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Imposto de Renda 2026 inclui criptomoedas na ficha

A declaração de bitcoin e outras criptomoedas no Imposto de Renda 2026 exige cuidado especial dos contribuintes. A Receita Federal mantém regras específicas para informar ativos digitais, e o descumprimento pode levar à malha fina ou aplicação de multa. Nos últimos anos, o número de brasileiros que investem em criptomoedas cresceu significativamente. Com isso, aumentou […]

Avatar de Julia Fernandes Julia Fernandes · · 3 min de leitura
Imposto de Renda

A declaração de bitcoin e outras criptomoedas no Imposto de Renda 2026 exige cuidado especial dos contribuintes. A Receita Federal mantém regras específicas para informar ativos digitais, e o descumprimento pode levar à malha fina ou aplicação de multa.

Nos últimos anos, o número de brasileiros que investem em criptomoedas cresceu significativamente. Com isso, aumentou também a fiscalização sobre operações envolvendo ativos digitais como Bitcoin, Ethereum e outras moedas virtuais.

O ano-base 2025 deve refletir movimentações relevantes, exigindo atenção na hora de preencher a declaração.

Quem é obrigado a declarar criptomoedas

O contribuinte deve informar criptomoedas sempre que o valor de aquisição de cada tipo de ativo ultrapassar R$ 5 mil.

Mesmo que não haja venda, a posse deve ser declarada na ficha “Bens e Direitos”, sob o grupo específico de criptoativos.

Além disso, operações com ganho de capital podem gerar obrigação de recolher imposto mensal.

Leia mais:

Como consultar a restituição do Imposto de Renda 2026 pelo CPF

Como declarar bitcoin e outras criptos

Posse de criptomoeda

Deve ser informada pelo valor de aquisição, e não pelo valor de mercado.

O contribuinte precisa registrar:

  • Tipo de criptomoeda
  • Quantidade
  • CNPJ da exchange, se houver
  • Forma de custódia (exchange ou carteira digital própria)

Venda com lucro

Se o total de vendas no mês ultrapassar R$ 35 mil, o ganho de capital é tributado.

A alíquota começa em 15% sobre o lucro.

O pagamento deve ser feito via DARF até o último dia útil do mês seguinte à operação.

Exemplo prático

Um investidor comprou R$ 20 mil em bitcoin e vendeu por R$ 30 mil no mesmo mês. O lucro foi de R$ 10 mil.

Se o total de vendas no mês ultrapassou R$ 35 mil, incide imposto sobre o ganho.

Caso contrário, pode haver isenção dentro do limite mensal.

Operações abaixo de R$ 35 mil

Vendas mensais até R$ 35 mil estão isentas de imposto sobre ganho de capital.

Mesmo assim, a operação deve constar na declaração anual.

Troca entre criptomoedas gera imposto?

Sim. A Receita Federal considera que a troca de uma criptomoeda por outra configura alienação.

Se houver ganho, pode haver incidência de imposto.

Como calcular o imposto corretamente

O cálculo deve ser feito pelo programa GCAP (Ganho de Capital) da Receita Federal.

Após preenchimento, os dados devem ser importados para a declaração anual.

Fiscalização aumentou nos últimos anos

A Receita Federal exige que exchanges domiciliadas no Brasil informem operações de clientes.

Além disso, contribuintes que operam em corretoras no exterior também devem declarar movimentações.

O cruzamento de dados tornou a fiscalização mais eficiente.

Risco de multa

Quem omitir informações pode pagar multa de:

  • 1% ao mês sobre imposto devido
  • Multa por atraso na entrega
  • Penalidade por omissão de informação

A multa mínima por atraso na declaração é de R$ 165,74.

Criptomoedas no exterior

Se os ativos estiverem custodiados fora do Brasil, a obrigação de informar permanece.

Em alguns casos, pode haver necessidade de declarar no Banco Central, dependendo do valor total de ativos no exterior.

Planejamento é essencial

Investidores devem:

  • Manter registro detalhado de compras e vendas
  • Guardar comprovantes de transação
  • Organizar planilha com valores de aquisição

A falta de controle pode dificultar cálculo do imposto.

Impacto no perfil do investidor brasileiro

Com a popularização das criptomoedas, muitos investidores iniciantes podem desconhecer as regras tributárias.

A falta de informação pode gerar problemas futuros.

Buscar orientação contábil pode evitar erros.

Conclusão

A declaração de bitcoin e outras criptomoedas no Imposto de Renda 2026 exige atenção às regras da Receita Federal. Informar corretamente a posse e recolher imposto sobre ganhos acima do limite mensal é fundamental para evitar multa e malha fina.

Organização e registro adequado das operações facilitam o preenchimento da declaração.

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