O iFood deu mais um passo estratégico para diversificar suas operações no Brasil ao anunciar uma nova funcionalidade voltada ao consumo em restaurantes físicos. A iniciativa, chamada de “iFood para Comer Fora”, marca a entrada mais estruturada da empresa no segmento de experiências presenciais, ampliando sua atuação além do delivery.
iFood quer levar clientes para dentro dos restaurantes após compra do Get In
iFood amplia atuação e lança recurso para consumo em restaurantes com reservas, descontos e cashback no Brasil.
O movimento inclui ainda a aquisição da startup Get In, especializada em reservas e gestão de filas, reforçando o posicionamento da empresa como um ecossistema completo para o setor de alimentação.
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Como funciona o iFood para comer fora
A nova funcionalidade foi pensada para conectar clientes e restaurantes também dentro dos salões físicos. Pelo aplicativo, o usuário poderá:
Reservar mesas e evitar filas
Com integração da tecnologia da Get In, será possível reservar mesas antecipadamente ou entrar em filas digitais, acompanhando o tempo de espera em tempo real.
Acessar descontos e cashback
Assim como já ocorre no delivery, o iFood pretende estimular o consumo com incentivos financeiros, oferecendo promoções exclusivas para quem optar por comer no local.
Fazer check-in no restaurante
Para garantir benefícios, o cliente precisará confirmar sua presença por meio de check-in no app ao chegar ao estabelecimento.
Na prática, o modelo busca replicar no ambiente físico a mesma lógica de conveniência e personalização já consolidada no delivery.
Testes iniciais e estratégia de expansão
As primeiras cidades escolhidas para testes foram Campinas (SP) e Curitiba (PR). Segundo a empresa, esses mercados servirão como laboratório para entender o comportamento dos consumidores e dos restaurantes.
De acordo com a vice-presidente de Novos Negócios do iFood, Juliana Yamada, a estratégia é evoluir o produto com base nos dados coletados antes de expandir para outras regiões do país.
Essa abordagem segue uma prática comum entre grandes empresas de tecnologia: validar hipóteses em mercados controlados antes de escalar nacionalmente.
Impacto para restaurantes: mais fluxo e menos ociosidade
A proposta do iFood atende a uma dor recorrente do setor de alimentação: a ociosidade em determinados horários. Restaurantes costumam enfrentar baixa ocupação fora dos períodos de pico, como almoço e jantar.
Benefícios diretos para estabelecimentos
- Aumento do fluxo de clientes em horários de menor movimento
- Melhor gestão de filas e ocupação de mesas
- Maior previsibilidade de demanda
- Ferramentas de fidelização com cashback e promoções
Esse tipo de solução ganha relevância especialmente em um cenário econômico em que margens são pressionadas por custos operacionais elevados, como alimentos, energia e mão de obra.
Uso de dados para personalização e marketing
Um dos pilares da estratégia é o uso inteligente de dados. Com a nova funcionalidade, os restaurantes poderão acessar informações sobre o comportamento dos clientes, como:
- Frequência de visitas
- Preferências de consumo
- Histórico de pedidos
Esses dados serão integrados ao Portal do Parceiro, plataforma já utilizada pelos estabelecimentos no ecossistema do iFood.
Como isso pode ser aplicado na prática
Um restaurante poderá, por exemplo:
- Oferecer cashback personalizado para clientes recorrentes
- Criar promoções específicas para horários de baixa demanda
- Enviar ofertas direcionadas com base no perfil do consumidor
Essa abordagem segue tendências globais de marketing orientado por dados, aumentando a eficiência das campanhas e o retorno sobre investimento.
Aquisição da Get In reforça estratégia digital
A compra da Get In não teve valor divulgado, mas representa um movimento estratégico importante. A startup já atua com soluções que ajudam restaurantes a:
- Organizar filas de espera
- Gerenciar reservas
- Otimizar a ocupação de mesas
Do lado do consumidor, a tecnologia permite descobrir novos restaurantes, reservar com antecedência e evitar filas — um fator decisivo na experiência.
Baixa adesão atual indica oportunidade
Dados internos do iFood apontam que menos de 45% dos restaurantes no Brasil oferecem reserva de mesa. Entre esses, apenas cerca de 5 mil utilizam aplicativos especializados.
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+311 mil seguidores
Esse cenário mostra um mercado ainda pouco explorado, com grande potencial de crescimento.
Comparação com outras iniciativas do iFood
O lançamento do “iFood para Comer Fora” segue a lógica de outras soluções recentes da empresa, como o iFood Turbo, que busca acelerar entregas e aumentar a demanda ao longo do dia.
Ambas as iniciativas têm um objetivo em comum: ampliar o volume de pedidos e melhorar a eficiência operacional dos parceiros.
Tendência de integração entre online e offline
A movimentação do iFood reflete uma tendência mais ampla no mercado: a integração entre experiências digitais e físicas, conhecida como omnichannel.
No setor de alimentação, isso significa:
- Descobrir restaurantes online
- Reservar mesas pelo app
- Consumir no local com benefícios digitais
- Receber ofertas personalizadas posteriormente
Essa jornada integrada tende a se tornar cada vez mais comum, especialmente com o avanço da digitalização no Brasil.
O que muda para o consumidor brasileiro
Para o cliente, a novidade representa mais conveniência e vantagens financeiras. Entre os principais impactos estão:
- Redução do tempo de espera em restaurantes
- Acesso a promoções exclusivas
- Experiência mais personalizada
- Facilidade na escolha de estabelecimentos
Em um cenário de orçamento mais apertado, benefícios como cashback podem influenciar diretamente a decisão de onde comer.
Perspectivas para o setor de alimentação
A entrada mais forte do iFood no consumo presencial pode acelerar a transformação digital do setor de restaurantes no Brasil.
Especialistas apontam que ferramentas de gestão, dados e fidelização tendem a se tornar cada vez mais essenciais para a competitividade dos estabelecimentos.
Ao mesmo tempo, o consumidor passa a ter mais controle e previsibilidade sobre sua experiência — um fator que pode redefinir padrões de consumo no país.
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