O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está promovendo uma das maiores mudanças na identificação dos segurados dos últimos anos. A partir de 2028, a Carteira de Identidade Nacional (CIN) passará a ser o único documento aceito para requerimentos, atualizações cadastrais e manutenção de aposentadorias, pensões e demais benefícios previdenciários e assistenciais.
INSS esclarece relação entre novo RG e benefícios previdenciários
INSS exigirá a nova Carteira de Identidade Nacional para benefícios a partir de 2028. Entenda o cronograma e as exceções.
A medida faz parte de um processo de modernização dos sistemas públicos e tem como principal objetivo aumentar a segurança dos pagamentos, reduzir fraudes e unificar a identificação dos cidadãos brasileiros por meio do Cadastro de Pessoa Física (CPF), que passa a ser o número único de identificação nacional.
Embora a obrigatoriedade definitiva esteja prevista apenas para 2028, o cronograma de implantação já começou e envolve etapas importantes, especialmente relacionadas ao cadastro biométrico. Por isso, aposentados, pensionistas e futuros beneficiários devem acompanhar as mudanças para evitar problemas no acesso aos serviços do INSS nos próximos anos.
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O que é a Carteira de Identidade Nacional
A Carteira de Identidade Nacional é o novo modelo de documento de identificação adotado em todo o país.
Diferentemente do antigo RG, que podia possuir números diferentes em cada estado, a CIN utiliza o CPF como identificação única do cidadão.
Entre os principais objetivos da nova identidade estão:
- Combater fraudes documentais;
- Unificar os bancos de dados públicos;
- Facilitar a identificação dos brasileiros;
- Melhorar a prestação de serviços digitais;
- Aumentar a segurança em programas sociais e benefícios previdenciários.
O documento já está sendo emitido gratuitamente pelos estados brasileiros e gradualmente substituirá os antigos registros gerais.
Por que o INSS passará a exigir a CIN
O pagamento de benefícios previdenciários movimenta bilhões de reais todos os meses.
Diante desse volume de recursos, o governo federal tem intensificado ações de combate a fraudes e inconsistências cadastrais.
A integração da Carteira de Identidade Nacional aos sistemas do INSS permitirá maior precisão na identificação dos segurados, reduzindo riscos de:
- Pagamentos indevidos;
- Cadastros duplicados;
- Uso de documentos falsificados;
- Fraudes envolvendo benefícios assistenciais e previdenciários.
Além disso, a utilização da biometria associada à CIN cria uma camada adicional de segurança para a concessão e manutenção dos benefícios.
Cronograma oficial da implantação
A mudança será gradual e ocorrerá em etapas ao longo dos próximos anos.
Novembro de 2025: início da exigência biométrica
A partir de 21 de novembro de 2025, novas solicitações de benefícios passarão a exigir cadastro biométrico.
Nesse período, ainda serão aceitos:
- Carteira de Identidade Nacional (CIN);
- Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
- Título de eleitor.
A medida servirá como fase inicial de adaptação para os segurados.
Maio de 2026: biometria se torna requisito obrigatório
Em 1º de maio de 2026, o cadastro biométrico passará a ser exigido para todos os novos pedidos de benefícios.
Quem ainda não possuir biometria registrada em bases governamentais poderá precisar emitir a CIN para concluir o processo de identificação.
Essa etapa busca ampliar a confiabilidade dos dados utilizados pelo INSS.
Janeiro de 2028: apenas a CIN será aceita
A partir de 1º de janeiro de 2028, a Carteira de Identidade Nacional se tornará o único documento válido para:
- Solicitação de benefícios;
- Atualizações cadastrais;
- Revisões;
- Manutenção de aposentadorias;
- Processos envolvendo pensões e auxílios.
Documentos como CNH e título de eleitor deixarão de ser aceitos para essas finalidades junto ao INSS.
Aposentados e pensionistas precisam se preocupar?
Não imediatamente.
O próprio INSS informou que a transição será gradual e que não haverá cancelamentos automáticos de benefícios por causa da mudança documental.
A intenção é permitir que os segurados tenham tempo suficiente para realizar a atualização cadastral.
Como será a comunicação aos beneficiários
Segundo o planejamento divulgado, os segurados serão comunicados individualmente quando houver necessidade de atualização.
Os avisos poderão ocorrer por meio de:
- Aplicativo Meu INSS;
- Central telefônica 135;
- Correspondências oficiais;
- Outros canais de comunicação do instituto.
Por isso, é importante manter os dados cadastrais atualizados junto ao órgão.
Quem terá tratamento diferenciado na transição
O INSS também prevê exceções para grupos que podem enfrentar maiores dificuldades durante o processo de adaptação.
Pessoas com mais de 80 anos
Idosos muito avançados frequentemente possuem limitações de deslocamento ou dificuldades para realizar procedimentos digitais.
Por esse motivo, terão tratamento especial durante a implementação das novas regras.
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Pessoas com mobilidade reduzida
Segurados que enfrentam dificuldades permanentes ou temporárias de locomoção também poderão receber atendimento diferenciado.
O objetivo é evitar barreiras de acesso aos benefícios.
Moradores de regiões remotas
Comunidades localizadas em áreas rurais isoladas, regiões ribeirinhas e localidades de difícil acesso também estão contempladas nas exceções previstas.
Nesses casos, o governo poderá adotar procedimentos específicos para garantir a inclusão dos segurados.
Como emitir a nova Carteira de Identidade Nacional
A emissão da CIN é realizada pelos órgãos de identificação civil de cada estado.
Na maioria das unidades federativas, a primeira via é gratuita.
O cidadão normalmente precisa apresentar:
- CPF regularizado;
- Certidão de nascimento ou casamento;
- Documentação complementar quando exigida pelo órgão estadual.
Após a emissão, os dados passam a integrar os sistemas nacionais de identificação, facilitando o acesso a diversos serviços públicos.
Quais são os benefícios da mudança
Embora a obrigatoriedade gere dúvidas entre aposentados e pensionistas, especialistas apontam vantagens importantes.
Entre elas estão:
Mais segurança contra fraudes
A unificação dos dados reduz significativamente o risco de utilização de identidades falsas.
Agilidade na análise de benefícios
Com informações integradas, a tendência é que diversos procedimentos sejam realizados de forma mais rápida.
Melhor integração entre órgãos públicos

A utilização de uma identificação única facilita o compartilhamento seguro de informações entre diferentes sistemas governamentais.
Ampliação dos serviços digitais
A nova identidade também fortalece iniciativas de digitalização dos serviços públicos, permitindo autenticações mais seguras em plataformas eletrônicas.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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