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‘Imposto do pecado’: TVs, motos, celulares e notebooks também devem ficar MAIS CAROS

Uma discussão no legislativo quer incluir mais produtos ao chamado 'imposto do pecado'. Saiba mais detalhes!

Andreza AraújoPor Andreza Araújo2 min de leitura
A palavra imposto escrita em pequenos cubos de madeira em cima de uma superfície. No fundo, desfocado, está uma calculadora.

Existe um imposto seletivo que está em discussão no âmbito da reforma tributária. Conhecido como ‘imposto do pecado’, ele sobretaxará produtos como bebidas alcoólicas e cigarros. A intenção, porém, é expandir o número de produtos que receberiam essa taxa.

Assim, bicicletas, smartphones, TVs, motos, carros, notebooks e outros produtos também entrariam para a lista desse imposto. Contudo, a ideia é manter os produtos da Zona Franca de Manaus (ZFM) isentos. Saiba mais informações na sequência.

Discussão sobre ‘imposto do pecado’ quer expandir número de produtos taxados

A palavra imposto escrita em pequenos cubos de madeira em cima de uma superfície. No fundo, desfocado, está uma calculadora.
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

A regulamentação desse imposto aconteceria depois da aprovação da reforma tributária pelo Congresso Nacional. Porém, a votação dessa pauta acontecerá somente no ano que vem.

O argumento para taxar esses produtos, além dos cigarros e bebidas alcoólicas, é o compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com as empresas que estão na Zona Franca. Ou seja, o governo concede a elas benefícios fiscais a fim de fomentar empregos e gerar renda na região.

Contudo, o Ministério da Fazenda alerta que a reforma tributária acabaria com o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), instrumento que permite o benefício fiscal das indústrias da ZFM. Logo, o fim do IPI justifica ampliação do imposto seletivo para a manutenção desse direito.

Qual é a discussão sobre o imposto?

As empresas que estão na Zona Franca de Manaus não pagam IPI. Como os outros locais no país que fabricam os mesmos produtos têm que realizar esse pagamento, entende-se que a ZFM possui uma vantagem competitiva em relação a outras partes do Brasil.

Porém, há o receio de que o fim do IPI possa causar desempregos nessa região, já que essa vantagem não existiria mais. O Governo Federal e Legislativo asseguram que isso não acontecerá, contudo, há negociações sobre qual modelo adotar para manter o benefício fiscal.

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Assim, tributos como o IVA federal, o IVA estadual e o imposto seletivo, criados de acordo com a aprovação de uma PEC na Câmara dos Deputados, seriam calibrados para manter essa vantagem. As palavras são Bernard Appy, secretário extraordinário para a mudança no sistema de tributos do Ministério da Fazenda.

Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Andreza Araújo

Autor

Andreza Araújo

Andreza Araújo é formada em Letras (Português e Linguística) pela Universidade de São Paulo e em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Com experiência na área educacional como professora de inglês, atualmente atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, escrevendo sobre finanças, benefícios sociais, consumo e mercado.

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