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Economia deve receber R$ 125,6 bilhões com pagamento do 13º salário, estima CNC

Com o pagamento do 13º salário, a economia brasileira terá um impulso de R$ 125,6 bilhões, beneficiando setores como vestuário e mais!

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
13º salário

O pagamento da segunda parcela do 13º salário deste ano promete movimentar a economia brasileira de forma significativa, com uma injeção de R$ 125,6 bilhões. Este valor, segundo estimativas da CNC, representa um crescimento de 4,8% em relação ao período homólogo.

O montante não apenas tem o poder de impulsionar o consumo de fim de ano, mas também de influenciar diretamente setores como o varejo e os serviços financeiros.

Setores mais beneficiados com o pagamento

13º salário cálculo
Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Com a chegada do 13º salário, os consumidores se preparam para utilizar essa verba em diferentes setores da economia. De acordo com a pesquisa da CNC, a maior parte do total – cerca de R$ 44,1 bilhões, ou 35% – será destinada ao consumo de bens, especialmente de produtos ligados ao fim de ano, como roupas e brinquedos. Os setores mais favorecidos com as intenções de compra são:

Leia mais: Até que dia preciso receber a 2º parcela do 13º salário?

Vestuário e calçados: foco nas compras de fim de ano

O setor de vestuário e calçados será um dos mais beneficiados, com uma expectativa de crescimento de até 80% nas vendas em relação ao ano passado. As festas de fim de ano impulsionam a compra de roupas para as comemorações, o que favorece esse segmento do mercado.

Livrarias e papelarias: aumento nas compras de livros

Outro setor que se destaca nas intenções de compra é o de livrarias e papelarias. Com um aumento de 50% nas vendas, os consumidores tendem a aproveitar o 13º salário para adquirir livros, agendas e outros itens relacionados ao universo da educação e do entretenimento.

Utilidades domésticas: fortalecimento das compras de itens para o lar

As lojas de utilidades domésticas também devem sentir um impacto positivo, com um aumento de 33% nas vendas. Produtos para o lar, como eletrodomésticos e utensílios de cozinha, são itens desejados no fim de ano, contribuindo para o crescimento do setor.

Abatimento de dívidas: a segunda maior destinação

Além das compras, parte significativa do 13º salário será destinada ao pagamento de dívidas, o que representa R$ 42,5 bilhões ou 34% do total. Com a alta inflação dos últimos anos, muitos brasileiros acumulam compromissos financeiros, e o 13º salário surge como uma oportunidade para quitar ou reduzir os débitos, aliviando o orçamento das famílias.

Consumo de serviços e poupança

O restante do valor do 13º salário será distribuído entre o consumo de serviços e a poupança. Aproximadamente R$ 24 bilhões serão destinados ao pagamento de serviços como educação, saúde e lazer. Já R$ 15 bilhões deverão ser aplicados na poupança, o que representa uma tendência de maior cautela por parte dos consumidores, que buscam preservar suas finanças para o próximo ano.

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A recuperação do mercado de trabalho

13º salário primeira parcela
Imagem: Gustavo Mello / Shutterstock.com

José Roberto Tadros, presidente da CNC, destaca que a recuperação do mercado de trabalho também impacta diretamente no aumento do poder de compra dos brasileiros. Nos últimos 12 meses, houve uma elevação no nível de ocupação, o que contribuiu para a melhoria da situação financeira de muitos trabalhadores. Além disso, houve uma leve redução no comprometimento da renda média da população, que passou de 30,1% para 29,9% nesse período.

Essa melhora nas condições do mercado de trabalho pode ajudar a sustentar o consumo de fim de ano, já que mais pessoas empregadas e com renda disponível aumentam a demanda por bens e serviços.

Considerações finais

O pagamento do 13º salário, que movimentará R$ 125,6 bilhões na economia brasileira, é um dos principais impulsionadores do consumo de fim de ano, com reflexos diretos em setores como vestuário, calçados, serviços e utilidades domésticas. Além disso, muitos brasileiros aproveitam essa verba para reduzir suas dívidas e aumentar a poupança, o que ajuda a estabilizar as finanças pessoais.

Essa injeção de recursos também é um reflexo da recuperação gradual do mercado de trabalho, que tem permitido uma maior ocupação e alívio no comprometimento da renda das famílias. Esse ciclo de consumo e recuperação contribui para a melhora das perspectivas econômicas para o final de 2024 e o início de 2025.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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