Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Atenção motoristas: combustíveis podem ter reajuste em 1º de janeiro

Novo valor de referência do ICMS entra em vigor em 1º de janeiro de 2026 e pode provocar aumento nos preços da gasolina, etanol e mais.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
ICMS

A chegada de 2026 pode trazer impacto direto no bolso dos motoristas e consumidores brasileiros. A partir de 1º de janeiro, entra em vigor um novo valor de referência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre cada litro de combustível vendido no país. A medida pode resultar em aumento nos preços da gasolina, do etanol, do diesel e também do gás de cozinha.

A alteração foi definida após deliberação do Conselho Nacional de Política Fazendária, órgão responsável por reunir os secretários de Fazenda dos estados e do Distrito Federal. A decisão foi oficializada por meio de publicação no Diário Oficial da União em setembro, estabelecendo os novos valores que passam a valer em todo o território nacional.

O que muda no ICMS dos combustíveis em 2026

Leia mais: PCD terão teto maior de isenção do ICMS após aprovação de projeto

O ICMS sobre combustíveis segue um modelo de valor fixo por litro ou por quilo, definido de forma unificada para todos os estados. Esse formato passou a vigorar nos últimos anos como forma de reduzir distorções regionais e dar mais previsibilidade ao mercado.

Novo valor do ICMS da gasolina

A gasolina será um dos combustíveis mais afetados pela mudança. O imposto terá acréscimo de dez centavos por litro, elevando o valor de referência para R$ 1,57. O mesmo valor será aplicado ao etanol anidro, que compõe a mistura obrigatória da gasolina vendida nos postos.

Esse reajuste, apesar de aparentemente pequeno, tende a gerar efeito direto no preço final ao consumidor, especialmente quando somado a outros fatores de mercado, como margens de distribuição e custos logísticos.

ICMS do diesel também sofre ajuste

No caso do diesel, o aumento será de cinco centavos por litro. Com isso, o valor do ICMS passa a ser de R$ 1,17. O combustível é amplamente utilizado no transporte de cargas e no transporte coletivo, o que faz com que qualquer elevação tenha potencial de impactar preços em diversos setores da economia.

Especialistas apontam que, embora o reajuste seja menor do que o da gasolina, o diesel possui efeito multiplicador, podendo influenciar o custo de alimentos, produtos industrializados e serviços.

Etanol hidratado e reflexos no mercado

O etanol hidratado, utilizado diretamente em veículos flex, não possui o mesmo modelo de tributação fixa em todos os estados, mas sofre reflexos indiretos. Como o etanol anidro que compõe a gasolina terá aumento de imposto, isso pode alterar a competitividade entre os dois combustíveis nas bombas.

Dependendo da política de preços adotada por distribuidores e postos, o consumidor pode perceber mudanças na relação custo-benefício entre gasolina e etanol.

Gás de cozinha também terá aumento de imposto

Além dos combustíveis líquidos, o ICMS sobre o gás de cozinha também foi reajustado. O valor por quilo passa de R$ 1,39 para R$ 1,47. Na prática, isso significa que um botijão de 13 quilos terá aumento de R$ 1,05 apenas em imposto.

Impacto direto no orçamento das famílias

O gás de cozinha é considerado um item essencial, especialmente para famílias de baixa renda. Mesmo um reajuste aparentemente modesto pode pesar no orçamento mensal, principalmente em um cenário de inflação acumulada e custos elevados de outros serviços básicos.

Entidades do setor avaliam que o repasse tende a ocorrer de forma quase integral, uma vez que o imposto incide diretamente sobre o produto final.

Por que o ICMS dos combustíveis é unificado

Até poucos anos atrás, cada estado brasileiro definia sua própria alíquota de ICMS sobre combustíveis. Isso gerava grandes diferenças de preços entre regiões e incentivava distorções no consumo e na logística de abastecimento.

Mudança no modelo de tributação

Com a adoção do valor fixo nacional, o imposto passou a ser cobrado de forma igualitária em todo o país. O Confaz se reúne periodicamente para avaliar o cenário econômico, a arrecadação dos estados e o comportamento do mercado antes de definir eventuais reajustes.

O último ajuste desse tipo havia ocorrido em fevereiro de 2025, o que reforça que as mudanças não são frequentes, mas costumam gerar grande repercussão quando anunciadas.

Reajuste será repassado ao consumidor?

Embora o preço dos combustíveis seja livre no Brasil, especialistas do setor avaliam que o repasse do aumento do imposto ao consumidor final é altamente provável. Distribuidores e revendedores trabalham com margens apertadas e tendem a repassar custos adicionais para manter a sustentabilidade do negócio.

Há a possibilidade de alguns postos absorverem temporariamente parte do aumento como estratégia comercial, mas esse movimento costuma ser pontual e localizado.

Posição do setor varejista

Representantes do comércio de combustíveis demonstram insatisfação com a medida, argumentando que o setor é frequentemente utilizado como fonte de arrecadação. Segundo avaliações internas, o aumento da carga tributária dificulta a manutenção de preços mais acessíveis e pressiona toda a cadeia de abastecimento.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Perguntas frequentes (FAQ)

O ICMS dos combustíveis vai aumentar em todo o Brasil?

Sim. O valor de referência é nacional e vale para todos os estados e o Distrito Federal.

Quanto sobe o imposto da gasolina em 2026?

O ICMS da gasolina aumenta R$ 0,10 por litro, passando para R$ 1,57.

O diesel também terá reajuste?

Sim. O imposto do diesel sobe R$ 0,05 por litro, chegando a R$ 1,17.

O gás de cozinha será afetado?

Sim. O ICMS por quilo aumenta, elevando o imposto do botijão de 13 kg em R$ 1,05.

O aumento é obrigatório nos postos?

O preço é livre, mas o repasse do imposto ao consumidor é considerado altamente provável.

Considerações finais

O reajuste do ICMS sobre combustíveis a partir de 1º de janeiro de 2026 representa mais um fator de pressão sobre os preços praticados nas bombas e no gás de cozinha. Embora o imposto tenha valor fixo e unificado, seus efeitos se espalham por toda a economia, atingindo consumidores, empresas e serviços essenciais. Diante desse cenário, informação e planejamento se tornam aliados importantes para reduzir impactos no orçamento.

Não perca nenhuma oportunidade de crédito e pagamento: acesse agora nossas últimas notícias no Seu Crédito Digital.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

Topicos relacionados