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Nova alta no imposto de importação afeta carros elétricos e híbridos

Carros elétricos e híbridos importados terão imposto de 35% em julho de 2026. Veja impactos nos preços e no mercado.

Julia FernandesPor Julia Fernandes5 min de leitura
Nova alta no imposto de importação afeta carros elétricos e híbridos

Os carros elétricos e híbridos importados ficarão mais caros no Brasil a partir de julho de 2026. Isso acontece porque entrará em vigor a última etapa do cronograma de recomposição do Imposto de Importação para veículos eletrificados, fazendo com que todos os modelos importados passem a pagar uma alíquota de 35%.

A medida faz parte da estratégia do governo federal para incentivar a produção nacional de veículos eletrificados e fortalecer a indústria automotiva brasileira. No entanto, o impacto direto pode ser sentido no bolso do consumidor, especialmente daqueles que planejam comprar modelos importados nos próximos meses.

O que muda no imposto dos carros elétricos e híbridos em 2026?

Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

A partir de julho de 2026, carros elétricos (BEV), híbridos plug-in (PHEV) e híbridos convencionais (HEV) importados passarão a recolher a mesma alíquota de 35% de Imposto de Importação. A mudança encerra o cronograma iniciado em 2024, quando o governo retomou gradualmente a cobrança após anos de incentivos fiscais.

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Como ficam as alíquotas?

Até junho de 2026, as alíquotas são:

  • Elétricos (BEV): 25%
  • Híbridos plug-in (PHEV): 28%
  • Híbridos convencionais (HEV): 30%

A partir de julho de 2026:

  • Elétricos (BEV): 35%
  • Híbridos plug-in (PHEV): 35%
  • Híbridos convencionais (HEV): 35%

A unificação da tributação elimina as diferenças existentes entre as tecnologias eletrificadas e coloca todas sob o mesmo teto tarifário permitido para automóveis de passeio.

Por que o Governo aumentou o imposto?

O principal objetivo é estimular a fabricação nacional de veículos eletrificados.

Nos últimos anos, o mercado brasileiro registrou forte crescimento das importações, principalmente de veículos chineses. Marcas como BYD, GWM, Omoda Jaecoo, GAC e Geely conquistaram espaço rapidamente graças a modelos competitivos e preços agressivos.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) defendeu a recomposição tarifária alegando que a indústria instalada no Brasil enfrentava concorrência desigual em relação aos veículos importados. Segundo a entidade, a medida ajuda a preservar empregos, atrair investimentos e fortalecer a cadeia produtiva nacional.

Os preços dos carros vão aumentar?

A tendência é que haja aumento de preços, mas não necessariamente na mesma proporção do imposto.

Isso ocorre porque cada fabricante pode adotar estratégias diferentes:

  • Absorver parte do custo tributário;
  • Reduzir margens de lucro;
  • Aumentar a produção nacional;
  • Antecipar importações antes da mudança;
  • Repassar integralmente o aumento ao consumidor.

Na prática, veículos que dependem exclusivamente da importação tendem a sofrer maior pressão de preços.

Exemplo prático

Modelos populares como BYD Dolphin, BYD Seal, GWM Ora 03 e diversos SUVs híbridos importados podem ser impactados caso suas fabricantes não consigam compensar o aumento tributário por meio de produção local ou estratégias comerciais.

Quais marcas podem sofrer menos impacto?

As fabricantes que já iniciaram ou anunciaram produção no Brasil possuem maior capacidade de reduzir os efeitos da nova tributação.

Entre elas estão:

BYD

A fabricante chinesa iniciou operações industriais em Camaçari (BA), onde já realiza a montagem de alguns de seus modelos mais vendidos.

GWM

A empresa produz veículos em Iracemápolis (SP), incluindo versões do SUV Haval H6.

Geely

A montadora firmou parceria com a Renault para utilizar a fábrica de São José dos Pinhais (PR).

Omoda Jaecoo

A marca confirmou produção nacional em Itatiaia (RJ).

O mercado de carros eletrificados continuará crescendo?

Apesar da alta tributária, os especialistas acreditam que o crescimento continuará.

Segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o mercado brasileiro segue registrando forte expansão. Em maio de 2026 foram emplacados quase 45 mil veículos eletrificados, um crescimento expressivo em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Diversos fatores continuam favorecendo a adoção dessas tecnologias:

  • Economia de combustível;
  • Menor custo de manutenção;
  • Redução de emissões;
  • Maior oferta de modelos;
  • Ampliação da infraestrutura de recarga.

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Por isso, mesmo com preços potencialmente mais altos, a demanda deve permanecer aquecida nos próximos anos.

Vale a pena comprar um carro elétrico ou híbrido antes de julho de 2026?

Para consumidores interessados em modelos importados sem previsão de produção nacional, o primeiro semestre de 2026 pode representar uma oportunidade para evitar os impactos da nova alíquota.

Além disso, algumas montadoras anteciparam a chegada de grandes lotes de veículos ao país justamente para minimizar os efeitos do aumento tributário. A BYD, por exemplo, realizou importações expressivas antes da entrada em vigor das novas taxas.

Contudo, a decisão de compra deve considerar fatores além do imposto:

  • Disponibilidade de assistência técnica;
  • Rede de carregamento na região;
  • Valor do seguro;
  • Depreciação do veículo;
  • Custo-benefício a longo prazo.

O impacto para empresas e frotistas

Empresas que utilizam frotas eletrificadas também devem acompanhar a mudança.

A elevação do Imposto de Importação pode influenciar:

  • Planejamento de renovação de frota;
  • Custos operacionais;
  • Estratégias de aquisição;
  • Contratos de locação corporativa.

Para muitas organizações, antecipar compras antes de julho de 2026 pode gerar economia relevante dependendo do volume de veículos adquirido.

O que esperar para o futuro da eletrificação no Brasil?

Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

O aumento da tributação marca uma nova fase do mercado brasileiro.

Se antes a prioridade era estimular a entrada de veículos eletrificados importados, agora o foco passa a ser a nacionalização da produção. O Governo busca criar condições para que baterias, motores e componentes sejam fabricados localmente, reduzindo a dependência das importações.

A expectativa é que, nos próximos anos, mais montadoras inaugurem fábricas no Brasil e ampliem a oferta de modelos produzidos nacionalmente, contribuindo para equilibrar preços e fortalecer o setor automotivo.

Conclusão

A partir de julho de 2026, carros elétricos e híbridos importados passarão a pagar 35% de Imposto de Importação, encerrando o cronograma de recomposição tarifária iniciado pelo governo federal em 2024. A medida deve impactar os preços de diversos modelos importados, mas também acelerar investimentos na produção nacional.

Para quem pretende comprar um veículo eletrificado, acompanhar as estratégias das montadoras e avaliar o momento da compra será fundamental para encontrar as melhores oportunidades em um mercado que continua em rápida transformação.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Julia Fernandes

Autor

Julia Fernandes

Júlia Fernandes é redatora do portal Seu Crédito Digital, onde compartilha conteúdos atualizados sobre economia, finanças pessoais, benefícios sociais, oportunidades para o cidadão e as principais notícias que impactam o dia a dia dos brasileiros. Gaúcha, comunicadora nata e apaixonada por escrever com empatia, Júlia combina informação com sensibilidade e leveza, sempre buscando ajudar o leitor a tomar decisões mais conscientes e informadas.

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