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iFood mira compra da Alelo em disputa estratégica pelo vale-refeição

iFood avança em negociações para comprar a Alelo, maior empresa de VR e VA, em meio a mudanças no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa5 min de leitura
Ifood

Após anos tentando se estabelecer como alternativa entre as administradoras de benefícios, o aplicativo de entregas iFood se prepara para um dos movimentos mais ousados do setor: a aquisição da Alelo, líder no mercado de vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA).

A informação foi revelada pelo jornal Valor Econômico e confirmada por outras fontes do mercado. A negociação ocorre em um momento de transformação profunda nas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), que poderá redefinir completamente o cenário competitivo.

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A Alelo no centro da disputa

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Imagem: Postmodern Studio/shutterstock.com

Criada em 2003, a Alelo é uma joint venture entre o Bradesco e o Banco do Brasil, por meio da EloPar. Ela detém a maior fatia do setor de benefícios, com ampla rede de aceitação e milhões de usuários.

Entre seus produtos estão o Alelo Refeição, Alelo Alimentação, Alelo Mobilidade e soluções para empresas, além de parcerias com supermercados, farmácias e postos de combustível. Sua presença consolidada atrai o interesse do iFood, que enxerga ali uma ponte para expandir sua atuação no universo dos benefícios corporativos.

Por que o iFood quer entrar no mercado de benefícios?

Fortalecer o ecossistema de entregas e fidelização

A entrada do iFood no setor de benefícios corporativos pode reforçar seu ecossistema e garantir maior fidelização de clientes. Ao controlar diretamente a emissão de VRs e VAs, o app poderia oferecer benefícios integrados a usuários e empresas parceiras.

Concorrência direta com administradoras tradicionais

Nos últimos anos, o iFood lançou iniciativas como o iFood Benefícios, aceito por diversos restaurantes, mas com alcance limitado frente à gigantes como Sodexo, VR Benefícios e a própria Alelo.

Ao adquirir a líder de mercado, o app poderia finalmente romper o bloqueio das redes tradicionais, que por vezes limitaram sua entrada no setor sob justificativas técnicas ou contratuais.

PAT e a nova interoperabilidade

Em 2022, o governo sancionou novas regras para o setor, exigindo maior transparência, menor cobrança de taxas e o fim da exclusividade de bandeiras.

O que é a interoperabilidade?

A interoperabilidade permitirá que o trabalhador use seu cartão de alimentação em qualquer estabelecimento, independentemente da bandeira emissora.

Essa medida promete quebrar o domínio das grandes empresas e abrir o mercado para novos players — o que pode beneficiar iniciativas como o iFood Benefícios, hoje limitado por barreiras técnicas e comerciais.

Como o governo atua nesse cenário?

Pressão por regras mais justas

O governo federal tem mantido diálogo com empresas para implementar a interoperabilidade. A proposta é garantir mais liberdade de escolha aos trabalhadores e mais concorrência entre os emissores.

A Secretaria de Inspeção do Trabalho já estuda diretrizes para viabilizar a mudança técnica entre sistemas. A expectativa é de que a nova regulamentação entre em vigor ainda em 2025.

Interesse público e benefícios fiscais

Outro ponto central é o uso de incentivos fiscais. Empresas cadastradas no PAT recebem deduções no Imposto de Renda. No entanto, a concessão do benefício passará a depender da adesão às novas regras de interoperabilidade.

Ou seja: quem não se adaptar, poderá perder o incentivo.

O impacto para consumidores e empresas

iFood
Imagem: lovelyday12 / shutterstock.com

O que muda para o trabalhador?

Com a possível compra da Alelo pelo iFood e a nova interoperabilidade, o trabalhador poderá:

  • usar seu cartão em mais estabelecimentos;
  • contar com taxas menores;
  • ter acesso a promoções e integrações com aplicativos como o próprio iFood.

Como as empresas serão afetadas?

As empresas que oferecem benefícios aos seus funcionários podem se beneficiar da concorrência, com:

  • taxas administrativas mais competitivas;
  • maior variedade de opções de prestadores;
  • integração de benefícios com plataformas de RH e apps de entrega.

Reações do mercado

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Concorrência atenta ao movimento

Outras gigantes do setor, como Sodexo e VR Benefícios, observam com atenção as negociações. Uma eventual fusão entre iFood e Alelo criaria uma potência com capilaridade nacional e forte presença digital.

Fontes próximas ao setor apontam que empresas rivais podem pressionar por uma análise mais rígida do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que terá papel central na aprovação da operação.

Cade deve analisar concentração de mercado

Por se tratar da maior empresa de benefícios do Brasil sendo adquirida por uma big tech nacional, é provável que o Cade exija compromissos para evitar abusos de posição dominante.

O que acontece agora?

As negociações seguem em ritmo avançado, mas ainda sem confirmação oficial das partes. A expectativa é de que o anúncio definitivo ocorra até o fim do terceiro trimestre de 2025.

Em paralelo, o governo trabalha na regulamentação técnica da interoperabilidade. Caso as duas frentes avancem simultaneamente, o setor de benefícios poderá passar por sua maior transformação desde a criação do PAT, em 1976.

O que esperar para o futuro?

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Imagem: Freepik e Canva

Um novo paradigma para benefícios corporativos

Se confirmada, a aquisição da Alelo pelo iFood pode inaugurar uma nova era nos benefícios corporativos. As mudanças previstas na legislação e o avanço tecnológico têm potencial para:

  • descentralizar o mercado;
  • tornar os benefícios mais acessíveis e inteligentes;
  • permitir a entrada de novos emissores digitais.

Integração com superapps e plataformas de consumo

O modelo que se desenha no horizonte é o da integração total dos benefícios ao cotidiano dos trabalhadores. Imagine, por exemplo, um cartão alimentação que permite compras no supermercado, pedidos pelo iFood, cupons em farmácias e cashback automático.

Com a digitalização em alta, essa integração parece cada vez mais próxima — e o iFood se posiciona para liderar esse processo.

Conclusão

A possível aquisição da Alelo pelo iFood representa um marco estratégico no setor de benefícios corporativos no Brasil. Em um momento de transformações regulatórias e tecnológicas, essa movimentação pode acelerar a digitalização, aumentar a concorrência e beneficiar tanto trabalhadores quanto empresas com mais opções e melhores condições. Resta acompanhar os desdobramentos das negociações e a implementação da interoperabilidade para entender o real impacto dessa mudança no mercado.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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