A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa aprovou projeto que isenta idosos de 75 anos do Imposto de Renda até o teto do RGPS, de R$ 8.157,41 em 2025. Quem continuar empregado também não precisará contribuir para a Previdência. O PL 5.965/23, apresentado por Renata Abreu (Pode-SP) e relatado por Rubens Otoni (PT-GO), ainda passará pelas comissões antes de seguir ao Senado.
Nova regra redefine situação de dívidas para quem tem 75 anos
Projeto de lei aprovado na Câmara prevê isenção de Imposto de Renda e contribuição previdenciária para idosos de 75 anos, garantindo mais dignidade financeira.
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Detalhes do projeto de lei

Como era o texto original
Inicialmente, o projeto previa isenção diferenciada por gênero, estabelecendo 70 anos para mulheres e 80 anos para homens. A justificativa era considerar diferenças de expectativa de vida.
O que mudou com o substitutivo
O relator, deputado Rubens Otoni, fez alterações para equilibrar o benefício e reduzir distorções. O substitutivo definiu 75 anos como idade mínima para todos os contribuintes, independentemente do sexo, e limitou a isenção ao teto do RGPS. Com isso, pessoas de alta renda não serão favorecidas de forma excessiva.
Impactos na legislação
O projeto modifica duas leis importantes:
- Lei 7.713/88 – trata da tributação dos rendimentos.
- Lei 8.212/91 – responsável pelo custeio da Seguridade Social.
No caso da contribuição previdenciária, a isenção será válida apenas para aposentados que ainda estejam empregados. Isso significa que profissionais autônomos e microempreendedores individuais (MEIs) não terão o benefício, já que nesses casos não há contribuição patronal para compensar.
O que significa na prática para os idosos
Mais renda disponível
Com a isenção do Imposto de Renda e da contribuição previdenciária, os idosos de 75 anos terão aumento real no rendimento líquido. Para muitos, essa medida pode significar a diferença entre conseguir manter despesas básicas ou depender de familiares.
Justificativa social
Segundo a deputada Renata Abreu, a proposta busca assegurar dignidade na velhice. Com o avanço da idade, aumentam os gastos com saúde, medicamentos e cuidados pessoais, ao mesmo tempo em que há redução da capacidade de geração de renda.
Exemplo prático
Um aposentado de 75 anos que ainda trabalha com carteira assinada e recebe o equivalente ao teto do RGPS teria direito a:
- Isenção no Imposto de Renda sobre esse valor.
- Dispensa de contribuição ao INSS, aumentando seu salário líquido.
Quem será beneficiado

Aposentados com vínculo empregatício
Serão os principais contemplados, pois deixarão de pagar IR e Previdência até o limite estabelecido.
Idosos com renda até o teto previdenciário
O limite de R$ 8.157,41 garante que apenas quem está dentro do teto do RGPS será beneficiado. Pessoas com renda superior continuam obrigadas a recolher impostos sobre o valor excedente.
Quem fica de fora
- Profissionais autônomos
- Microempreendedores individuais (MEIs)
- Trabalhadores sem carteira assinada
Nesses casos, a isenção não se aplica por não haver contribuição patronal que equilibre o sistema.
Argumentos favoráveis ao projeto
Alívio no orçamento
A medida oferece alívio financeiro significativo a uma população que enfrenta gastos elevados com saúde.
Estímulo à permanência no mercado de trabalho
Idosos que desejam ou precisam continuar ativos terão um incentivo para permanecer empregados.
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Justiça social
O limite do teto previdenciário evita que grandes rendimentos fiquem isentos, tornando a política mais justa.
Críticas e pontos de atenção
Exclusão de autônomos e MEIs
Um dos principais pontos de crítica é a não inclusão de profissionais independentes, que também sofrem com queda de renda na velhice.
Impacto nas contas públicas
Especialistas em economia alertam que a medida pode reduzir a arrecadação tributária e previdenciária, exigindo compensações no orçamento.
Debate político
A tramitação ainda pode trazer alterações no texto. Dependendo da pressão de setores da sociedade e de partidos, novas mudanças podem surgir.
Próximos passos na tramitação

O projeto tem tramitação conclusiva e ainda passará pelas seguintes etapas:
- Comissão de Finanças e Tributação – análise de impacto orçamentário.
- Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) – verificação de constitucionalidade.
- Senado Federal – se aprovado na Câmara, segue para o Senado.
- Sanção presidencial – última etapa para virar lei.
Se todas as fases forem concluídas, a medida poderá entrar em vigor, garantindo o benefício já a partir do ano seguinte.
Conclusão
O projeto de lei aprovado na Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa representa um avanço importante no reconhecimento das dificuldades enfrentadas por idosos de 75 anos. Ao prever a isenção do Imposto de Renda e da contribuição previdenciária até o teto do RGPS, a proposta traz mais dignidade, renda disponível e segurança financeira para essa faixa etária.
Apesar das críticas e dos desafios de impacto fiscal, o debate mostra uma preocupação crescente com o envelhecimento da população brasileira. Caso aprovado em todas as instâncias, o projeto poderá transformar-se em uma das medidas mais relevantes de proteção social da última década, marcando um passo significativo rumo a uma sociedade mais justa e solidária.
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