A trajetória do iFood, que começou como uma plataforma voltada exclusivamente para entregas de comida, está em plena transformação. O CEO Diego Barreto afirma que a empresa já não se enxerga apenas como líder em food delivery. O objetivo agora é consolidar-se como um ecossistema digital capaz de atender diferentes demandas do consumidor brasileiro.
iFood quer ir além do delivery: aposta em ser a grande big tech brasileira
CEO do iFood, Diego Barreto, revela planos da empresa para ir além do delivery e consolidar um ecossistema tecnológico no Brasil.
“Quem olha o iFood só como uma empresa de delivery, está com uma visão muito antiga”, declarou Barreto em entrevista. A visão do executivo é que a companhia tem potencial para se tornar a grande big tech brasileira, ampliando serviços, explorando novas áreas e expandindo sua relevância no mercadoc.
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Ecossistema de serviços digitais
Para Barreto, o futuro do iFood está em estar presente em momentos variados do cotidiano. Ele cita como exemplo o setor de saúde: um paciente que sai de uma consulta médica poderá receber, via aplicativo, a receita digital, e com apenas um clique solicitar a entrega do medicamento em casa.
Esse movimento já está em fase de implementação, indicando que a empresa não quer se limitar a restaurantes e supermercados, mas também se aproximar de farmácias, clínicas e outros segmentos do varejo.
Apoio a parceiros e crédito próprio
Outro pilar dessa expansão é o fortalecimento dos parceiros que sustentam a operação. O iFood desenvolveu ferramentas de crédito para que restaurantes e pequenos comerciantes possam investir em melhorias de infraestrutura, marketing e logística. Essa iniciativa é vista como um diferencial competitivo em relação a players estrangeiros que atuam no país, mas ainda não têm a mesma proximidade com a realidade local.
“Temos tudo o que precisamos para estruturar essa jornada. Já oferecemos crédito, já trabalhamos com diferentes setores e conhecemos como poucos o comportamento do consumidor brasileiro”, destacou o CEO.
A disputa no setor de tecnologia e delivery
Concorrência internacional
O mercado de aplicativos de entrega no Brasil vem recebendo cada vez mais atenção de gigantes globais. Empresas estrangeiras buscam consolidar participação em território nacional, aproveitando o potencial de consumo digital dos brasileiros. Nesse cenário, o iFood aposta no conhecimento profundo do mercado local e na capacidade de adaptação às necessidades regionais.
Barreto reconhece o desafio, mas acredita que a diversificação é a arma para manter a liderança: “Somos uma empresa que entende o Brasil. Isso nos dá condições de criar soluções sob medida para consumidores e parceiros.”
Regulação e desafios
Além da concorrência, há o fator regulatório. A atuação de plataformas digitais no país vem sendo debatida em esferas governamentais, especialmente no que diz respeito a direitos trabalhistas de entregadores e políticas de proteção ao consumidor.
O CEO afirma que a regulação é bem-vinda, desde que equilibrada e adaptada à realidade do setor: “É importante que o debate avance de forma responsável. O Brasil tem a chance de construir um modelo regulatório que incentive a inovação sem comprometer o equilíbrio econômico.”
iFood como protagonista na transformação digital

Impacto no dia a dia do consumidor
O objetivo do iFood é claro: estar presente em diversas etapas do dia a dia das pessoas. A aposta em tecnologia e em parcerias amplia o alcance da marca para além do que se vê hoje.
Seja no momento de pedir um almoço rápido, comprar itens de mercado ou adquirir medicamentos, a empresa quer que o aplicativo se torne um ponto central da jornada digital do consumidor brasileiro.
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+311 mil seguidores
O time como motor da inovação
Barreto reforça que o crescimento da companhia está ligado ao espírito empreendedor dos seus colaboradores. Segundo ele, são cerca de oito mil pessoas atuando em diferentes frentes de inovação. “Quando falamos do iFood, falamos de um grupo que não tem medo de testar, errar e reinventar. Essa é a nossa força para seguir crescendo.”
O futuro do iFood no Brasil
O caminho para ser a big tech nacional
Com base em inovação, tecnologia própria e profundo conhecimento da realidade brasileira, o iFood busca se consolidar como mais do que uma empresa de delivery. A ambição é transformar-se em uma plataforma de múltiplos serviços, capaz de rivalizar em relevância com grandes nomes internacionais do setor tecnológico.
A estratégia, segundo Barreto, passa por expandir o portfólio de soluções digitais e fortalecer o elo com consumidores, restaurantes, entregadores e novos parceiros. O movimento, se bem-sucedido, pode colocar o Brasil no mapa global da inovação, com uma big tech de DNA nacional.
Uma aposta no futuro digital brasileiro
Ao assumir publicamente essa meta ousada, o iFood dá sinais de que o cenário de tecnologia no Brasil pode se tornar mais competitivo. O país, até hoje mais reconhecido por ser consumidor de soluções internacionais, poderá ganhar uma empresa local com capacidade de exportar modelos e inspirar outras startups a seguirem o mesmo caminho.
Conclusão
O iFood está em um momento de redefinição estratégica. De empresa associada ao delivery de comida, caminha para se tornar um ecossistema tecnológico de alcance nacional. Se conseguirá consolidar-se como a “grande big tech brasileira”, como defende Diego Barreto, ainda é uma questão em aberto.
Mas a aposta em diversificação, tecnologia e conexão com a realidade local mostra que a companhia não teme os desafios de enfrentar concorrentes globais. Para o consumidor, a perspectiva é de um futuro com mais soluções digitais integradas ao dia a dia, e para o Brasil, a chance de ver surgir uma referência nacional no universo das big techs.

