Três meses após o lançamento oficial, o programa Hits iFood consolidou-se como uma das maiores apostas da empresa para ampliar o número de pedidos de delivery no Brasil. Com crescimento de 35% no uso e adesão de 27 mil restaurantes, o projeto oferece refeições a partir de R$ 20 com entrega gratuita, atraindo um público que antes não utilizava o aplicativo com frequência.
iFood registra aumento de 35% em uso do programa de refeições baratas e entrega grátis
O programa Hits, do iFood, já gerou aumento de 35% no uso e 32% nas vendas de restaurantes parceiros. Saiba mais!
Expansão acelerada e impacto nas vendas
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O iFood, líder do setor de delivery no país, observou um aumento de 32% nas vendas dos restaurantes que participam do Hits. Atualmente, o programa já está presente em 74 cidades brasileiras, ultrapassando a meta inicial de chegar a 30 localidades até o fim de 2025.
Em setembro, o Hits registrou 12 milhões de pedidos, o que demonstra a rápida aceitação entre consumidores e estabelecimentos. A empresa avalia que a retenção dos restaurantes é de 90%, índice considerado elevado para o setor.
O modelo do programa Hits
O funcionamento do Hits é simples: o iFood oferece o frete grátis, enquanto o restaurante parceiro disponibiliza um prato promocional dentro do aplicativo. Essa combinação reduz o custo para o consumidor e aumenta a visibilidade dos estabelecimentos.
O programa foi projetado para ser permanente, com o frete gratuito garantido para os pedidos feitos dentro da aba Hits no app. Segundo o iFood, a iniciativa envolveu uma reformulação da inteligência operacional e de logística, com o uso de modelos de inteligência artificial para otimizar rotas, reduzir custos e garantir entregas mais rápidas.
Descontos e recomendações personalizadas
Com base nos cardápios dos parceiros, a plataforma identifica quais pratos têm maior potencial de venda dentro do Hits. O desconto médio chega a 43% por pedido, incentivando o consumidor a experimentar novas opções.
Os restaurantes, por sua vez, são estimulados a criar ofertas exclusivas, diferentes do menu tradicional, o que amplia o leque de produtos e gera novas oportunidades de receita.
Origem do projeto e resultados do piloto
O programa Hits nasceu dentro do próprio iFood e passou por um ano de testes em Salvador (BA). A capital baiana foi escolhida por ter menor penetração do delivery em comparação a outras grandes cidades brasileiras.
Durante o período piloto, as vendas cresceram 40%, e sete em cada dez usuários que aderiram ao Hits não faziam pedidos de delivery com frequência. O sucesso da iniciativa em Salvador motivou a expansão nacional antecipada.
Expansão acima das expectativas
Inicialmente, o plano era levar o Hits a 30 cidades até o fim de 2025. No entanto, a rápida adesão dos restaurantes e o crescimento acima de 35% nas metas iniciais impulsionaram o iFood a acelerar o cronograma.
A empresa afirma que o crescimento exigiu ajustes tanto dos restaurantes — que passaram a vender cerca de 30% a mais — quanto da logística, que precisou se adaptar ao novo volume de entregas.
Guerra do delivery: concorrência em alta
O lançamento do Hits ocorre em um momento de intensa concorrência no setor de delivery no Brasil. Novos players como 99Food e Keeta entraram no mercado com estratégias agressivas de frete grátis e cupons de desconto, forçando o iFood a reforçar seus diferenciais competitivos.
A estratégia dos concorrentes
A 99Food, controlada pela chinesa DiDi, anunciou um investimento de R$ 2 bilhões até junho de 2026 para expandir sua operação para 100 cidades. Atualmente, o aplicativo atua em Goiânia, São Paulo e Rio de Janeiro.
Já a Keeta, pertencente à também chinesa Meituan, iniciou suas atividades no Brasil pelas cidades de Santos e São Vicente (SP), com investimento de R$ 5,6 bilhões. Ambas apostam em políticas de descontos para conquistar usuários.
A resposta do iFood
Com 80% do market share segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o iFood anunciou em agosto um plano de investimento de R$ 17 bilhões até março de 2026. A empresa afirma que o Hits foi concebido antes da entrada das novas concorrentes, mas que o momento competitivo reforçou sua importância.
Em 2025, o iFood já investiu R$ 270 milhões em frete grátis, estratégia essencial para fidelizar usuários e manter o crescimento.
Resultados recordes e perspectivas
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+311 mil seguidores
Em outubro, o iFood atingiu um novo recorde de 160 milhões de pedidos em um único mês, movimentando R$ 13 bilhões em vendas. Os números incluem pedidos de comida, farmácia, bebidas, conveniência, mercado e pet shop.
A companhia vê no Hits um caminho sustentável para ampliar o público, oferecendo refeições acessíveis e reduzindo o custo da entrega. O projeto também fortalece o relacionamento com os restaurantes parceiros, que ganham mais visibilidade dentro da plataforma.
Expansão gradual e ajustes logísticos
Apesar dos resultados expressivos, o iFood adota cautela em sua expansão. A empresa busca consolidar a operação nas cidades atuais antes de ampliar o alcance do Hits. O objetivo é garantir qualidade, eficiência logística e satisfação tanto de clientes quanto de estabelecimentos.
O programa, que funciona como uma aba específica dentro do aplicativo, continuará sendo ajustado conforme os dados de desempenho e feedbacks dos usuários.
FAQ
1. O que é o programa Hits do iFood?
É uma iniciativa do iFood que oferece refeições a partir de R$ 20 com frete grátis, disponíveis em uma aba específica dentro do aplicativo.
2. Quem pode participar do programa como restaurante?
Restaurantes que vendem refeições “do dia a dia” e mantêm bons indicadores de operação estão elegíveis para aderir ao programa.
3. O frete grátis é permanente?
Sim. O iFood garante o frete gratuito de forma fixa para os pedidos feitos dentro da aba Hits.
Considerações finais
O programa Hits consolida o iFood como líder em inovação no setor de delivery no Brasil, combinando tecnologia, acessibilidade e eficiência logística. O sucesso do projeto indica que o mercado caminha para um modelo mais competitivo, focado em custo-benefício e na experiência do consumidor.
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