A Bolsa de Valores brasileira sofreu um grande impacto devido ao crescimento dos juros americanos na última sexta-feira (6). Isso porque o Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, teve uma queda de 1,36% às 11h11 (horário de Brasília), e a baixa semanal chegou a 4%.
Ibovespa enfrenta queda superior a 1%; veja os efeitos no mercado brasileiro
Aumento dos juros nos EUA impacta diretamente a economia global e o Ibovespa. Entenda por que mercados emergentes sofrem mais nesse cenário
Esse cenário deve-se aos dados economicamente favoráveis divulgados pelo departamento de trabalho americano. Houve a criação, por exemplo, de 336 mil vagas em setembro, número muito maior que a expectativa de 170 mil novos empregos. Já em agosto, os números também foram notáveis: 227 mil novas vagas.
Quais são as consequências dos juros americanos para a economia?

Esses indicadores refletem que o mercado americano está crescendo, o que pode gerar um impulso na inflação e pressionar o Federal Reserve, o banco central americano, a implementar estratégias mais rigorosas quanto à sua política econômica.
“A aceleração nas contratações nessa magnitude certamente vai impulsionar ainda mais a pressão sobre os retornos dos títulos do tesouro americano e as apostas de novo aumento de juros em outubro vão aumentar. Os efeitos desses movimentos tendem a não ser nada triviais. As bolsas e mercados emergentes devem continuar sofrendo”.
Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad
O que esperar da economia brasileira?
Com a perspectiva de juros mais elevados nos EUA, os ativos de risco ao redor do mundo são pressionados. Em consequência, investidores tendem a levar seu dinheiro para os títulos do governo americano. Essa movimentação fortalece o dólar no mercado global. Consequentemente, países emergentes, como o Brasil, sofrem as consequências, pois a saída de dinheiro desses lugares é intensa.
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Por fim, com a expectativa de juros mais altos nos EUA há uma redução na projeção de crescimento global, o que significa menor consumo e, consequentemente, menor distribuição de renda. Somado a isso, as economias emergentes geralmente são mais instáveis, o que aumenta a aversão ao risco por parte dos investidores.
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