Um dos meios de transporte mais populares e essenciais para a mobilidade urbana do Rio Grande do Sul é o metrô, que está no centro das atenções esta semana. Os metroviários ameaçam uma paralisação estratégica no primeiro dia do ExpoInter, que acontece neste sábado (26).
Importante metrô ameaça fazer greve no próximo sábado (26)
Confira as reivindicações dos metroviários desta cidade, que devem decidir sobre a paralisação nesta sexta (25)
Com possibilidade de ocorrer durante um evento significativo que atrai grande público para a região de Esteio, essa potencial greve acende um alerta sobre as reivindicações dos trabalhadores e os impactos que poderão surgir para os usuários regulares e os visitantes do evento.
Sindicato e Trensurb: entenda o embate
As razões para essa iminente paralisação estão centradas nas reivindicações salariais e benefícios dos metroviários. Segundo Luis Henrique Chagas, presidente do Sindicato dos Metroviários do Rio Grande do Sul (Sindimetrô-RS), os trabalhadores têm enfrentado um congelamento salarial preocupante.

A lacuna entre a proposta da empresa, que é de um aumento de 3%, e o que os trabalhadores consideram justo – a reposição inflacionária e compensação das perdas, que acumulam 11% nos últimos quatro anos – é considerável.
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Além disso, os benefícios também estão na mira das reivindicações da greve. Chagas pontuou o congelamento do vale-refeição desde 2018 e ressaltou a busca dos metroviários por justiça e respeito em suas condições de trabalho. A retirada da Trensurb do Programa Nacional de Desestatização (PND) também compõe a lista de exigências.
Paralisação deve ser votada nesta sexta
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A decisão sobre a paralisação deve acontecer em uma assembleia nesta sexta-feira. A esperança, segundo Chagas, é de que aconteça um acordo e a greve não se concretize, evitando transtornos ao público e reforçando o diálogo entre as partes.
Caso a paralisação ocorra, a Metroplan, responsável por implementar medidas contingenciais, como o reforço das linhas de ônibus, optou por não se pronunciar por enquanto. Dessa forma, ela aguarda a decisão oficial da assembleia. Enquanto isso, os olhos do Rio Grande do Sul se voltam para este desenrolar, na esperança de que soluções equitativas aconteçam para ambas as partes.
magem: Thi Soares/shutterstock.com
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