O iFood lançou o programa Minha CNH para ajudar entregadores que atuam de bicicleta a tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação na categoria A, necessária para conduzir motocicletas. A iniciativa começa com mil vagas em regiões específicas de São Paulo e do Rio de Janeiro e pode cobrir cerca de 90% dos custos do processo.
iFood lança programa para subsidiar primeira CNH de motocicleta
Veja como funciona o programa do iFood que custeia até 90% da primeira CNH de moto para entregadores no RJ e em SP.
A medida busca reduzir uma das principais barreiras enfrentadas por trabalhadores que desejam migrar da bicicleta para a moto: o preço da habilitação. Em muitas cidades brasileiras, tirar a primeira CNH envolve matrícula em autoescola, aulas, taxas, exames e aluguel de veículo para prova prática, o que pode pesar no orçamento de quem depende das entregas para gerar renda.
Apesar do subsídio, o programa não significa CNH gratuita para todos os entregadores. A participação depende de critérios definidos pela plataforma, disponibilidade de vagas e atuação nas regiões contempladas nesta primeira etapa.
O que é o programa Minha CNH do iFood?
O Minha CNH é uma iniciativa criada pelo iFood para apoiar entregadores cadastrados na plataforma que fazem entregas de bicicleta e querem obter a habilitação de moto.

A proposta é facilitar a transição para uma modalidade que pode ampliar o raio de atuação, aumentar a quantidade de pedidos aceitos e melhorar as oportunidades de ganho, especialmente em regiões de grande demanda.
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Quanto o iFood vai custear?
O iFood informou que vai cobrir cerca de 90% dos custos do processo para a primeira CNH categoria A.
O que pode estar incluído?
Segundo as informações divulgadas sobre o programa, o apoio cobre parte significativa das despesas relacionadas à formação, como autoescola parceira, taxas administrativas, aulas práticas e estrutura necessária para o exame de direção.
O entregador selecionado ainda pode ter custos próprios, como exames obrigatórios, conforme as regras do programa e do Detran local.
Quem pode participar?
Nesta primeira fase, o programa é voltado a entregadores que realizam entregas de bicicleta em áreas específicas.
Regiões atendidas
Em São Paulo, a iniciativa contempla inicialmente regiões como Centro, Zona Sul e Zona Oeste.
No Rio de Janeiro, o programa atende áreas como Zona Sul e Barra da Tijuca.
Como a ação começa em etapa piloto, nem todos os entregadores do país terão acesso imediato.
O programa é para entregadores de moto?
Não. A iniciativa foi desenhada principalmente para quem já atua na plataforma usando bicicleta e deseja tirar a primeira habilitação de moto.
Isso significa que o foco está no entregador que ainda não possui CNH categoria A e quer migrar para um novo modal de trabalho.
Por que a CNH de moto pode fazer diferença para entregadores?
A motocicleta amplia a mobilidade e permite percorrer distâncias maiores em menos tempo.
Possíveis impactos na rotina
Com CNH categoria A, o entregador pode:
- Atender áreas mais distantes;
- Realizar mais pedidos em determinados períodos;
- Reduzir esforço físico em trajetos longos;
- Ampliar possibilidades de atuação;
- Acessar oportunidades que exigem moto.
Ainda assim, a migração também traz novos custos, como combustível, manutenção, equipamentos de segurança, seguro e eventual aluguel da motocicleta.
O programa garante aumento de renda?
Não há garantia automática de aumento de renda.
A CNH de moto pode ampliar as possibilidades de trabalho, mas o rendimento depende de fatores como demanda local, tempo conectado, distância das entregas, custos operacionais e organização financeira do entregador.
Exemplo prático
Um entregador de bicicleta que atua em uma região com muitos pedidos longos pode encontrar mais oportunidades ao migrar para a moto. Por outro lado, se os custos com combustível, aluguel e manutenção forem altos, parte do ganho adicional pode ser consumida pelas despesas.
Como funciona a inscrição?
A inscrição deve ser feita pelos canais indicados pelo iFood para entregadores elegíveis.
O que observar antes de se cadastrar
O trabalhador deve verificar:
- Se atua em uma das regiões contempladas;
- Se faz entregas de bicicleta;
- Se ainda não possui CNH categoria A;
- Se atende aos critérios do programa;
- Se consegue cumprir as etapas no prazo.
Como há limite de vagas, a inscrição não garante seleção automática.
Quais etapas fazem parte da primeira CNH?
O processo de habilitação segue regras dos órgãos de trânsito.
Etapas comuns
Normalmente, o candidato passa por:
- Cadastro no Detran;
- Exame médico;
- Avaliação psicológica;
- Curso teórico;
- Prova teórica;
- Aulas práticas;
- Exame prático de direção.
As etapas e valores podem variar conforme o estado.
Por que o programa começa em São Paulo e Rio?
São Paulo e Rio de Janeiro concentram grande demanda por entregas e grande número de trabalhadores por aplicativo.
Além disso, as regiões escolhidas possuem áreas urbanas com alto fluxo de pedidos e distâncias que podem tornar a moto uma alternativa estratégica para parte dos entregadores.
O entregador precisa comprar uma moto?

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Tirar a CNH não significa necessariamente comprar uma motocicleta.
Alguns trabalhadores podem optar por aluguel, parceria, financiamento ou uso de veículo próprio da família. O importante é calcular se os custos cabem no orçamento.
Custos que devem entrar na conta
Antes de migrar para moto, considere:
- Combustível;
- Manutenção preventiva;
- Pneus;
- Óleo;
- Seguro;
- Equipamentos de proteção;
- Documentação;
- Eventual aluguel da moto.
Segurança deve ser prioridade
A migração da bicicleta para a motocicleta exige preparo e responsabilidade.
Cuidados essenciais
O entregador deve usar capacete adequado, jaqueta ou roupas de proteção, luvas, calçado fechado e respeitar as regras de trânsito.
A pressa para concluir entregas não pode se sobrepor à segurança. Acidentes de trânsito podem gerar afastamento, perda de renda e custos médicos.
A iniciativa substitui políticas públicas de CNH social?
Não. O Minha CNH é um programa privado do iFood, voltado a entregadores da plataforma dentro das condições estabelecidas pela empresa.
Programas públicos de CNH Social, quando disponíveis, seguem regras próprias dos governos estaduais e costumam atender pessoas de baixa renda inscritas em cadastros sociais.
Como evitar golpes usando o nome do programa
Com o anúncio de subsídio para CNH, é comum surgirem tentativas de fraude.
Sinais de alerta
Desconfie de mensagens que pedem pagamento antecipado fora dos canais oficiais, senha, código de confirmação ou dados bancários.
A inscrição deve ser feita apenas pelos canais indicados pelo iFood e nunca por links desconhecidos enviados por terceiros.
O que a iniciativa revela sobre o trabalho por aplicativo
O programa mostra como plataformas de entrega têm buscado criar ações de qualificação e permanência de trabalhadores.
Ao ajudar entregadores a obter habilitação, a empresa também amplia sua base potencial de profissionais aptos a atuar com moto, modal importante para entregas rápidas em grandes centros urbanos.
Conclusão
O programa Minha CNH do iFood pode custear cerca de 90% da primeira habilitação de moto para entregadores selecionados que atuam de bicicleta em regiões específicas de São Paulo e do Rio de Janeiro. A iniciativa pode abrir novas possibilidades de trabalho, mas não elimina todos os custos nem garante aumento automático de renda.
Antes de participar, o entregador deve verificar se atende aos critérios, entender as etapas da habilitação e calcular os custos de trabalhar com moto. Com planejamento, segurança e uso responsável do benefício, a CNH categoria A pode se tornar uma ferramenta importante para ampliar oportunidades na rotina de entregas.
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