R$ 20,5 bilhões em 2025, visando o equilíbrio das contas públicas. Contudo, a medida enfrenta resistência no Congresso Nacional, que já recebeu 20 propostas para suspender o ajuste.

Cenário internacional: ata do Fomc e tarifas de Trump

Expectativa pela ata do Fomc

O mercado aguarda a divulgação, nesta tarde, da ata da última reunião do Federal Open Market Committee (Fomc), equivalente ao Comitê de Política Monetária dos EUA.

Alívio nas tarifas comerciais

Outro fator que trouxe certo alívio aos mercados foi o adiamento, anunciado pelo ex-presidente Donald Trump, da aplicação de tarifas de 50% sobre produtos da União Europeia, inicialmente previstas para junho.

Produtos afetados pelas tarifas dos EUA
Aço e alumínio europeus
Veículos de luxo (BMW, Porsche)
Azeite de oliva italiano
Bolsas de luxo francesas

Perspectivas para o mercado

Ibovespa pior queda
Imagem: EDSON DE SOUZA NASCIMENTO / shutterstock.com

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A combinação de fatores internos e externos mantém o investidor em compasso de espera:

  • No Brasil, há expectativa sobre como o governo ajustará o orçamento após o recuo parcial no IOF e qual será o impacto dos dados de emprego e do PIB.
  • No exterior, a política monetária americana e os desdobramentos das tarifas comerciais seguem como principais vetores.

O cenário segue volátil, mas com sinais mistos. Por um lado, o alívio inflacionário abre espaço para uma política monetária menos restritiva; por outro, incertezas fiscais e políticas ainda limitam avanços mais consistentes do mercado.

FAQ — Perguntas frequentes

Por que o dólar subiu hoje?

O dólar subiu em meio à busca por proteção frente a incertezas políticas e fiscais no Brasil, além da expectativa pela divulgação da ata do Fomc nos EUA.

O que esperar da ata do Fomc?

O mercado espera novos sinais sobre a condução da política de juros nos EUA, especialmente sobre como o Federal Reserve está lidando com os desafios fiscais e inflacionários.

Considerações finais

O cenário econômico desta quinta-feira (28) revela a complexidade das forças que atuam sobre os mercados financeiros brasileiros e globais. A queda do Ibovespa, puxada principalmente pela turbulência envolvendo a recuperação judicial da Azul nos Estados Unidos, ilustra como eventos corporativos específicos podem ter efeitos significativos sobre o desempenho do mercado de ações.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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