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Ilha do Campeche terá cobrança de taxa; turistas precisam se preparar

Ilha do Campeche terá novas regras, taxa de R$15 e limite diário em 2026. Veja como funciona o cadastro e o transporte autorizado para visitantes.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto6 min de leitura
Ilha do Campeche terá cobrança de taxa; turistas precisam se preparar

A Prefeitura de Florianópolis atualizou o conjunto de normas que regulamenta o acesso à Ilha do Campeche para a temporada de verão 2025/2026. Entre as principais mudanças está a criação de uma tarifa de R$ 15, que passa a ser cobrada tanto de moradores quanto de turistas, além de ajustes no transporte, no processo de embarque e no gerenciamento do fluxo diário de visitantes.

As novas medidas integram oficialmente a Operação Verão e, segundo o município, têm como objetivo preservar a integridade ambiental do Monumento Natural Municipal da Ilha do Campeche, tombado desde o ano 2000 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A fiscalização será reforçada por diversas secretarias, incluindo Infraestrutura e Manutenção Pública, Segurança e Ordem Pública, além da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram).

A seguir, veja todos os detalhes atualizados para quem pretende visitar o destino considerado um dos mais belos pontos turísticos de Florianópolis.

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Tarifa obrigatória para acesso e sistema de cadastro

Uma das principais mudanças anunciadas é a cobrança da tarifa de R$ 15 para todos os visitantes. A cobrança, segundo a prefeitura, servirá para custear ações de preservação, apoiar o manejo ambiental e reforçar o controle de acesso.

O visitante agora precisa realizar um cadastro prévio no site oficial da prefeitura, além de adquirir o bilhete virtual do transporte. Só depois de preencher esses requisitos o acesso será autorizado.

Como funciona o novo sistema de bilhete e cadastro

O novo modelo visa aumentar a segurança e garantir maior controle sobre o número de pessoas que entram diariamente na ilha. O bilhete eletrônico contém informações como dados pessoais do visitante, data escolhida para a visita e a associação de transporte responsável pelo deslocamento. Dessa forma, a prefeitura consegue rastrear fluxos, evitar superlotação e manter um registro mais preciso da visitação.

Limite diário de visitantes permanece ativo

Mesmo com as atualizações, permanece a regra que limita a entrada de turistas a 800 pessoas por dia. Esse número é considerado o máximo suportado pela ilha sem comprometer o equilíbrio ambiental.

Para atender à determinação, cada associação de transporte náutico possui um limite específico de autorizações.

Distribuição de autorizações por associação

A prefeitura publicou os seguintes limites diários:

Associação dos Pescadores Artesanais da Praia da Armação – APAAPS

Limite diário de 410 autorizações. Essa é a entidade com maior capacidade de transporte, atendendo tradicionalmente a maior parte dos visitantes.

Associação Couto de Magalhães de Preservação da Ilha do Campeche – ACOMPECHE

Limite diário de 62 autorizações.

Associação das Empresas de Transporte Náutico da Barra da Lagoa – ATBL

Limite diário de 135 autorizações.

Associação dos Barqueiros de Transportes da Praia do Campeche – ABTC

Limite diário de 73 autorizações.

Outros e meios próprios

Inclui pequenas embarcações, transportes independentes e acesso via pranchas, caiaques ou a nado.
Limite de 120 autorizações.

Transporte autorizado e embarque controlado

A partir da nova regulamentação, o transporte comercial só poderá ser realizado por embarcações previamente autorizadas e credenciadas. O uso irregular de barcos para transporte de visitantes será alvo de fiscalização intensiva.

Horário permitido para embarque e desembarque

O embarque e desembarque só podem ocorrer entre 9h e 17h. A regra vale para todas as embarcações, sejam elas comerciais, particulares ou de acesso por meios alternativos.

Regras para visitantes que optam por caiaque, prancha ou natação

O acesso por meios próprios continua permitido, porém segue as mesmas exigências do transporte comercial:

– cadastro prévio
– autorização de limite diário
– respeito às áreas delimitadas de chegada
– cumprimento das normas de segurança e preservação

Preservação ambiental é prioridade na nova regulamentação

A atualização traz uma série de regras focadas na proteção das áreas naturais da ilha, considerada patrimônio arqueológico e ambiental.

Proibição de desembarque em áreas de risco

O texto oficial determina que visitantes não podem desembarcar em locais considerados perigosos ou sensíveis sem a presença de um monitor credenciado pelo Instituto Ilha do Campeche. Isso inclui trechos de costões, áreas com forte correnteza ou locais não designados para acesso.

Controle de lixo e itens proibidos

Os transportadores devem orientar os turistas para que não deixem lixo ou qualquer tipo de resíduo na ilha. Também está proibido o desembarque de:

– animais
– plantas
– equipamentos que possam causar impacto ambiental
– itens poluentes ou de difícil controle

A recomendação reforça a política de “mínimo impacto”, adotada pela gestão do entorno natural da ilha.

Comércio e atividades proibidas na Ilha do Campeche

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Para preservar o ambiente, a comercialização de serviços e produtos dentro da ilha está proibida. Isso inclui:

– aluguel de equipamentos aquáticos
– venda de alimentos, bebidas ou souvenires
– oferta de atividades recreativas pagas
– uso de aparelhos de som, exceto em emergências

A norma é válida tanto na área terrestre quanto nas zonas marinhas próximas, incluindo a área de fundeio.

Responsabilidades dos transportadores

Além de cumprir todas as exigências ambientais, as associações de transporte têm obrigações ampliadas na nova regulamentação.

Placas informativas e orientação obrigatória

Cada ponto de embarque deve conter placas informativas sobre:

– limites de visitantes
– regras de conduta
– horários oficiais
– trilhas liberadas ou interditadas

Os transportadores também são responsáveis por consultar a equipe de monitoramento antes de permitir o embarque, verificando se há alterações nas trilhas abertas ou se alguma área está momentaneamente fechada.

Fiscalização reforçada durante toda a temporada

A prefeitura anunciou que a fiscalização ocorrerá tanto presencialmente quanto por meio de tecnologias.

Uso de câmeras e drones

Câmeras instaladas na Ilha do Campeche são monitoradas pelas equipes de fiscalização. Além disso, drones poderão ser utilizados para acompanhar pontos de difícil acesso, monitorar o fluxo de visitantes e identificar possíveis descumprimentos das regras.

Fiscalização em diferentes momentos da visita

A abordagem pode acontecer:

– no embarque
– durante o deslocamento
– no desembarque
– em trilhas ou áreas de permanência

O foco principal será garantir que todos estejam cumprindo os requisitos de segurança, respeitando o limite de visitantes e preservando o ambiente.

Objetivo das novas medidas: turismo sustentável em 2026

Com o aumento do fluxo de turistas durante o verão e o crescimento da procura pela Ilha do Campeche, as novas regras reforçam a preocupação do município com a preservação ambiental. O controle rígido de visitantes, a cobrança da tarifa e o uso de tecnologia para fiscalização são considerados pilares essenciais para evitar superlotação e reduzir impactos ao patrimônio natural e arqueológico.

A expectativa da prefeitura é que o modelo adotado sirva como referência de turismo sustentável em 2026, preservando um dos pontos mais icônicos da capital catarinense.

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Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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