Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Imóveis acima da inflação: confira as cidades com o m2 mais caro

Os preços dos imóveis em 2024 superam a inflação, com alta de 5,88% até setembro. Descubra as cidades com o metro quadrado mais caro

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins5 min de leitura
Imóveis m2 mais caro receita federal

Nos últimos meses, o mercado imobiliário brasileiro tem apresentado uma dinâmica curiosa, com os preços de imóveis superando a inflação em 2024. O Índice FipeZap, que monitora o preço de imóveis em várias cidades, registrou um aumento de 0,71% em setembro. 

Com um acumulado de alta de 5,88% no ano, os dados mostram que o setor imobiliário ainda se mostra forte, mesmo diante de um cenário econômico desafiador.

Os dados do Índice FipeZap revelam que a alta nos preços dos imóveis em 2024 está acima da inflação medida pelo IPCA, que foi de apenas 2,99% no mesmo período. Este cenário levanta diversas questões sobre a sustentabilidade desse crescimento e o que isso significa para os compradores e investidores.

Leia mais: Uso do FGTS impulsiona o comércio de imóveis; entenda!

Análise Regional

A análise das cidades mostra um padrão de crescimento mais acentuado em algumas regiões do Brasil. Entre as 56 cidades monitoradas, destacam-se os municípios de Santa Catarina, que apresentam os metros quadrados mais caros do país.

Leilão de imóveis Bradesco
Imagem: Alexander Raths / shutterstock.com

Cidades com M² Mais Caro

1. Balneário Camboriú

Com um preço médio de R$ 13.593 por metro quadrado, Balneário Camboriú mantém-se como a cidade com o m² mais caro do Brasil. Essa cidade, conhecida por suas belas praias e infraestrutura turística, continua atraindo investimentos e novos moradores.

2. Itapema

Logo atrás, Itapema apresenta um custo de R$ 13.573 por m². A cidade tem se consolidado como um destino atraente para quem busca qualidade de vida e proximidade com o mar.

3. Itajaí

Com um valor médio de R$ 11.608, Itajaí completa o pódio das cidades com os metros quadrados mais caros. A cidade tem se destacado pelo seu crescimento econômico e pela qualidade de seus serviços.

Florianópolis: A Capital com o M² Mais Caro

Entre as capitais brasileiras, Florianópolis lidera com um preço médio de R$ 11.604 por metro quadrado. A ilha tem se tornado um polo de atração para novos moradores, especialmente de pessoas que buscam uma vida mais tranquila, mas com todas as comodidades de uma grande cidade.

Fatores que Influenciam a Alta dos Preços

Demanda e Oferta

A combinação entre uma demanda crescente e uma oferta limitada tem sido um dos principais motores por trás da valorização dos imóveis. As cidades litorâneas de Santa Catarina, por exemplo, têm atraído um número significativo de novos residentes, impulsionando a busca por imóveis.

Investimentos em Infraestrutura

Outro fator importante é o investimento em infraestrutura. Melhorias nas estradas, transporte público e serviços de saúde podem aumentar a atratividade de uma região, refletindo diretamente nos preços dos imóveis.

Mudanças Comportamentais

A pandemia de COVID-19 também trouxe mudanças no comportamento de compra. Muitas pessoas começaram a priorizar a qualidade de vida e a segurança, buscando locais que ofereçam um ambiente mais tranquilo e próximo à natureza.

Expectativas para o Futuro

Sustentabilidade do Crescimento

A grande questão que paira sobre o mercado imobiliário é se essa alta nos preços é sustentável a longo prazo. Especialistas apontam que, embora o crescimento seja positivo, é necessário observar os impactos de uma possível desaceleração econômica.

O Papel das Políticas Públicas

As políticas públicas também desempenham um papel crucial. Iniciativas que visam aumentar a oferta de imóveis e regular o mercado podem ajudar a controlar os preços, tornando-os mais acessíveis para a população.

Inflação

A inflação é medida através de índices que acompanham a variação dos preços de uma cesta de bens e serviços ao longo do tempo. No Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o principal indicador utilizado pelo Banco Central para monitorar a inflação. Aqui estão os principais aspectos de como a inflação é medida:

1. Cesta de Bens e Serviços

A inflação é calculada com base em uma “cesta de consumo” que inclui diversos itens, como:

  • Alimentos e Bebidas: Arroz, feijão, carnes, frutas, entre outros;
  • Habitação: Aluguel, tarifas de energia, água;
  • Transportes: Combustíveis, passagens de ônibus;
  • Saúde e Cuidados Pessoais: Medicamentos, serviços de saúde;
  • Educação: Mensalidades escolares, materiais didáticos;
  • Lazer e Cultura: Cinema, livros, entretenimento.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

2. Coleta de Dados

Os dados sobre preços são coletados mensalmente em diferentes regiões do país. Isso envolve pesquisas em estabelecimentos comerciais, serviços e até mesmo preços em serviços online.

3. Cálculo do Índice

A partir da coleta dos dados, o índice de preços é calculado utilizando a seguinte fórmula:

  • Variação Percentual: A inflação é expressa em termos de variação percentual do índice de preços entre dois períodos. Por exemplo, se o IPCA foi 100 no início do ano e passou para 103 no final do ano, a inflação seria de 3%.

4. Análise de Resultados

Os resultados são analisados para identificar tendências, sazonalidades e possíveis pressões inflacionárias. O Banco Central utiliza essas informações para ajustar políticas monetárias, como a taxa de juros, para controlar a inflação.

5. Outros Índices

Além do IPCA, existem outros índices que medem a inflação de diferentes formas, como:

  • IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado): Usado principalmente para reajustes de aluguéis;
  • INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor): Focado em famílias com renda menor.
Letras que escrevem "IPCA" e dois montes de moedas de 1 real e 50 centavos sobre uma superfície marrom
Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

Considerações Finais

O aumento nos preços dos imóveis em 2024, que supera a inflação, revela um mercado imobiliário ativo e em crescimento. As cidades de Santa Catarina, em particular, se destacam com os metros quadrados mais caros do Brasil, refletindo a alta demanda e a atratividade da região. 

No entanto, é fundamental acompanhar as tendências do mercado e as políticas públicas que podem influenciar esse cenário nos próximos anos.

Se você está pensando em comprar um imóvel ou investir no mercado imobiliário, considere as cidades que estão em ascensão e analise bem as opções disponíveis. O momento é favorável para aqueles que desejam investir em um futuro promissor no setor imobiliário.

Imagem: Andrii Yalanskyi / Shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

Topicos relacionados