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iFood e empresas do setor discutem inovação e futuro da alimentação em Rio Preto

Acirp Conecta reúne iFood, Bella Capri, Porecatu e Sinhores em Rio Preto para discutir delivery, dados, franquias e novos hábitos de consumo.

Bruna MachadoPor Bruna Machado··13 min de leitura
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Escolher um prato, definir seu preço e decidir onde vendê-lo já não dependem apenas da experiência do empresário. Aplicativos de entrega, inteligência artificial e dados sobre o consumidor estão mudando a forma como restaurantes, mercados e franquias tomam decisões.

Essas transformações estarão no centro da quinta edição do Acirp Conecta, marcada para 3 de setembro, em São José do Rio Preto. O encontro reunirá representantes do iFood, Bella Capri, Porecatu e do setor regional de hotelaria e gastronomia.

Com o tema “O Novo Cardápio dos Negócios”, o evento pretende discutir como tecnologia, comportamento do consumidor, logística e novos modelos de expansão afetam toda a cadeia de alimentos e bebidas.

O assunto interessa tanto a grandes redes quanto ao pequeno restaurante de bairro. Em um mercado com margens apertadas e alta concorrência, compreender o cliente pode ser tão importante quanto oferecer um bom produto.

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Quando e onde será o Acirp Conecta?

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A quinta edição do Acirp Conecta será realizada em 3 de setembro de 2026, das 18h30 às 22h, no Auditório Acirp Anatol Konarski.

O espaço fica na Avenida Bady Bassitt, número 4.052, no Jardim Alto Rio Preto, em São José do Rio Preto.

A participação é gratuita para associados da Associação Comercial e Empresarial de São José do Rio Preto, a Acirp. Para quem não é associado, o ingresso custa R$ 250.

As vagas são limitadas e as inscrições são realizadas pela plataforma indicada pela organização. As informações de data, horário, local e investimento constam na agenda oficial da Acirp e na página do evento.

Quem participará do debate?

O encontro colocará no mesmo palco profissionais que observam o mercado da alimentação por perspectivas diferentes.

O iFood representará o ambiente das plataformas digitais, que concentra informações sobre pedidos, horários, localização, frequência de compra e desempenho de promoções.

O Porecatu levará a visão do varejo físico e da integração entre supermercado, fornecedores e canais digitais. A Bella Capri participará com a experiência de uma rede que cresceu pelo modelo de franquias.

O Sinhores, ligado aos setores de hotelaria, gastronomia e turismo, abordará a realidade dos bares, restaurantes, hotéis e demais negócios que dependem da circulação de consumidores na região.

Representantes do iFood

A plataforma será representada por Victória Fávaro, executiva de contas estratégicas responsável pelo desenvolvimento da operação em São José do Rio Preto, e Mariana Zaidan Ribeiro, key account nacional da empresa.

A participação deve abordar como dados sobre pedidos podem ajudar os estabelecimentos a identificar preferências, horários mais movimentados e mudanças no consumo.

Visão do varejo com o Porecatu

Eduardo Pinheiro da Silva, diretor comercial do Porecatu, representará o setor supermercadista.

Entre os temas previstos estão experiência de compra, integração entre lojas físicas e canais digitais, negociação com fornecedores e mudanças no comportamento de quem frequenta supermercados.

Franquias e expansão com a Bella Capri

A mediação será conduzida por Guto Covizzi, CEO da Bella Capri e diretor regional da Associação Brasileira de Franchising.

A experiência da rede será utilizada para discutir expansão, padronização das unidades, uso de tecnologia e preservação da identidade da marca.

Hotelaria, turismo e gastronomia

Ronaldo Couto, presidente do Conselho Municipal de Turismo de São José do Rio Preto e diretor do Sinhores, apresentará a perspectiva dos negócios ligados à gastronomia, hotelaria e turismo.

Essas atividades estão conectadas porque eventos, viagens e circulação regional ampliam o consumo em restaurantes, bares, hotéis e serviços de alimentação.

Por que o setor de alimentação está passando por uma transformação?

O mercado sempre acompanhou mudanças sociais, mas a velocidade atual é diferente. O consumidor consegue comparar preços, consultar avaliações e receber uma refeição sem sair de casa.

Ao mesmo tempo, aplicativos e sistemas de gestão registram uma quantidade de informações que antes não estava disponível para os pequenos negócios.

O desafio deixou de ser apenas coletar dados. Agora, o empresário precisa transformar esses registros em decisões práticas sobre cardápio, estoque, promoção, atendimento e preço.

A digitalização também aumentou a concorrência. Um restaurante de bairro não disputa mais clientes somente com os estabelecimentos da mesma rua. Dentro de um aplicativo, ele pode aparecer ao lado de dezenas de opções instaladas em diferentes regiões da cidade.

Qual é o tamanho do mercado de alimentação fora do lar?

A alimentação fora do lar, também chamada de food service, inclui restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, cafeterias, cozinhas de delivery e outros estabelecimentos que vendem alimentos prontos para consumo.

Em 2025, esse mercado movimentou R$ 287,9 bilhões em vendas no Brasil, segundo a segunda edição do estudo ID Food Service, elaborado pela Wise Sales em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, a ABIA.

O segmento representou 28,3% do faturamento da indústria de alimentos no mercado interno.

O país encerrou 2025 com 1.199.142 estabelecimentos ativos de food service. Desse total, 864.123 eram pequenos negócios, equivalentes a pouco mais de 72%.

Os números mostram por que as mudanças tecnológicas não afetam somente grandes redes. A maior parte do setor é formada por pequenos empreendedores, que precisam decidir diariamente quanto comprar, produzir e cobrar.

Setor cresce, mas também registra muitos fechamentos

O tamanho do mercado não significa que todos os estabelecimentos estejam conseguindo obter lucro.

O estudo ID Food Service mostra que 420.093 empresas do segmento foram abertas em 2025, enquanto 277.187 encerraram suas atividades.

Entre os novos negócios, 354.206 eram microempreendedores individuais, os MEIs. Eles representaram mais de 84% das aberturas do ano.

A entrada no setor costuma ser facilitada por modelos mais enxutos, como produção em casa, venda por encomenda ou operação voltada exclusivamente ao delivery.

O problema aparece na permanência. Dos estabelecimentos fechados em 2025, 220.563 eram MEIs. Isso indica que abrir um negócio de alimentação é relativamente acessível, mas mantê-lo exige controle rigoroso de custos, demanda e fluxo de caixa.

Como os dados podem ajudar restaurantes e mercados?

Dados são registros gerados pelas atividades do negócio. Eles podem mostrar o que foi vendido, quando a compra aconteceu, qual foi o valor médio e se o consumidor voltou.

Um restaurante pode descobrir, por exemplo, que vende mais pratos individuais no almoço e porções maiores no fim da semana. A partir disso, consegue ajustar a produção e reduzir desperdícios.

Entre as informações úteis estão:

  • produtos mais pedidos;
  • horários de maior movimento;
  • ticket médio;
  • frequência de recompra;
  • bairros com mais pedidos;
  • desempenho de promoções;
  • índice de cancelamentos;
  • tempo de preparo;
  • desperdício de ingredientes;
  • avaliação dos clientes.

A análise não precisa começar com um sistema sofisticado. Uma planilha organizada já pode mostrar quais produtos têm boa saída e quais ocupam espaço no estoque sem gerar retorno.

Dados podem mudar o cardápio?

Sim, mas não devem ser a única referência.

Um item que vende pouco pode estar mal descrito, com foto inadequada ou preço incompatível com o público. Retirá-lo imediatamente talvez esconda o verdadeiro problema.

O empresário pode testar pequenas mudanças antes de alterar todo o cardápio. É possível ajustar a imagem, mudar a descrição, criar um combo ou oferecer o produto em outro horário.

Os dados ajudam a medir o resultado desses testes. Em vez de decidir apenas pela impressão de que “o cliente não gostou”, o negócio consegue comparar pedidos, custos e avaliações.

A experiência da equipe continua importante. Números mostram o que ocorreu, mas funcionários e clientes podem explicar por que aconteceu.

Como a tecnologia ajuda a prever a demanda?

Previsão de demanda é uma estimativa de quanto o estabelecimento poderá vender em determinado período.

Um restaurante pode usar o histórico para perceber que os pedidos aumentam em dias chuvosos ou em noites de jogos importantes. Um supermercado pode prever maior procura por bebidas e carnes antes de um feriado.

Sistemas mais avançados combinam diferentes informações, como:

  • vendas anteriores;
  • dia da semana;
  • horário;
  • clima;
  • feriados;
  • eventos locais;
  • promoções;
  • disponibilidade de produtos.

A inteligência artificial pode identificar padrões difíceis de perceber manualmente. Isso ajuda a planejar compras, organizar equipes e reduzir falta ou sobra de alimentos.

A previsão nunca é perfeita. Por isso, deve apoiar a decisão humana, e não substituir completamente a experiência do gestor.

Delivery aumenta vendas, mas exige atenção à margem

Os aplicativos permitem que um restaurante alcance clientes que talvez nunca passassem pela sua porta. Também oferecem estrutura para pagamento, exposição do cardápio e, em alguns modelos, logística de entrega.

Em contrapartida, existem comissões, taxas, promoções e custos com embalagem. Se esses gastos não forem incluídos no preço, o aumento do número de pedidos pode ocorrer sem crescimento do lucro.

Esse é um dos principais enganos no delivery: confundir faturamento com resultado.

Faturamento é tudo o que o estabelecimento vende. Lucro é o valor que sobra depois de descontar ingredientes, embalagens, taxas, mão de obra, impostos, aluguel e demais despesas.

Um prato vendido por R$ 40 não gera R$ 40 de ganho. Dependendo dos custos, apenas uma parcela pequena permanecerá com o restaurante.

O preço deve ser diferente no aplicativo?

A definição depende da estratégia, dos contratos e dos custos de cada canal.

O delivery pode exigir embalagem resistente, comissão da plataforma e cuidados adicionais para evitar que o produto perca qualidade durante o transporte. Esses custos precisam aparecer na formação do preço.

Simplesmente aumentar todos os valores, porém, pode afastar o consumidor. O cliente compara opções com facilidade e considera também entrega, descontos e tempo estimado.

Uma alternativa é criar produtos específicos para o delivery. Combos, porções e embalagens próprias podem melhorar a margem sem replicar exatamente o cardápio do salão.

O importante é calcular quanto sobra em cada pedido. Vender muito um produto com margem negativa apenas amplia o prejuízo.

O que é omnicanalidade no varejo?

Omnicanalidade é a integração entre diferentes canais de venda e atendimento.

No supermercado, o consumidor pode consultar produtos pelo aplicativo, fazer o pedido pela internet, retirar na loja ou receber em casa. Ele espera encontrar preços, estoque e atendimento coerentes em todos esses pontos.

A integração exige que os sistemas conversem entre si. Um produto oferecido no aplicativo não pode aparecer como disponível se já acabou na loja.

Para o varejista, a omnicanalidade permite compreender melhor a jornada de compra. O cliente pode pesquisar digitalmente e finalizar a aquisição no estabelecimento físico, ou fazer o caminho contrário.

Esse será um dos temas associados à participação do Porecatu no Acirp Conecta.

Por que as franquias entram nessa discussão?

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O sistema de franquias permite expandir uma marca por meio de unidades operadas por investidores independentes, seguindo regras definidas pela franqueadora.

Na alimentação, a padronização é decisiva. O cliente espera encontrar sabor, atendimento e qualidade semelhantes em qualquer unidade.

A tecnologia pode ajudar a acompanhar:

  • tempo de preparo;
  • padrão dos produtos;
  • avaliações dos consumidores;
  • vendas por unidade;
  • desperdício;
  • estoque;
  • treinamento das equipes;
  • campanhas promocionais.

O desafio é padronizar sem ignorar características locais. Uma promoção eficiente em uma grande capital pode não ter o mesmo resultado em uma cidade do interior.

O Acirp Conecta deve abordar como redes podem crescer mantendo identidade e controle operacional, tema relacionado à experiência da Bella Capri.

Mudanças de consumo vão além do aplicativo

Conveniência é uma parte importante do comportamento atual, mas não é a única.

O consumidor também presta mais atenção à composição dos alimentos, ao tamanho das porções, à procedência dos ingredientes e às práticas ambientais do estabelecimento.

Outros públicos valorizam preço, rapidez ou possibilidade de personalização. Isso cria um mercado fragmentado, no qual diferentes consumidores procuram experiências distintas.

Entre as tendências que influenciam o setor estão:

  • refeições práticas;
  • opções saudáveis;
  • cardápios personalizados;
  • redução de desperdício;
  • embalagens mais sustentáveis;
  • retirada rápida no estabelecimento;
  • programas de fidelidade;
  • integração entre salão e delivery;
  • experiências gastronômicas ligadas ao turismo.

O negócio não precisa seguir todas as tendências. O mais importante é identificar quais fazem sentido para seu público e sua capacidade operacional.

O que empresários podem levar do encontro?

A programação é voltada a donos de bares e restaurantes, franqueados, varejistas, representantes da indústria, profissionais de vendas e gestores.

O evento também pode interessar a empreendedores que ainda estão estruturando um negócio no setor.

Antes de participar, vale preparar perguntas objetivas:

  • Quais produtos realmente geram margem?
  • Como reduzir desperdício sem faltar mercadoria?
  • Quais dados devem ser acompanhados toda semana?
  • Como medir o resultado de uma promoção?
  • O delivery está trazendo lucro ou apenas faturamento?
  • Quando vale a pena abrir outra unidade?
  • Como integrar loja física, aplicativo e WhatsApp?
  • Como proteger os dados dos clientes?

Essas perguntas ajudam a transformar tendências amplas em decisões aplicáveis à realidade de cada empresa.

O futuro da alimentação também será regional

São José do Rio Preto possui influência econômica sobre diversos municípios do noroeste paulista. A cidade concentra comércio, serviços, saúde, eventos, turismo de negócios e gastronomia.

Por isso, mudanças no consumo regional afetam uma cadeia ampla. Um congresso pode aumentar a ocupação de hotéis, o movimento de restaurantes e a demanda por transporte e serviços.

Ao reunir delivery, supermercado, franquias e hotelaria, o Acirp Conecta pretende aproximar diferentes partes dessa cadeia.

O evento não deverá oferecer uma solução única para todos os negócios. A principal contribuição pode estar na comparação entre experiências e na compreensão de que dados, tecnologia e comportamento já fazem parte da gestão do setor.

Para quem deseja participar, o próximo passo é verificar a disponibilidade de vagas e realizar a inscrição antecipadamente. O encontro está marcado para 3 de setembro, a partir das 18h30, no Auditório Acirp Anatol Konarski.

Perguntas frequentes sobre o Acirp Conecta

Vale-refeição
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Quando será o Acirp Conecta V?

O evento será realizado em 3 de setembro de 2026, das 18h30 às 22h.

Onde acontecerá o encontro?

No Auditório Acirp Anatol Konarski, localizado na Avenida Bady Bassitt, 4.052, Jardim Alto Rio Preto, em São José do Rio Preto.

Quem participará do evento?

A programação terá representantes do iFood, Porecatu, Bella Capri, Sinhores e Conselho Municipal de Turismo.

Qual será o tema da quinta edição?

O tema será “O Novo Cardápio dos Negócios”, com debates sobre dados, tecnologia, delivery, varejo, franquias e comportamento do consumidor.

A inscrição é gratuita?

Associados da Acirp podem participar gratuitamente. Para não associados, o ingresso custa R$ 250.

Para quem o evento é indicado?

O encontro é voltado a empresários, gestores, donos de bares e restaurantes, franqueados, varejistas, representantes da indústria e profissionais de vendas.

O que é food service?

Food service é o mercado de alimentação preparada fora de casa, incluindo restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, cafeterias e operações de delivery.

É necessário ter uma empresa para participar?

A programação também pode interessar a profissionais e pessoas que planejam empreender. A participação está sujeita à inscrição e à disponibilidade de vagas.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

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