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Diploma na mão: veja como entregadores podem terminar o Ensino Médio sem pagar nada em 2026

Parceria do iFood com SESI e universidades oferece EJA, cursos técnicos e graduação com mensalidades acessíveis para entregadores.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
iFood

O acesso à educação voltou ao centro das estratégias de impacto social no Brasil, agora com foco em um público que movimenta a economia urbana todos os dias: os entregadores de aplicativos. Um levantamento interno do iFood, empresa brasileira de tecnologia, revela que 29% dos entregadores ativos na plataforma não concluíram o ensino médio. Entre os que já finalizaram essa etapa, pelo menos 69% demonstram interesse em cursar o ensino superior.

Diante desse cenário, o iFood anunciou uma parceria nacional com o SESI, a Ânima Educação e a Cogna Educação para ampliar o acesso à formação básica, técnica e superior de entregadores e de pessoas que integram o ecossistema de delivery no Brasil. A iniciativa é aberta inclusive a entregadores de outras plataformas.

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Por que a escolaridade dos entregadores virou prioridade

O setor de delivery cresceu de forma acelerada nos últimos anos, impulsionado por mudanças no consumo, digitalização dos serviços e expansão das plataformas de tecnologia. Esse crescimento gerou renda para milhares de pessoas, mas também expôs um desafio estrutural: parte significativa desses trabalhadores tem trajetória escolar interrompida.

A conclusão do ensino médio ainda é um divisor de águas no mercado de trabalho brasileiro. Dados recorrentes de órgãos como o IBGE mostram que maior escolaridade está associada a melhores salários e mais oportunidades formais. Nesse contexto, o iFood passa a tratar a educação como política de desenvolvimento do próprio ecossistema, não apenas como benefício isolado.

Como funciona a parceria com o SESI para a EJA

A cooperação com o SESI é voltada à Nova EJA, modelo de Educação de Jovens e Adultos que permite concluir o ensino fundamental e médio com maior flexibilidade de horários e formatos. A proposta é atender pessoas que trabalham, como é o caso dos entregadores, e não conseguem seguir o modelo escolar tradicional.

O que é a Nova EJA na prática

A Nova EJA combina:

  • Trilhas de aprendizagem mais curtas e objetivas
  • Possibilidade de apoio presencial em unidades do SESI
  • Uso de recursos digitais para complementar os estudos
  • Reconhecimento de saberes e experiências já adquiridas

Isso reduz o tempo de conclusão e facilita a adaptação à rotina de quem passa boa parte do dia na rua, fazendo entregas.

EJA profissionalizante: estudo com foco no mercado

Além da escolaridade básica, a parceria contempla a EJA Profissionalizante, que integra a conclusão dos estudos com formação técnica. Entre as áreas oferecidas estão:

  • Tecnologia da informação
  • Recursos humanos
  • Logística

Esses cursos dialogam diretamente com setores que continuam contratando no Brasil, inclusive em empresas ligadas a comércio eletrônico, serviços e tecnologia.

Faculdade e tecnólogo com mensalidades a partir de R$ 119,90

No ensino superior, a entrada da Ânima Educação e a continuidade da parceria com a Cogna ampliam o leque de instituições e cursos.

A Ânima é proprietária de instituições como a Anhembi Morumbi e a São Judas. Já a Cogna atua, entre outras frentes, por meio da Universidade Anhanguera. Juntas, essas redes garantem acesso a:

  • Cursos de graduação
  • Cursos tecnólogos
  • Modalidades presenciais, semipresenciais e a distância

As mensalidades partem de R$ 119,90, valor abaixo da média de muitos cursos privados no país, o que reduz uma das principais barreiras de entrada no ensino superior: o custo.

Áreas de formação com alta demanda

A grade inclui tanto áreas tradicionais quanto carreiras tecnológicas em expansão, como:

  • Administração
  • Ciências contábeis
  • Cibersegurança
  • Desenvolvimento back end
  • Arquitetura de dados

Essas áreas estão alinhadas com a transformação digital das empresas e podem abrir portas fora do setor de entregas, caso o aluno deseje migrar de carreira.

Impacto socioeconômico já observado

O programa não parte do zero. Segundo o iFood, 15 mil pessoas já se formaram pelo projeto “Meu Diploma do Ensino Médio”. Entre os entregadores que concluíram estudos por meio dessas iniciativas, 45% relataram aumento real nos ganhos.

Esse dado indica que a escolaridade não gera apenas benefício simbólico, mas pode se refletir diretamente na renda. O aumento pode ocorrer de várias formas:

  • Acesso a novas funções e atividades
  • Melhora na organização financeira e profissional
  • Entrada em cursos técnicos ou superiores que levam a novas oportunidades

Luana Ozemela, CSO e Vice Presidente de Impacto e Sustentabilidade do iFood, afirma que a educação é vista como motor de mobilidade social e de fortalecimento do ecossistema de delivery.

Quem pode participar do programa

Um dos diferenciais é que a iniciativa não é restrita a quem entrega exclusivamente pelo iFood. Entregadores de outras plataformas também podem se candidatar, ampliando o alcance social da proposta.

O público alvo inclui:

  • Pessoas que não concluíram o ensino fundamental ou médio
  • Entregadores que desejam fazer curso técnico
  • Trabalhadores que querem iniciar a graduação ou um tecnólogo

Como se inscrever nos cursos

O processo foi estruturado para ser simples e acessível por canais digitais já usados no dia a dia dos entregadores.

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Site oficial do programa

Há um portal específico de educação ligado ao iFood, onde o interessado encontra informações sobre cursos, regras e prazos. O cadastro é feito online.

Aplicativo do entregador

Dentro do app do entregador, basta acessar:

Vantagens
Educação

Ali é feita uma triagem de escolaridade para direcionar o candidato à EJA, ao curso técnico ou ao ensino superior.

WhatsApp com assistente virtual

Também é possível iniciar o atendimento via WhatsApp, pela assistente virtual Mai, no número (11) 4040 3140. O canal facilita o acesso para quem prefere resolver tudo pelo celular.

O que isso significa para o futuro do trabalho por aplicativos

A parceria sinaliza uma mudança importante: plataformas digitais passam a investir não apenas em tecnologia e logística, mas também na formação das pessoas que sustentam a operação.

No médio e longo prazo, isso pode:

  • Elevar o nível de qualificação de milhares de trabalhadores
  • Aumentar a renda média do grupo
  • Criar trajetórias profissionais além das entregas
  • Reduzir a evasão escolar entre adultos

Para o Brasil, onde milhões de pessoas interromperam os estudos para trabalhar, iniciativas que conectam renda e educação tendem a ter efeito relevante na mobilidade social.

A aposta do iFood, do SESI e dos grupos educacionais mostra que o setor privado pode atuar como ponte entre trabalhadores informais ou autônomos e o sistema educacional, ampliando oportunidades de forma prática.

Conclusão

A iniciativa do iFood com o SESI, a Ânima Educação e a Cogna Educação mostra como a educação pode se tornar uma ferramenta prática de mobilidade social. Ao facilitar a conclusão da educação básica e o acesso a cursos técnicos e superiores, o projeto enfrenta um dos principais entraves do mercado de trabalho brasileiro: a baixa escolaridade entre adultos.

Os resultados já observados, como formandos e relatos de aumento de renda, indicam que a qualificação pode transformar trajetórias profissionais e ampliar oportunidades além das entregas. Para os trabalhadores, significa mais opções de carreira. Para o país, uma força de trabalho mais preparada para a economia digital.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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