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IGP-10 de agosto: queda nos preços de alimentos e gasolina alivia inflação ao consumidor

Em agosto, o IGP-10 registrou alívio na inflação ao consumidor com queda nos preços da gasolina e de alimentos como batata, cebola e manga.

Avatar de Helena Serpa Helena Serpa · · 3 min de leitura
Cesta de compras em meio a vários tipos de alimentos com uma nota de 100 reais dentro Lula alimentos igp-10

Em agosto, a inflação ao consumidor medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) apresentou sinais de alívio devido à redução nos preços de alimentos e gasolina, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira, 18. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) registrou aumento de 0,18%, levemente acima da alta de 0,13% observada em julho, indicando aceleração moderada frente ao mês anterior.

Queda nos preços

LCAs preço dos alimentos igp-10
Imagem: bearfotos – freepik

Entre os principais itens que ajudaram a conter a pressão inflacionária em agosto estão:

Leia mais: IBGE divulga IPCA de julho com alta de 0,26% nos preços

  • Gasolina: -0,84%
  • Batata-inglesa: -22,62%
  • Cebola: -17,20%
  • Passagem aérea: -2,14%
  • Manga: -15,27%

A deflação em alimentos e combustíveis ajudou a compensar os reajustes em outros setores, proporcionando um respiro para o bolso do consumidor.

Itens que pressionaram a inflação

Entre os principais estão:

  • Jogos lotéricos: 16,62%
  • Aluguel residencial: 0,76%
  • Tarifa de eletricidade residencial: 0,74%
  • Produtos de higiene e beleza (xampu, condicionador e creme): 4,43%
  • Protetores para a pele: 6,88%

Desempenho por grupos de despesa

Grupo de despesaJulho (%)Agosto (%)
Saúde e Cuidados Pessoais0,040,78
Despesas Diversas0,171,30
Comunicação-0,26-0,01
Vestuário-0,150,04
Educação, Leitura e Recreação0,88-0,09
Transportes-0,12-0,27
Alimentação-0,12-0,26

Impacto do IGP-10 na economia e no consumidor

O IGP-10 é um dos principais indicadores de inflação no Brasil e serve como referência para reajustes de contratos, tarifas públicas e preços de aluguel.

Para o consumidor, isso significa que alguns produtos essenciais, como batata, cebola, manga e gasolina, ficaram mais acessíveis, apesar do aumento em outros itens como jogos lotéricos, eletricidade residencial e produtos de higiene pessoal.

O papel dos alimentos na inflação

A alimentação é um dos itens mais sensíveis do IPC-10, pois representa grande parte do orçamento familiar. Em agosto, o destaque foi a queda significativa em hortaliças e frutas, como batata, cebola e manga, que ajudou a reduzir a variação geral do índice.

Combustíveis e transporte

A gasolina apresentou deflação de 0,84%, enquanto as passagens aéreas caíram 2,14%.

Saúde, beleza e despesas diversas

Apesar do alívio em alimentos e combustíveis, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais e Despesas Diversas registraram altas expressivas. Produtos como protetores solares e cosméticos, além de serviços relacionados a cuidados pessoais, tiveram aumento relevante, pressionando o índice.

Expectativas para os próximos meses

Inflação medida pelo IGP-10 cresce 2,48% no mês de abril, afirma FGV
Imagem: Lightspring / Shutterstock.com

Especialistas indicam que a inflação deve permanecer sob vigilância, com oscilações em função da oferta de alimentos, combustíveis e tarifas públicas. Ajustes sazonais, políticas econômicas e variações cambiais podem influenciar os preços, mantendo a atenção de economistas e consumidores.

Perguntas frequentes (FAQ)

Quais itens tiveram maior queda de preços?
Batata-inglesa (-22,62%), cebola (-17,20%), manga (-15,27%), gasolina (-0,84%) e passagens aéreas (-2,14%).

Quais itens pressionaram a inflação?
Jogos lotéricos (16,62%), aluguel residencial (0,76%), tarifa de eletricidade residencial (0,74%) e produtos de higiene pessoal, como xampu e protetores solares (4,43% e 6,88%).

Como o IGP-10 afeta o consumidor?
Ele serve como referência para reajustes de contratos, tarifas públicas e aluguel, impactando diretamente o custo de vida das famílias.

Por que a deflação em alimentos é relevante?
Alimentos representam grande parte do orçamento doméstico, então quedas nesses preços aliviam a pressão inflacionária sobre os consumidores.

Considerações finais

Em síntese, agosto apresentou sinais de alívio na inflação, mas a trajetória futura dependerá de fatores como políticas públicas, oferta de alimentos, flutuações nos combustíveis e comportamento do consumo, mantendo atenção tanto para consumidores quanto para especialistas em economia.

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