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BB corrige valor do JCP pela Selic antes do pagamento aos acionistas nesta sexta

O Banco do Brasil atualizou o valor por ação de um dos juros sobre o capital próprio (JCP) anunciados em agosto. O montante bruto passou de R$ 0,10245643978 para R$ 0,10527005787 por ação, após a atualização monetária vinculada à taxa Selic. O crédito está programado para esta sexta-feira, 11 de setembro de 2026. A movimentação […]

Avatar de Melissa Barbosa Melissa Barbosa · · 7 min de leitura
Banco do Brasil

O Banco do Brasil atualizou o valor por ação de um dos juros sobre o capital próprio (JCP) anunciados em agosto. O montante bruto passou de R$ 0,10245643978 para R$ 0,10527005787 por ação, após a atualização monetária vinculada à taxa Selic. O crédito está programado para esta sexta-feira, 11 de setembro de 2026.

A movimentação interessa principalmente aos investidores que mantiveram ações BBAS3 até a data de corte estabelecida pela companhia. Além do JCP atualizado, o Banco do Brasil também programou para o mesmo dia o pagamento de outro provento, anunciado em agosto, de R$ 0,03 por ação.

Com os dois créditos previstos para a mesma data, o acionista que tinha direito aos dois proventos poderá receber, em valores brutos, R$ 0,13527005787 por ação. O valor efetivamente recebido pode ser menor em razão da tributação aplicável ao JCP.

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O que mudou no JCP do Banco do Brasil?

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

O Banco do Brasil havia declarado originalmente um JCP de R$ 0,10245643978 por ação. Posteriormente, o valor foi atualizado para R$ 0,10527005787, considerando a remuneração correspondente ao período entre a declaração do provento e seu pagamento.

A diferença é pequena individualmente, mas representa uma correção financeira que incide sobre o montante destinado aos acionistas. Para quem possui uma quantidade maior de papéis, a atualização pode representar alguns reais adicionais no crédito.

O JCP é uma das formas utilizadas pelas companhias brasileiras para remunerar seus acionistas. Diferentemente do dividendo, o mecanismo possui tratamento tributário próprio e é normalmente creditado aos investidores já com a retenção do Imposto de Renda na fonte.

Quem tem direito ao pagamento de 11 de setembro?

O direito ao primeiro JCP foi definido com base na posição acionária existente na data com de 1º de setembro de 2026. A partir de 2 de setembro, as ações BBAS3 passaram a ser negociadas ex-JCP, ou seja, quem comprou os papéis a partir dessa data não adquiriu o direito a esse pagamento.

A lógica é simples: o investidor precisa estar posicionado até a data estabelecida pela companhia para receber determinado provento. Depois do corte, as ações continuam sendo negociadas normalmente, mas sem o direito ao pagamento já declarado.

Por isso, comprar BBAS3 atualmente não garante o recebimento desse JCP específico.

Banco do Brasil fará dois pagamentos no mesmo dia

A sexta-feira, 11 de setembro, concentra dois pagamentos de juros sobre o capital próprio do Banco do Brasil.

O primeiro corresponde ao JCP originalmente anunciado em 12 de agosto e posteriormente atualizado para R$ 0,10527005787 por ação. O segundo é referente ao provento anunciado em 19 de agosto, com valor de R$ 0,03 por ação.

Considerando os dois valores, o total bruto chega a:

ProventoValor bruto por ação
JCP atualizadoR$ 0,10527005787
JCP anunciado em agostoR$ 0,03
TotalR$ 0,13527005787

O cálculo considera apenas os dois pagamentos mencionados e não significa que todos os acionistas receberão esse valor. O investidor precisa ter cumprido as respectivas condições de elegibilidade de cada provento.

Quanto o investidor vai receber?

O valor depende da quantidade de ações que o investidor possuía nas respectivas datas de corte.

Um acionista com 1.000 ações, por exemplo, teria direito a um valor bruto de aproximadamente R$ 135,27 considerando os dois JCP.

Já quem tivesse 10 mil ações teria um crédito bruto de aproximadamente R$ 1.352,70, antes dos efeitos tributários aplicáveis.

Esses exemplos são apenas ilustrativos. O cálculo definitivo deve considerar a posição acionária efetivamente registrada nas datas de corte e os valores líquidos informados pela instituição responsável pela custódia.

O que significa uma ação ficar “ex-JCP”?

A expressão “ex-JCP” indica que a ação está sendo negociada sem o direito ao provento que já foi declarado pela companhia.

No caso do Banco do Brasil, a data com foi 1º de setembro. Assim, a partir de 2 de setembro, novos compradores de BBAS3 deixaram de ter direito aos pagamentos correspondentes a essa data de corte.

Isso também ajuda a explicar por que o preço de uma ação pode sofrer ajustes quando passa a ser negociado ex-provento. Como o acionista deixa de ter direito a receber determinado valor futuro, o mercado pode incorporar essa mudança na formação do preço.

O comportamento da cotação, entretanto, não depende exclusivamente do provento. Resultados financeiros, expectativas para os juros, cenário econômico, decisões do governo e percepção de risco também podem influenciar BBAS3.

Como estavam as ações BBAS3?

No pregão de 9 de setembro de 2026, as ações do Banco do Brasil encerraram o dia a R$ 22,24, após oscilarem entre R$ 21,97 e R$ 22,65. O papel abriu a sessão a R$ 22,44.

O fechamento representou uma queda de aproximadamente 1,59% no pregão, segundo os dados históricos disponíveis.

A movimentação ocorreu em uma sessão de maior aversão ao risco no mercado brasileiro. O Ibovespa terminou o dia em queda, enquanto o dólar avançou, em meio às preocupações relacionadas à alta do petróleo e ao ambiente internacional.

Portanto, não é possível atribuir uma eventual oscilação de BBAS3 exclusivamente ao pagamento dos proventos.

Por que o JCP é importante para quem busca renda passiva?

O JCP integra a estratégia de remuneração dos acionistas utilizada por diversas empresas brasileiras. Para investidores que buscam renda passiva, a recorrência desses pagamentos pode ser um dos elementos considerados na avaliação de uma ação.

No caso do Banco do Brasil, BBAS3 costuma aparecer entre as ações acompanhadas por investidores interessados em proventos. A companhia possui forte presença no sistema financeiro brasileiro e atua em segmentos como crédito, agronegócio, cartões, investimentos e seguros.

Ainda assim, receber dividendos ou JCP não transforma automaticamente uma ação em um bom investimento. A decisão também envolve preço pago pelo papel, resultados da empresa, riscos, perspectivas para o lucro e objetivos individuais do investidor.

Banco do Brasil continua entre os grandes bancos listados na B3

O Banco do Brasil é uma instituição financeira de economia mista e possui participação relevante em diferentes segmentos do mercado bancário brasileiro.

Na bolsa, suas ações ordinárias são negociadas sob o código BBAS3. O banco disputa mercado com instituições como Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Brasil.

A companhia também mantém uma área de Relações com Investidores, onde divulga resultados, informações financeiras e documentos destinados ao mercado. A central de resultados do banco, por exemplo, reúne informações sobre seus desempenhos trimestrais e materiais destinados aos acionistas.

O que o acionista precisa fazer para receber o dinheiro?

Em condições normais, o investidor que cumpriu os critérios definidos pelo Banco do Brasil não precisa solicitar manualmente o pagamento.

O crédito é realizado por meio da instituição responsável pela custódia das ações, como a corretora ou banco utilizado pelo investidor. Por isso, a recomendação prática é conferir o extrato da conta de investimentos após a data prevista para o pagamento.

Caso o valor não apareça, o investidor deve verificar a posição acionária registrada na data de corte e, posteriormente, entrar em contato com a corretora ou instituição custodiante.

O que observar depois do pagamento?

Banco do Brasil
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O pagamento do JCP encerra apenas uma etapa do calendário de remuneração. Para quem acompanha BBAS3 como investimento de longo prazo, os próximos resultados financeiros e as decisões sobre novos proventos podem ser mais relevantes do que um pagamento isolado.

Também é necessário acompanhar fatores que afetam diretamente os bancos, como inadimplência, crescimento do crédito, margem financeira, provisões para perdas, nível de juros e ambiente econômico.

Assim, o JCP deve ser analisado como parte da avaliação da companhia, e não como único indicador para decidir pela compra ou venda da ação.

Conclusão

O Banco do Brasil atualizou o valor de um JCP anunciado em agosto, elevando o pagamento de R$ 0,10245643978 para R$ 0,10527005787 por ação. O crédito está previsto para 11 de setembro de 2026, data que também concentra outro JCP de R$ 0,03 por ação.

Para quem tinha direito aos dois proventos, o valor bruto combinado chega a R$ 0,13527005787 por ação, antes da tributação aplicável ao JCP.

O ponto principal para o investidor é verificar sua posição nas respectivas datas de corte. Quem comprou BBAS3 depois da data com não passa a ter direito retroativamente ao provento já declarado.

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