O acesso à educação voltou ao centro das estratégias de impacto social no Brasil, agora com foco em um público que movimenta a economia urbana todos os dias: os entregadores de aplicativos. Um levantamento interno do iFood, empresa brasileira de tecnologia, revela que 29% dos entregadores ativos na plataforma não concluíram o ensino médio. Entre os que já finalizaram essa etapa, pelo menos 69% demonstram interesse em cursar o ensino superior.
Diploma na mão: veja como entregadores podem terminar o Ensino Médio sem pagar nada em 2026
Parceria do iFood com SESI e universidades oferece EJA, cursos técnicos e graduação com mensalidades acessíveis para entregadores.
Diante desse cenário, o iFood anunciou uma parceria nacional com o SESI, a Ânima Educação e a Cogna Educação para ampliar o acesso à formação básica, técnica e superior de entregadores e de pessoas que integram o ecossistema de delivery no Brasil. A iniciativa é aberta inclusive a entregadores de outras plataformas.
Leia mais:
Abono salarial tem 7,3 milhões de consultas no primeiro dia
Por que a escolaridade dos entregadores virou prioridade
O setor de delivery cresceu de forma acelerada nos últimos anos, impulsionado por mudanças no consumo, digitalização dos serviços e expansão das plataformas de tecnologia. Esse crescimento gerou renda para milhares de pessoas, mas também expôs um desafio estrutural: parte significativa desses trabalhadores tem trajetória escolar interrompida.
A conclusão do ensino médio ainda é um divisor de águas no mercado de trabalho brasileiro. Dados recorrentes de órgãos como o IBGE mostram que maior escolaridade está associada a melhores salários e mais oportunidades formais. Nesse contexto, o iFood passa a tratar a educação como política de desenvolvimento do próprio ecossistema, não apenas como benefício isolado.
Como funciona a parceria com o SESI para a EJA
A cooperação com o SESI é voltada à Nova EJA, modelo de Educação de Jovens e Adultos que permite concluir o ensino fundamental e médio com maior flexibilidade de horários e formatos. A proposta é atender pessoas que trabalham, como é o caso dos entregadores, e não conseguem seguir o modelo escolar tradicional.
O que é a Nova EJA na prática
A Nova EJA combina:
- Trilhas de aprendizagem mais curtas e objetivas
- Possibilidade de apoio presencial em unidades do SESI
- Uso de recursos digitais para complementar os estudos
- Reconhecimento de saberes e experiências já adquiridas
Isso reduz o tempo de conclusão e facilita a adaptação à rotina de quem passa boa parte do dia na rua, fazendo entregas.
EJA profissionalizante: estudo com foco no mercado
Além da escolaridade básica, a parceria contempla a EJA Profissionalizante, que integra a conclusão dos estudos com formação técnica. Entre as áreas oferecidas estão:
- Tecnologia da informação
- Recursos humanos
- Logística
Esses cursos dialogam diretamente com setores que continuam contratando no Brasil, inclusive em empresas ligadas a comércio eletrônico, serviços e tecnologia.
Faculdade e tecnólogo com mensalidades a partir de R$ 119,90
No ensino superior, a entrada da Ânima Educação e a continuidade da parceria com a Cogna ampliam o leque de instituições e cursos.
A Ânima é proprietária de instituições como a Anhembi Morumbi e a São Judas. Já a Cogna atua, entre outras frentes, por meio da Universidade Anhanguera. Juntas, essas redes garantem acesso a:
- Cursos de graduação
- Cursos tecnólogos
- Modalidades presenciais, semipresenciais e a distância
As mensalidades partem de R$ 119,90, valor abaixo da média de muitos cursos privados no país, o que reduz uma das principais barreiras de entrada no ensino superior: o custo.
Áreas de formação com alta demanda
A grade inclui tanto áreas tradicionais quanto carreiras tecnológicas em expansão, como:
- Administração
- Ciências contábeis
- Cibersegurança
- Desenvolvimento back end
- Arquitetura de dados
Essas áreas estão alinhadas com a transformação digital das empresas e podem abrir portas fora do setor de entregas, caso o aluno deseje migrar de carreira.
Impacto socioeconômico já observado
O programa não parte do zero. Segundo o iFood, 15 mil pessoas já se formaram pelo projeto “Meu Diploma do Ensino Médio”. Entre os entregadores que concluíram estudos por meio dessas iniciativas, 45% relataram aumento real nos ganhos.
Esse dado indica que a escolaridade não gera apenas benefício simbólico, mas pode se refletir diretamente na renda. O aumento pode ocorrer de várias formas:
- Acesso a novas funções e atividades
- Melhora na organização financeira e profissional
- Entrada em cursos técnicos ou superiores que levam a novas oportunidades
Luana Ozemela, CSO e Vice Presidente de Impacto e Sustentabilidade do iFood, afirma que a educação é vista como motor de mobilidade social e de fortalecimento do ecossistema de delivery.
Quem pode participar do programa
Um dos diferenciais é que a iniciativa não é restrita a quem entrega exclusivamente pelo iFood. Entregadores de outras plataformas também podem se candidatar, ampliando o alcance social da proposta.
O público alvo inclui:
- Pessoas que não concluíram o ensino fundamental ou médio
- Entregadores que desejam fazer curso técnico
- Trabalhadores que querem iniciar a graduação ou um tecnólogo
Como se inscrever nos cursos
O processo foi estruturado para ser simples e acessível por canais digitais já usados no dia a dia dos entregadores.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Site oficial do programa
Há um portal específico de educação ligado ao iFood, onde o interessado encontra informações sobre cursos, regras e prazos. O cadastro é feito online.
Aplicativo do entregador
Dentro do app do entregador, basta acessar:
Vantagens
Educação
Ali é feita uma triagem de escolaridade para direcionar o candidato à EJA, ao curso técnico ou ao ensino superior.
WhatsApp com assistente virtual
Também é possível iniciar o atendimento via WhatsApp, pela assistente virtual Mai, no número (11) 4040 3140. O canal facilita o acesso para quem prefere resolver tudo pelo celular.
O que isso significa para o futuro do trabalho por aplicativos
A parceria sinaliza uma mudança importante: plataformas digitais passam a investir não apenas em tecnologia e logística, mas também na formação das pessoas que sustentam a operação.
No médio e longo prazo, isso pode:
- Elevar o nível de qualificação de milhares de trabalhadores
- Aumentar a renda média do grupo
- Criar trajetórias profissionais além das entregas
- Reduzir a evasão escolar entre adultos
Para o Brasil, onde milhões de pessoas interromperam os estudos para trabalhar, iniciativas que conectam renda e educação tendem a ter efeito relevante na mobilidade social.
A aposta do iFood, do SESI e dos grupos educacionais mostra que o setor privado pode atuar como ponte entre trabalhadores informais ou autônomos e o sistema educacional, ampliando oportunidades de forma prática.
Conclusão
A iniciativa do iFood com o SESI, a Ânima Educação e a Cogna Educação mostra como a educação pode se tornar uma ferramenta prática de mobilidade social. Ao facilitar a conclusão da educação básica e o acesso a cursos técnicos e superiores, o projeto enfrenta um dos principais entraves do mercado de trabalho brasileiro: a baixa escolaridade entre adultos.
Os resultados já observados, como formandos e relatos de aumento de renda, indicam que a qualificação pode transformar trajetórias profissionais e ampliar oportunidades além das entregas. Para os trabalhadores, significa mais opções de carreira. Para o país, uma força de trabalho mais preparada para a economia digital.
Não perca nenhuma oportunidade de crédito e pagamento: acesse agora nossas últimas notícias no Seu Crédito Digital.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
