Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Apple muda tabela de preços e encarece iPhones antigos no Brasil

A chegada de uma nova geração de celulares costuma criar uma expectativa favorável para quem não faz questão de comprar o aparelho mais recente: encontrar os modelos anteriores por preços menores. Desta vez, porém, a Apple seguiu um caminho diferente no mercado brasileiro. Após apresentar os novos iPhone Duo, iPhone 18 Pro e iPhone 18 […]

Avatar de Bruna Cassana Machado Bruna Cassana Machado · · 11 min de leitura
apple iphone

A chegada de uma nova geração de celulares costuma criar uma expectativa favorável para quem não faz questão de comprar o aparelho mais recente: encontrar os modelos anteriores por preços menores. Desta vez, porém, a Apple seguiu um caminho diferente no mercado brasileiro.

Após apresentar os novos iPhone Duo, iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max, a empresa atualizou sua loja oficial e aumentou os preços de aparelhos lançados em anos anteriores. Dependendo do modelo e da capacidade de armazenamento, o reajuste chegou a R$ 2 mil.

O movimento chama atenção porque contraria o comportamento tradicional da marca. Em outros lançamentos, a apresentação de uma nova linha normalmente era acompanhada pela redução de preço ou pela retirada gradual dos aparelhos mais antigos.

Para o consumidor, a mudança exige mais cautela. Antes de comprar, será necessário comparar os valores da Apple com os praticados por varejistas, operadoras e revendedores autorizados, especialmente durante períodos de promoção.

Leia mais:

Procura por crédito sobe 250%; veja como evitar escolhas caras ao contratar empréstimo

Quais iPhones antigos ficaram mais caros?

Apple
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A atualização realizada pela Apple atingiu aparelhos das linhas iPhone Air, iPhone 17, iPhone 17e e iPhone 16. Os aumentos variaram conforme o modelo e o espaço disponível para guardar fotos, vídeos e aplicativos.

A maior diferença foi encontrada no iPhone Air com 1 TB de armazenamento. O aparelho custava R$ 13.499 na loja oficial e passou a ser vendido por R$ 15.499.

Isso representa um acréscimo de R$ 2 mil, equivalente a aproximadamente 14,8% sobre o preço anterior.

As demais configurações do iPhone Air tiveram aumento de R$ 500:

ModeloPreço anteriorNovo preçoAumento
iPhone Air de 256 GBR$ 10.499R$ 10.999R$ 500
iPhone Air de 512 GBR$ 11.999R$ 12.499R$ 500
iPhone Air de 1 TBR$ 13.499R$ 15.499R$ 2.000

Os reajustes também alcançaram versões do iPhone 16, iPhone 17 e iPhone 17e. Nesses casos, as altas ficaram entre R$ 200 e R$ 300, dependendo da capacidade de armazenamento escolhida.

Embora pareçam menores em comparação com o aumento do iPhone Air de 1 TB, essas diferenças podem pesar no orçamento. Um acréscimo de R$ 300, por exemplo, aumenta o valor das parcelas e pode eliminar parte da vantagem de comprar diretamente no site da fabricante.

Por que a Apple aumentou aparelhos de gerações anteriores?

A Apple já havia sinalizado que o aumento do custo dos componentes poderia chegar aos preços de seus produtos. Entre as principais pressões estavam os chips de memória utilizados em celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos.

Esses componentes são indispensáveis para o funcionamento dos aparelhos. A memória RAM mantém temporariamente os dados necessários para executar aplicativos e tarefas, enquanto a memória de armazenamento guarda arquivos, programas, fotos e vídeos.

Com o crescimento dos investimentos em inteligência artificial, fabricantes de semicondutores passaram a direcionar uma parcela maior de sua capacidade para chips destinados a servidores e centros de dados. São estruturas usadas para processar grandes volumes de informações.

Essa mudança pode reduzir a disponibilidade de determinados componentes voltados a celulares e outros produtos de consumo. Quando a oferta fica menor e a procura continua elevada, os preços pagos pelas fabricantes tendem a subir.

Alta dos componentes não é a única variável

O custo de fabricação não depende apenas da memória. Empresas globais também consideram fatores como:

  • cotação do dólar;
  • despesas de transporte e distribuição;
  • impostos incidentes no Brasil;
  • custos de operação;
  • capacidade de fornecimento;
  • posicionamento comercial de cada aparelho.

A Apple não costuma apresentar ao público uma divisão detalhada de quanto cada componente representa no preço final cobrado no Brasil. Por isso, não é possível atribuir todo o reajuste a apenas um fator.

A pressão sobre os chips oferece um contexto importante, mas decisões comerciais, estoques e estratégia de posicionamento também podem influenciar a tabela.

Por que o reajuste surpreendeu os consumidores?

O aumento chamou atenção porque aparelhos antigos geralmente perdem espaço após a chegada de uma nova geração. Com especificações mais recentes disponíveis, é comum que a fabricante reduza os preços anteriores ou retire alguns modelos da loja.

Esse processo ajuda a manter uma diferença clara entre as gerações. O consumidor que deseja as novidades paga mais, enquanto quem aceita abrir mão de certos recursos consegue economizar.

Agora, parte dessa lógica foi alterada. Alguns modelos anteriores ficaram mais caros justamente quando novos aparelhos chegaram ao catálogo.

Na prática, o consumidor pode encontrar uma distância menor entre o preço de um celular antigo e o de outro mais recente. Dependendo da diferença, talvez seja mais vantajoso comprar a nova geração, esperar uma promoção ou procurar o aparelho anterior fora da loja oficial.

Quais modelos deixaram a loja oficial da Apple?

Além de atualizar os preços, a Apple retirou alguns aparelhos de sua loja oficial. Entre eles estão:

  • iPhone 17 Pro;
  • iPhone 17 Pro Max;
  • iPhone 16 Plus.

Isso não significa que os celulares desapareceram imediatamente do mercado. Lojas que compraram unidades anteriormente podem continuar vendendo os aparelhos enquanto houver estoque.

A disponibilidade e o preço, entretanto, passam a depender de cada varejista. Também pode haver diferenças de cor, capacidade de armazenamento, prazo de entrega e condições de parcelamento.

Um aparelho retirado de linha ainda recebe atualizações?

A retirada da loja não encerra automaticamente o suporte ao celular. A Apple costuma fornecer atualizações do iOS durante vários anos, inclusive para aparelhos que já não são vendidos oficialmente.

O período exato de suporte, porém, não deve ser presumido apenas com base na data da compra. Antes de adquirir uma unidade mais antiga, vale verificar se o modelo é compatível com a versão atual do sistema e com os recursos que o consumidor pretende usar.

Também é importante observar o tempo de garantia e a procedência do aparelho. Essa atenção é ainda maior quando a compra ocorre em marketplace ou com vendedor independente.

Ainda vale a pena comprar um iPhone antigo?

A resposta depende do preço encontrado e das necessidades do comprador. Um aparelho de geração anterior pode continuar sendo uma boa escolha se oferecer desempenho suficiente, suporte de software e valor significativamente menor que o novo modelo.

O problema aparece quando a economia é pequena. Se um celular antigo custa quase o mesmo que uma versão mais recente, o modelo novo pode entregar vida útil maior, processador atualizado e melhor valor de revenda.

Imagine, por exemplo, que uma pessoa encontre duas opções com diferença de apenas R$ 500. Antes de escolher a mais barata, ela deve avaliar se o aparelho mais recente oferece benefícios capazes de compensar esse valor durante os próximos anos.

Já quando a diferença chega a alguns milhares de reais, a geração anterior pode ter uma relação entre custo e benefício mais interessante.

Comprar na Apple ou procurar no varejo?

O preço da loja oficial funciona como referência, mas não determina quanto o produto custará em todo o mercado. Grandes redes, operadoras e revendedores podem manter estoques adquiridos antes do reajuste.

Por esse motivo, o aumento oficial pode não aparecer imediatamente em todas as lojas. Alguns estabelecimentos também oferecem descontos no Pix, cupons, programas de troca ou condições especiais vinculadas a cartões.

Antes de comprar, o ideal é comparar:

  • preço total à vista;
  • valor final do parcelamento;
  • reputação do vendedor;
  • prazo de entrega;
  • garantia oferecida;
  • capacidade de armazenamento;
  • condição do aparelho;
  • participação em programa de troca.

A parcela isolada pode esconder uma diferença relevante. Um celular anunciado em 24 pagamentos aparentemente baixos pode custar mais do que outro parcelado em menos vezes.

Como saber se uma oferta é realmente vantajosa?

O consumidor deve acompanhar o histórico de preços, principalmente em campanhas promocionais. Descontos destacados no anúncio nem sempre representam redução em relação ao valor que vinha sendo praticado nos dias anteriores.

Também é essencial conferir o código e a descrição completa do modelo. Dois iPhones visualmente semelhantes podem ter capacidades de armazenamento diferentes, o que altera bastante o preço.

Outro cuidado é verificar se o aparelho é novo, recondicionado ou usado. Produtos recondicionados passam por reparos e testes antes de voltar ao mercado, mas essa condição deve ser informada claramente.

No caso de compras pela internet, o Código de Defesa do Consumidor garante o direito de arrependimento em até sete dias contados do recebimento do produto. Essa regra permite desistir da compra feita fora do estabelecimento comercial, desde que o consumidor respeite o procedimento indicado pelo vendedor.

É melhor comprar agora ou esperar?

Quem não precisa trocar de celular imediatamente pode acompanhar o mercado por algumas semanas. O varejo costuma ajustar seus estoques depois do lançamento de uma nova geração, o que pode abrir espaço para ofertas pontuais.

Datas comerciais, programas de troca e ações das operadoras também podem reduzir o custo. Entretanto, não existe garantia de que todos os modelos ficarão mais baratos.

A escassez de uma determinada cor ou configuração pode produzir o efeito contrário. Quando restam poucas unidades, alguns vendedores mantêm ou até elevam o preço.

Quem precisa comprar agora deve definir um limite de gasto e comparar o valor do aparelho antigo com o modelo novo. A decisão não deve considerar apenas o desconto anunciado, mas também tempo de uso esperado, atualizações, bateria, câmera e capacidade de armazenamento.

O que muda para quem já possui um desses modelos?

O reajuste não cria nenhuma cobrança para quem já comprou o aparelho. Parcelas contratadas anteriormente continuam seguindo o valor estabelecido no momento da compra.

A valorização da tabela oficial também não significa que um iPhone usado poderá ser vendido pelo mesmo preço. O mercado de usados considera estado de conservação, saúde da bateria, armazenamento, garantia, acessórios e procura pelo modelo.

Ainda assim, preços oficiais maiores podem influenciar as referências adotadas por vendedores. O efeito real dependerá da oferta de aparelhos novos e seminovos nas semanas seguintes.

O consumidor precisa pesquisar mais antes da troca

O aumento de até R$ 2 mil mostra que a chegada de novos iPhones não garante uma redução automática nas gerações anteriores. Neste momento, escolher apenas pelo nome do modelo ou pelo tamanho da parcela pode levar a uma compra menos vantajosa.

O próximo passo é comparar a tabela oficial com as ofertas do varejo, verificar a procedência do produto e calcular o preço total. Se a diferença entre a geração antiga e a nova for pequena, o lançamento mais recente pode fazer mais sentido.

Por outro lado, uma promoção verdadeira em um aparelho anterior ainda pode representar uma boa economia. A melhor escolha será aquela que combina preço, suporte, armazenamento e tempo de uso esperado.

Perguntas frequentes

iphones
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

Qual iPhone antigo teve o maior aumento?

O maior reajuste identificado foi no iPhone Air com 1 TB. O preço passou de R$ 13.499 para R$ 15.499, uma diferença de R$ 2 mil.

Todos os iPhones ficaram mais caros?

Não. A atualização atingiu modelos e configurações específicos das linhas iPhone Air, iPhone 17, iPhone 17e e iPhone 16. Alguns aparelhos também deixaram de ser vendidos na loja oficial.

Por que os preços aumentaram após os lançamentos?

A Apple havia sinalizado pressão nos custos dos chips de memória. Cotação do dólar, estoques, logística, impostos e decisões comerciais também podem influenciar os preços praticados no Brasil.

O iPhone 17 Pro deixou de funcionar ou receber suporte?

Não. A retirada do aparelho da loja oficial não desativa o produto nem encerra automaticamente suas atualizações. Ele também pode continuar disponível em outros varejistas enquanto houver estoque.

Vale a pena comprar um iPhone de geração anterior?

Pode valer quando a diferença de preço em relação ao modelo novo for relevante. O comprador deve comparar desempenho, armazenamento, suporte de software, garantia e tempo esperado de uso.

Os preços podem ser menores fora da loja da Apple?

Sim. Varejistas e operadoras podem ter estoques comprados anteriormente ou oferecer descontos próprios. É importante verificar a reputação do vendedor e o valor total da compra.

Compartilhar
Seu Crédito Digital

Descubra tudo que você tem direito

Benefícios, crédito e dinheiro esquecido: veja as ofertas e ferramentas que separamos para o seu perfil.