A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou um projeto de lei que busca proteger idosos e grupos vulneráveis contra cancelamentos abusivos de planos de saúde. A medida chega em um momento crítico, em que relatos de rescisões de contratos em situações delicadas de saúde vêm ganhando destaque na imprensa e em órgãos de defesa do consumidor. O objetivo é garantir que tratamentos essenciais não sejam interrompidos e que a assistência médica permaneça acessível.
Projeto aprovado na Alerj protege idosos e grupos vulneráveis em planos de saúde; confira
Nova lei da Alerj protege idosos e grupos vulneráveis de cancelamentos abusivos de planos de saúde. Entenda aqui as mudanças e seus impactos!
Agora, cabe ao governador Cláudio Castro sancionar ou vetar a proposta em até 15 dias úteis. A decisão terá impacto direto sobre milhares de beneficiários, especialmente aqueles em tratamento contra doenças graves ou que dependem de atendimento contínuo, garantindo maior segurança jurídica para todos os envolvidos.

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Alerj: Idosos e grupos vulneráveis são beneficiados pela nova legislação
Idosos: prioridade absoluta
O projeto reconhece que os idosos são o grupo mais vulnerável frente a cancelamentos de planos de saúde. A legislação busca proteger cidadãos que, devido à idade avançada, demandam maior frequência de consultas, exames e tratamentos. Historicamente, esse grupo tem sido alvo de rescisões por parte de operadoras alegando custos elevados.
Pessoas com deficiência e ostomizados
A lei também protege pessoas com deficiência e pacientes ostomizados, que necessitam de acompanhamento médico contínuo e tratamentos específicos. A interrupção do plano nesses casos poderia gerar graves prejuízos à saúde física e mental, além de impactar diretamente a rotina familiar.
Pacientes com câncer e doenças raras
Para pacientes diagnosticados com câncer ou doenças raras, manter o plano de saúde ativo é crucial. Esses tratamentos envolvem custos elevados e demanda contínua, tornando qualquer interrupção um risco à vida. O projeto estabelece que, enquanto houver necessidade comprovada de acompanhamento médico, o plano não poderá ser cancelado.
Modalidades de planos abrangidas pela lei
A nova legislação contempla todos os tipos de planos de saúde, incluindo:
- Planos individuais e familiares
- Planos coletivos por adesão ou empresariais
- Planos destinados a MEI
- Planos com ou sem coparticipação
Essa abrangência elimina lacunas que poderiam permitir que operadoras cancelassem contratos sob diferentes justificativas.
Situações que ainda permitem cancelamento
O projeto define que o cancelamento só será permitido em dois casos:
- Fraude comprovada, como falsificação de documentos ou informações inverídicas.
- Inadimplência superior a 90 dias, consecutivos ou não, dentro do período de 12 meses.
Mesmo nesses casos, o consumidor deve ser notificado 30 dias antes, e a cobertura permanece ativa por mais 30 dias, garantindo tempo para migração a outro plano sem exigência de carência.
Novas proteções e garantias
Cancelamento durante internação
Um dos pontos mais importantes da lei é a proibição do cancelamento de contratos durante a internação hospitalar. Essa medida evita que pacientes em estado crítico percam acesso ao tratamento em momentos essenciais.
Descredenciamento de médicos
Caso a operadora retire médicos da rede credenciada, beneficiários dos grupos protegidos poderão cancelar o contrato sem pagar multa. Essa regra garante continuidade no tratamento com profissionais de referência.
Comunicação antecipada de mudanças
As operadoras deverão avisar com 60 dias de antecedência sobre qualquer alteração contratual. A medida oferece maior transparência e permite que consumidores organizem alternativas antes de mudanças significativas.
Penalidades para descumprimento
A lei prevê multa de cerca de R$ 237,5 mil para empresas que desrespeitarem as novas regras. O valor pode ser reajustado periodicamente, buscando coibir práticas abusivas de forma efetiva.
Contexto histórico e social da legislação
Problemas anteriores com cancelamentos
Casos de cancelamento de planos de saúde têm sido frequentes, especialmente contra idosos e pessoas com condições médicas complexas. Muitos relatos mostram rescisões durante tratamentos longos, como quimioterapia ou acompanhamento de doenças raras, gerando prejuízos irreparáveis à saúde.
Comparação com outras regiões
Enquanto o Rio de Janeiro avança com essa lei, outros estados ainda não possuem medidas tão específicas. Internacionalmente, legislações europeias e americanas protegem idosos e pacientes de alto risco de forma semelhante, garantindo cobertura contínua e redução do risco de interrupções de tratamento.
Impacto social
A lei busca reduzir desigualdade e vulnerabilidade. Pessoas idosas e com doenças graves passam a ter maior segurança para manter tratamentos, evitando crises de saúde, hospitalizações prolongadas e custos adicionais.
Implicações econômicas para o setor de planos de saúde
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Possível aumento de custos
Especialistas apontam que as operadoras podem enfrentar aumento de despesas devido à impossibilidade de cancelar contratos de alto custo. Isso pode impactar preços de mensalidades, mas defensores da lei afirmam que a proteção social deve ter prioridade.
Maior confiança do consumidor
Por outro lado, a lei fortalece a confiança dos consumidores, garantindo direitos claros e redução do risco de práticas abusivas. Isso pode incentivar novas adesões e contribuir para a estabilidade do mercado.
Equilíbrio entre direito e sustentabilidade
A legislação busca um equilíbrio: proteger idosos e grupos vulneráveis sem inviabilizar o funcionamento das operadoras. Penalidades rigorosas e comunicação antecipada são mecanismos que ajudam a manter o setor regulado e transparente.
Comparações internacionais
Em países como Alemanha e França, leis similares garantem que operadoras não possam rescindir contratos de idosos ou pacientes com doenças graves. Nos Estados Unidos, programas públicos como o Medicare oferecem cobertura contínua para idosos, evitando interrupções.
A adoção de medidas semelhantes no Rio de Janeiro aproxima o Brasil de padrões internacionais, fortalecendo a proteção social e alinhando o setor à legislação global.
Repercussão e próximos passos
Sanção pelo governador
O governador Cláudio Castro terá 15 dias úteis para sancionar ou vetar a lei. A expectativa é que ele sancione, considerando o apoio popular e a relevância social da medida.
Fiscalização e aplicação
A fiscalização ficará sob responsabilidade de órgãos de defesa do consumidor e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), garantindo que as operadoras cumpram os novos requisitos.
Impacto esperado a longo prazo
A lei deve reduzir cancelamentos abusivos, aumentar a segurança jurídica para beneficiários e melhorar a percepção do setor de planos de saúde. Além disso, reforça a proteção de direitos básicos de saúde e a dignidade de idosos e outros grupos vulneráveis.

O projeto aprovado pela Alerj representa um marco na proteção de idosos e grupos vulneráveis em planos de saúde. Com a proibição de cancelamentos abusivos, garantias durante internações e proteção em caso de descredenciamento de médicos, a medida oferece segurança, dignidade e continuidade nos tratamentos essenciais.
Mais do que uma mudança contratual, trata-se de um avanço social, que reforça a importância da saúde como direito universal e fortalece a confiança dos consumidores no setor de planos de saúde. A sanção do governador será crucial para consolidar essas mudanças e tornar o Rio de Janeiro referência nacional em proteção a grupos vulneráveis.
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