A Prefeitura de Florianópolis atualizou o conjunto de normas que regulamenta o acesso à Ilha do Campeche para a temporada de verão 2025/2026. Entre as principais mudanças está a criação de uma tarifa de R$ 15, que passa a ser cobrada tanto de moradores quanto de turistas, além de ajustes no transporte, no processo de embarque e no gerenciamento do fluxo diário de visitantes.
Ilha do Campeche terá cobrança de taxa; turistas precisam se preparar
Ilha do Campeche terá novas regras, taxa de R$15 e limite diário em 2026. Veja como funciona o cadastro e o transporte autorizado para visitantes.
As novas medidas integram oficialmente a Operação Verão e, segundo o município, têm como objetivo preservar a integridade ambiental do Monumento Natural Municipal da Ilha do Campeche, tombado desde o ano 2000 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A fiscalização será reforçada por diversas secretarias, incluindo Infraestrutura e Manutenção Pública, Segurança e Ordem Pública, além da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram).
A seguir, veja todos os detalhes atualizados para quem pretende visitar o destino considerado um dos mais belos pontos turísticos de Florianópolis.
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Tarifa obrigatória para acesso e sistema de cadastro
Uma das principais mudanças anunciadas é a cobrança da tarifa de R$ 15 para todos os visitantes. A cobrança, segundo a prefeitura, servirá para custear ações de preservação, apoiar o manejo ambiental e reforçar o controle de acesso.
O visitante agora precisa realizar um cadastro prévio no site oficial da prefeitura, além de adquirir o bilhete virtual do transporte. Só depois de preencher esses requisitos o acesso será autorizado.
Como funciona o novo sistema de bilhete e cadastro
O novo modelo visa aumentar a segurança e garantir maior controle sobre o número de pessoas que entram diariamente na ilha. O bilhete eletrônico contém informações como dados pessoais do visitante, data escolhida para a visita e a associação de transporte responsável pelo deslocamento. Dessa forma, a prefeitura consegue rastrear fluxos, evitar superlotação e manter um registro mais preciso da visitação.
Limite diário de visitantes permanece ativo
Mesmo com as atualizações, permanece a regra que limita a entrada de turistas a 800 pessoas por dia. Esse número é considerado o máximo suportado pela ilha sem comprometer o equilíbrio ambiental.
Para atender à determinação, cada associação de transporte náutico possui um limite específico de autorizações.
Distribuição de autorizações por associação
A prefeitura publicou os seguintes limites diários:
Associação dos Pescadores Artesanais da Praia da Armação – APAAPS
Limite diário de 410 autorizações. Essa é a entidade com maior capacidade de transporte, atendendo tradicionalmente a maior parte dos visitantes.
Associação Couto de Magalhães de Preservação da Ilha do Campeche – ACOMPECHE
Limite diário de 62 autorizações.
Associação das Empresas de Transporte Náutico da Barra da Lagoa – ATBL
Limite diário de 135 autorizações.
Associação dos Barqueiros de Transportes da Praia do Campeche – ABTC
Limite diário de 73 autorizações.
Outros e meios próprios
Inclui pequenas embarcações, transportes independentes e acesso via pranchas, caiaques ou a nado.
Limite de 120 autorizações.
Transporte autorizado e embarque controlado
A partir da nova regulamentação, o transporte comercial só poderá ser realizado por embarcações previamente autorizadas e credenciadas. O uso irregular de barcos para transporte de visitantes será alvo de fiscalização intensiva.
Horário permitido para embarque e desembarque
O embarque e desembarque só podem ocorrer entre 9h e 17h. A regra vale para todas as embarcações, sejam elas comerciais, particulares ou de acesso por meios alternativos.
Regras para visitantes que optam por caiaque, prancha ou natação
O acesso por meios próprios continua permitido, porém segue as mesmas exigências do transporte comercial:
– cadastro prévio
– autorização de limite diário
– respeito às áreas delimitadas de chegada
– cumprimento das normas de segurança e preservação
Preservação ambiental é prioridade na nova regulamentação
A atualização traz uma série de regras focadas na proteção das áreas naturais da ilha, considerada patrimônio arqueológico e ambiental.
Proibição de desembarque em áreas de risco
O texto oficial determina que visitantes não podem desembarcar em locais considerados perigosos ou sensíveis sem a presença de um monitor credenciado pelo Instituto Ilha do Campeche. Isso inclui trechos de costões, áreas com forte correnteza ou locais não designados para acesso.
Controle de lixo e itens proibidos
Os transportadores devem orientar os turistas para que não deixem lixo ou qualquer tipo de resíduo na ilha. Também está proibido o desembarque de:
– animais
– plantas
– equipamentos que possam causar impacto ambiental
– itens poluentes ou de difícil controle
A recomendação reforça a política de “mínimo impacto”, adotada pela gestão do entorno natural da ilha.
Comércio e atividades proibidas na Ilha do Campeche
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Para preservar o ambiente, a comercialização de serviços e produtos dentro da ilha está proibida. Isso inclui:
– aluguel de equipamentos aquáticos
– venda de alimentos, bebidas ou souvenires
– oferta de atividades recreativas pagas
– uso de aparelhos de som, exceto em emergências
A norma é válida tanto na área terrestre quanto nas zonas marinhas próximas, incluindo a área de fundeio.
Responsabilidades dos transportadores
Além de cumprir todas as exigências ambientais, as associações de transporte têm obrigações ampliadas na nova regulamentação.
Placas informativas e orientação obrigatória
Cada ponto de embarque deve conter placas informativas sobre:
– limites de visitantes
– regras de conduta
– horários oficiais
– trilhas liberadas ou interditadas
Os transportadores também são responsáveis por consultar a equipe de monitoramento antes de permitir o embarque, verificando se há alterações nas trilhas abertas ou se alguma área está momentaneamente fechada.
Fiscalização reforçada durante toda a temporada
A prefeitura anunciou que a fiscalização ocorrerá tanto presencialmente quanto por meio de tecnologias.
Uso de câmeras e drones
Câmeras instaladas na Ilha do Campeche são monitoradas pelas equipes de fiscalização. Além disso, drones poderão ser utilizados para acompanhar pontos de difícil acesso, monitorar o fluxo de visitantes e identificar possíveis descumprimentos das regras.
Fiscalização em diferentes momentos da visita
A abordagem pode acontecer:
– no embarque
– durante o deslocamento
– no desembarque
– em trilhas ou áreas de permanência
O foco principal será garantir que todos estejam cumprindo os requisitos de segurança, respeitando o limite de visitantes e preservando o ambiente.
Objetivo das novas medidas: turismo sustentável em 2026
Com o aumento do fluxo de turistas durante o verão e o crescimento da procura pela Ilha do Campeche, as novas regras reforçam a preocupação do município com a preservação ambiental. O controle rígido de visitantes, a cobrança da tarifa e o uso de tecnologia para fiscalização são considerados pilares essenciais para evitar superlotação e reduzir impactos ao patrimônio natural e arqueológico.
A expectativa da prefeitura é que o modelo adotado sirva como referência de turismo sustentável em 2026, preservando um dos pontos mais icônicos da capital catarinense.
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